São os raios solares, capazes de acrescentar anos a uma pele jovem. É o envelhecimento prematuro para o qual se contribui a cada época balnear quando não se tomam as devidas precauções. Para o evitar, nada melhor do que bom senso e protector solar.
O sol é um dos principais responsáveis pelo envelhecimento prematuro da pele. Disso não há dúvida: não é o único, porque o tabaco, a gravidade, as expressões faciais e até a posição em que se dorme também contribuem.
Mas é, de longe, o principal responsável, sobretudo quando há exposição excessiva e desprotegida. Sem protecção, bastam uns minutos de exposição por dia para que, ao longo dos anos, ocorram alterações substanciais na pele. Rugas, manchas, derrames são apenas exemplos de um processo cuja consequência mais grave é – todos o sabemos – o cancro cutâneo.
Este é um fenómeno que se desenvolve progressivamente, não sendo visível de um dia para o outro. Mas os efeitos estão lá, sendo mais ou menos acelerados consoante o tipo de pele e os antecedentes individuais da exposição solar.
Com a exposição repetida, a pele vai perdendo a capacidade de se regenerar: os raios ultravioleta destroem o colagénio existente e dificultam a produção de novo, além de que também atacam a elastina, responsável pela elasticidade da pele. O resultado é uma pele precocemente flácida, enrugada e com uma textura semelhante a cabedal.
Os danos vão-se acumulando sob a superfície da pele, não sendo de imediato visíveis a olho nu. Mas estão lá e, mais cedo ou mais tarde, emergem, marcando a pele, sobretudo a do rosto, a que está mais exposta à radiação e aos demais agressores ambientais.
Não é, naturalmente, possível evitar por completo o envelhecimento da pele causado pelo sol, mas é possível minimizá-lo, prevenindo as consequências mais graves de uma exposição intensiva. A prevenção é aqui sinónimo de um conjunto de medidas simples, mas preciosas, com o uso de protector solar na primeira linha.
E que medidas? Desde logo, evitar a exposição aos raios solares nas horas em que ela é mais intensa – quer ande na cidade, no campo ou na praia, o risco é sempre maior entre as 11 e as 16.
É então que, não podendo resguardar por completo o corpo, permanecendo em casa, se deve defender a pele. A do rosto, com a aplicação de um protector solar com índice igual ou superior a 15 e, de preferência, específico para esta zona do corpo tão sensível.
Os braços e pernas devem igualmente ser cobertos com uma camada generosa de protector. A complementar o ideal seria o uso de um chapéu de abas largas e de roupa ampla e que reduzisse ao mínimo a pele exposta aos raios.
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Gravidade e Cª
Os raios solares são a principal fonte do chamado envelhecimento extrínseco – ou seja, o envelhecimento que não é natural. Mas há outras causas, em que se inclui a gravidade. Esta força que atrai os objectos para o centro da Terra – e que impede, por exemplo, que flutuemos como acontece na Lua – está constantemente a exercer a sua acção sobre o nosso corpo. Somos constantemente puxados para baixo e, a certa altura da vida, isso reflecte-se na pele.
É pelos 50, quando a elasticidade cutânea declina acentuadamente, que os efeitos da gravidade mais se notam: a ponta do nariz descai, as pálpebras também, as orelhas alongam-se, as bochechas evidenciam-se, o lábio superior tende a desaparecer e o inferior a ficar mais pronunciado.
Outras marcas que não as do tempo são as que registam, na pele, os nossos hábitos de dormir. Descansar o rosto sob a almofada durante várias horas consecutivas, numa mesma posição que se repete ano após ano, também abre a porta às rugas.
São linhas que ganham lugar cativo no rosto e que não desaparecem ao acordar – nas faces ou no queixo, quando se dorme de lado, na testa, quando se dorme de barriga para baixo e a cabeça enterrada na almofada.
Quem dorme de costas escapa a esta fatalidade, uma vez que o rosto não é pressionado. No rosto ficam igualmente assinaladas as nossas expressões faciais.
São movimentos repetitivos que obrigam a pele a assumir contornos específicos consoante a mensagem que transmitimos – quando a pele é jovem, regressa facilmente ao lugar, mas o mesmo não acontece quando começa a perder elasticidade.
Ficam, então, as chamadas rugas de expressão, por exemplo em torno dos olhos ou dos lábios. A idade da pele é ainda influenciada por factores comportamentais como o tabagismo. Fumar desencadeia reacções bioquímicas no nosso organismo que aceleram o envelhecimento.
Além das rugas e de uma textura menos suave, a pele ganha um tom amarelado que denuncia os fumadores.
Genes também contam
Estas são as causas extrínsecas do envelhecimento da pele. Mas é preciso contar também com a influência dos genes, responsáveis pelo chamado envelhecimento intrínseco, ou interno, da pele. Trata-se de um processo natural e contínuo que normalmente começa pelos 20 anos.
Por essa altura, a produção de colagénio abranda, as fibras de elastina vão perdendo firmeza, roubando elasticidade à pele. A renovação celular vai ficando mais lenta, com as células novas a demorarem mais a substituir as mortas.
