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Rosácea: Bochechas rosadas

O nariz, as bochechas, a testa e o queixo são quase sempre as áreas onde se manifestam os sintomas da rosácea. Começa pela vermelhidão, mas, pouco a pouco, outros vão aparecendo: vasos sanguíneos dilatados, espessamento da pele e borbulhas. A boa notícia é que é possível tratar esta condição, com medicamentos e cuidados pessoais.

Alguns dos sinais característicos da rosácea fazem com que seja facilmente confundida com a acne, quando, na realidade, pouco tem que ver com essa doença de pele, mais típica da adolescência.

A rosácea é também frequentemente apontada como característica de alcoólicos, quando atinge de igual forma quem não bebe – embora o álcool acentue os seus sintomas, pelo que deve ser evitado… Dos mitos à verdade, o que é, na realidade, a rosácea?

Trata-se de uma doença de pele crónica que surge já na idade adulta, regra geral entre os 30 e os 50 anos. Apesar de serem as mulheres as mais afectadas, são os homens quem sofre habitualmente as consequências mais graves desta inflamação cutânea. A genética também tem influência, sendo comum avós, pais e filhos partilharem esta condição, que atinge maioritariamente aqueles que apresentam pele clara e que coram com facilidade.

Também alguns medicamentos, como os corticosteróides tópicos e os que contribuem para dilatar os vasos sanguíneos, tais como alguns usados no tratamento da hipertensão podem contribuir para o agravamento da rosácea.

 

Aos primeiros sinais…

O primeiro sinal de alerta para o aparecimento da rosácea é a vermelhidão que se espalha pela parte central do rosto, podendo ainda vir acompanhada por uma desagradável sensação de ardor. Segue-se a dilatação dos vasos sanguíneos do nariz e das bochechas, que se vão tornando visíveis, sulcando as faces de linhas vermelhas que tanto incomodam os que desta doença sofrem. Acabam também por aparecer pequenas borbulhas, em que as mais sólidas podem mesmo ser dolorosas. Algumas pessoas – maioritariamente homens – vêem mesmo a pele do nariz ficar mais vermelha, espessa e inchada… até disforme. É a chamada rinofima, a grande culpada por se associar a rosácea ao alcoolismo.

Algumas das pessoas que têm rosácea sofrem também de vermelhidão, secura, comichão, excesso de lágrimas  e sensação de areia nos olhos– assim é a rosácea ocular, que traz consigo a inflamação e inchaço das pálpebras e a sensibilidade dos olhos à luz, tornando a visão nublada.

No fundo, a rosácea não constitui uma verdadeira ameaça. Mas sem dúvida que pode afectar seriamente a auto-estima. A solução? Tratar! Se cora com facilidade e a vermelhidão teima em não desaparecer do rosto, comece por se aconselhar junto do seu farmacêutico.

[Continua na página seguinte]

… tratar, tratar!

Uma vez que não se conhecem as suas causas exactas – nem existem provas que concluam que se trata de uma inflamação bacteriana – ainda não existe cura para a rosácea. No entanto, a boa notícia é que, uma vez diagnosticada, há tratamento – com alguns cuidados pessoais ou mesmo recorrendo a medicamentos, é possível controlar as suas consequências.

Em função da fase em que se encontra a rosácea, pode haver a necessidade de usar medicamentos: para aplicação na pele (em pomada ou gel, para o alívio da vermelhidão e diminuição da inflamação) ou, nas situações mais graves recorrer a antibióticos, visto que actuam mais depressa.

É ainda aconselhado pelos dermatologistas o uso de produtos de higiene próprios, mais suaves e sem componentes como o álcool que são agressivos para a pele. Este cuidado deve estender-se aos produtos de maquilhagem.

Mas existem outros cuidados a seguir para minimizar os danos, como sejam aplicar protector solar com um mínimo de factor de protecção 15, proteger o rosto com um cachecol para enfrentar frio e vento, evitar o álcool e alimentos e bebidas quentes, além dos condimentos, e, finalmente, evitar banhos quentes e saunas. São prejudiciais as temperaturas extremas, o exercício intenso e o stress emocional.

A rosácea é uma doença progressiva: sem tratamento, os seus sintomas vão continuamente piorando. Em grande parte dos casos, é também cíclica, o que significa que os sintomas tendem a permanecer durante algum tempo, regredir e voltar a aparecer algumas semanas ou meses depois.

 

A rosácea apresenta três fases.