Estas mudanças começam, efectivamente, quando se entra nos 20, mas os sinais do envelhecimento permanecem invisíveis por décadas. Sem darmos por isso, surgem as primeiras rugas, finíssimas, a pele fica mais transparente e menos espessa, vai-se perdendo alguma gordura subcutânea, o que é responsável pela perda de firmeza da pele do pescoço e das mãos e pelo aparecimento de pequenas bolsas sob os olhos.
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Além disso, com os anos, a pele fica mais seca, podendo causar comichão, e a quantidade de suor é menor, o que dificulta o arrefecimento da pele. O cabelo vai sendo pontuado por fios brancos e a renovação capilar diminui, o que pode abrir caminho a áreas de calvície. Em contrapartida, podem nascer pêlos noutras zonas do corpo, por exemplo no queixo.
São os genes que controlam este processo: por isso, ele não acontece ao mesmo ritmo para todos. Há quem tenha os primeiros cabelos brancos aos 20 e quem não tenha nenhum aos 40…
E porque são os genes que mandam nada se pode fazer para inverter o envelhecimento natural. Já contra o envelhecimento precoce há muito a fazer para o prevenir. Evitar os movimentos faciais repetitivos, procurar dormir sem que a face seja pressionada contra a almofada, não fumar e… defender a pele da radiação ultravioleta, fugindo da exposição prolongada e usando e abusando do protector solar.
Protector solar, modo de uso
O protector solar é o melhor amigo da pele nos dias de calor, com ou sem raios à vista. Mas para que seja eficaz convém seguir alguns passos:
• Escolha um produto com índice de protecção igual ou superior a 15 – aumente o índice se a sua pele e olhos forem claros;
• Escolha um protector com largo espectro, que ofereça protecção contra os ultravioleta A e os B – os UVB são a principal causa dos chamados escaldões, mas os UVA penetram mais profundamente na pele, pelo que ambos são perigosos;
• Aplique-o 20 minutos antes da exposição solar, cobrindo todas as áreas do corpo que vão estar expostas e com especial atenção para a face, nariz e orelhas;
• Use um protector específico para os lábios – eles também são vítimas do sol;
• Volte a aplicar de duas em duas horas ou a intervalos menores se transpirar muito ou após cada banho;
• Proteja-se mesmo em dias nublados – a radiação atravessa as nuvens e chega à pele como num dia de sol.
Complemente estes cuidados com o uso de óculos de sol, sobretudo se tiver olhos azuis ou verdes, mais sensíveis à luz. E se tiver dúvidas sobre qual o protector solar mais apropriado para si, aconselhe-se na sua farmácia, com o seu farmacêutico.
O sol é um dos principais responsáveis pelo envelhecimento prematuro da pele. Disso não há dúvida: não é o único, porque o tabaco, a gravidade, as expressões faciais e até a posição em que se dorme também contribuem.
Mas é, de longe, o principal responsável, sobretudo quando há exposição excessiva e desprotegida. Sem protecção, bastam uns minutos de exposição por dia para que, ao longo dos anos, ocorram alterações substanciais na pele. Rugas, manchas, derrames são apenas exemplos de um processo cuja consequência mais grave é – todos o sabemos – o cancro cutâneo.
Este é um fenómeno que se desenvolve progressivamente, não sendo visível de um dia para o outro. Mas os efeitos estão lá, sendo mais ou menos acelerados consoante o tipo de pele e os antecedentes individuais da exposição solar.
Com a exposição repetida, a pele vai perdendo a capacidade de se regenerar: os raios ultravioleta destroem o colagénio existente e dificultam a produção de novo, além de que também atacam a elastina, responsável pela elasticidade da pele. O resultado é uma pele precocemente flácida, enrugada e com uma textura semelhante a cabedal.
Os danos vão-se acumulando sob a superfície da pele, não sendo de imediato visíveis a olho nu. Mas estão lá e, mais cedo ou mais tarde, emergem, marcando a pele, sobretudo a do rosto, a que está mais exposta à radiação e aos demais agressores ambientais.
Não é, naturalmente, possível evitar por completo o envelhecimento da pele causado pelo sol, mas é possível minimizá-lo, prevenindo as consequências mais graves de uma exposição intensiva. A prevenção é aqui sinónimo de um conjunto de medidas simples, mas preciosas, com o uso de protector solar na primeira linha.
E que medidas? Desde logo, evitar a exposição aos raios solares nas horas em que ela é mais intensa – quer ande na cidade, no campo ou na praia, o risco é sempre maior entre as 11 e as 16.
É então que, não podendo resguardar por completo o corpo, permanecendo em casa, se deve defender a pele. A do rosto, com a aplicação de um protector solar com índice igual ou superior a 15 e, de preferência, específico para esta zona do corpo tão sensível.
Os braços e pernas devem igualmente ser cobertos com uma camada generosa de protector. A complementar o ideal seria o uso de um chapéu de abas largas e de roupa ampla e que reduzisse ao mínimo a pele exposta aos raios.
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Gravidade e Cª
Os raios solares são a principal fonte do chamado envelhecimento extrínseco – ou seja, o envelhecimento que não é natural. Mas há outras causas, em que se inclui a gravidade. Esta força que atrai os objectos para o centro da Terra – e que impede, por exemplo, que flutuemos como acontece na Lua – está constantemente a exercer a sua acção sobre o nosso corpo. Somos constantemente puxados para baixo e, a certa altura da vida, isso reflecte-se na pele.
É pelos 50, quando a elasticidade cutânea declina acentuadamente, que os efeitos da gravidade mais se notam: a ponta do nariz descai, as pálpebras também, as orelhas alongam-se, as bochechas evidenciam-se, o lábio superior tende a desaparecer e o inferior a ficar mais pronunciado.
Outras marcas que não as do tempo são as que registam, na pele, os nossos hábitos de dormir. Descansar o rosto sob a almofada durante várias horas consecutivas, numa mesma posição que se repete ano após ano, também abre a porta às rugas.
São linhas que ganham lugar cativo no rosto e que não desaparecem ao acordar – nas faces ou no queixo, quando se dorme de lado, na testa, quando se dorme de barriga para baixo e a cabeça enterrada na almofada.
Quem dorme de costas escapa a esta fatalidade, uma vez que o rosto não é pressionado. No rosto ficam igualmente assinaladas as nossas expressões faciais.
São movimentos repetitivos que obrigam a pele a assumir contornos específicos consoante a mensagem que transmitimos – quando a pele é jovem, regressa facilmente ao lugar, mas o mesmo não acontece quando começa a perder elasticidade.
Ficam, então, as chamadas rugas de expressão, por exemplo em torno dos olhos ou dos lábios. A idade da pele é ainda influenciada por factores comportamentais como o tabagismo. Fumar desencadeia reacções bioquímicas no nosso organismo que aceleram o envelhecimento.
Além das rugas e de uma textura menos suave, a pele ganha um tom amarelado que denuncia os fumadores.
Genes também contam
Estas são as causas extrínsecas do envelhecimento da pele. Mas é preciso contar também com a influência dos genes, responsáveis pelo chamado envelhecimento intrínseco, ou interno, da pele. Trata-se de um processo natural e contínuo que normalmente começa pelos 20 anos.
Por essa altura, a produção de colagénio abranda, as fibras de elastina vão perdendo firmeza, roubando elasticidade à pele. A renovação celular vai ficando mais lenta, com as células novas a demorarem mais a substituir as mortas.
Estas mudanças começam, efectivamente, quando se entra nos 20, mas os sinais do envelhecimento permanecem invisíveis por décadas. Sem darmos por isso, surgem as primeiras rugas, finíssimas, a pele fica mais transparente e menos espessa, vai-se perdendo alguma gordura subcutânea, o que é responsável pela perda de firmeza da pele do pescoço e das mãos e pelo aparecimento de pequenas bolsas sob os olhos.
[Continua na página seguinte]
Além disso, com os anos, a pele fica mais seca, podendo causar comichão, e a quantidade de suor é menor, o que dificulta o arrefecimento da pele. O cabelo vai sendo pontuado por fios brancos e a renovação capilar diminui, o que pode abrir caminho a áreas de calvície. Em contrapartida, podem nascer pêlos noutras zonas do corpo, por exemplo no queixo.
São os genes que controlam este processo: por isso, ele não acontece ao mesmo ritmo para todos. Há quem tenha os primeiros cabelos brancos aos 20 e quem não tenha nenhum aos 40…
E porque são os genes que mandam nada se pode fazer para inverter o envelhecimento natural. Já contra o envelhecimento precoce há muito a fazer para o prevenir. Evitar os movimentos faciais repetitivos, procurar dormir sem que a face seja pressionada contra a almofada, não fumar e… defender a pele da radiação ultravioleta, fugindo da exposição prolongada e usando e abusando do protector solar.
Protector solar, modo de uso
O protector solar é o melhor amigo da pele nos dias de calor, com ou sem raios à vista. Mas para que seja eficaz convém seguir alguns passos:
• Escolha um produto com índice de protecção igual ou superior a 15 – aumente o índice se a sua pele e olhos forem claros;
• Escolha um protector com largo espectro, que ofereça protecção contra os ultravioleta A e os B – os UVB são a principal causa dos chamados escaldões, mas os UVA penetram mais profundamente na pele, pelo que ambos são perigosos;
• Aplique-o 20 minutos antes da exposição solar, cobrindo todas as áreas do corpo que vão estar expostas e com especial atenção para a face, nariz e orelhas;
• Use um protector específico para os lábios – eles também são vítimas do sol;
• Volte a aplicar de duas em duas horas ou a intervalos menores se transpirar muito ou após cada banho;
• Proteja-se mesmo em dias nublados – a radiação atravessa as nuvens e chega à pele como num dia de sol.
Complemente estes cuidados com o uso de óculos de sol, sobretudo se tiver olhos azuis ou verdes, mais sensíveis à luz. E se tiver dúvidas sobre qual o protector solar mais apropriado para si, aconselhe-se na sua farmácia, com o seu farmacêutico.