A primeira é a pré-rosácea, no fundo apenas uma tendência para corar mais facilmente, evoluindo posteriormente para uma vermelhidão constante, em particular em volta do nariz.

Na segunda fase, a rosácea vascular, dá-se a dilatação dos vasos sanguíneos, que ficam visíveis, tornando a pele extremamente sensível.

A última fase, a rosácea inflamatória traz consigo a erupção de borbulhas e pústulas.

Alguns dos sinais característicos da rosácea fazem com que seja facilmente confundida com a acne, quando, na realidade, pouco tem que ver com essa doença de pele, mais típica da adolescência.

A rosácea é também frequentemente apontada como característica de alcoólicos, quando atinge de igual forma quem não bebe – embora o álcool acentue os seus sintomas, pelo que deve ser evitado… Dos mitos à verdade, o que é, na realidade, a rosácea?

Trata-se de uma doença de pele crónica que surge já na idade adulta, regra geral entre os 30 e os 50 anos. Apesar de serem as mulheres as mais afectadas, são os homens quem sofre habitualmente as consequências mais graves desta inflamação cutânea. A genética também tem influência, sendo comum avós, pais e filhos partilharem esta condição, que atinge maioritariamente aqueles que apresentam pele clara e que coram com facilidade.

Também alguns medicamentos, como os corticosteróides tópicos e os que contribuem para dilatar os vasos sanguíneos, tais como alguns usados no tratamento da hipertensão podem contribuir para o agravamento da rosácea.

 

Aos primeiros sinais…

O primeiro sinal de alerta para o aparecimento da rosácea é a vermelhidão que se espalha pela parte central do rosto, podendo ainda vir acompanhada por uma desagradável sensação de ardor. Segue-se a dilatação dos vasos sanguíneos do nariz e das bochechas, que se vão tornando visíveis, sulcando as faces de linhas vermelhas que tanto incomodam os que desta doença sofrem. Acabam também por aparecer pequenas borbulhas, em que as mais sólidas podem mesmo ser dolorosas. Algumas pessoas – maioritariamente homens – vêem mesmo a pele do nariz ficar mais vermelha, espessa e inchada… até disforme. É a chamada rinofima, a grande culpada por se associar a rosácea ao alcoolismo.

Algumas das pessoas que têm rosácea sofrem também de vermelhidão, secura, comichão, excesso de lágrimas  e sensação de areia nos olhos– assim é a rosácea ocular, que traz consigo a inflamação e inchaço das pálpebras e a sensibilidade dos olhos à luz, tornando a visão nublada.

No fundo, a rosácea não constitui uma verdadeira ameaça. Mas sem dúvida que pode afectar seriamente a auto-estima. A solução? Tratar! Se cora com facilidade e a vermelhidão teima em não desaparecer do rosto, comece por se aconselhar junto do seu farmacêutico.

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… tratar, tratar!

Uma vez que não se conhecem as suas causas exactas – nem existem provas que concluam que se trata de uma inflamação bacteriana – ainda não existe cura para a rosácea. No entanto, a boa notícia é que, uma vez diagnosticada, há tratamento – com alguns cuidados pessoais ou mesmo recorrendo a medicamentos, é possível controlar as suas consequências.

Em função da fase em que se encontra a rosácea, pode haver a necessidade de usar medicamentos: para aplicação na pele (em pomada ou gel, para o alívio da vermelhidão e diminuição da inflamação) ou, nas situações mais graves recorrer a antibióticos, visto que actuam mais depressa.

É ainda aconselhado pelos dermatologistas o uso de produtos de higiene próprios, mais suaves e sem componentes como o álcool que são agressivos para a pele. Este cuidado deve estender-se aos produtos de maquilhagem.

Mas existem outros cuidados a seguir para minimizar os danos, como sejam aplicar protector solar com um mínimo de factor de protecção 15, proteger o rosto com um cachecol para enfrentar frio e vento, evitar o álcool e alimentos e bebidas quentes, além dos condimentos, e, finalmente, evitar banhos quentes e saunas. São prejudiciais as temperaturas extremas, o exercício intenso e o stress emocional.

A rosácea é uma doença progressiva: sem tratamento, os seus sintomas vão continuamente piorando. Em grande parte dos casos, é também cíclica, o que significa que os sintomas tendem a permanecer durante algum tempo, regredir e voltar a aparecer algumas semanas ou meses depois.

 

A rosácea apresenta três fases.

A primeira é a pré-rosácea, no fundo apenas uma tendência para corar mais facilmente, evoluindo posteriormente para uma vermelhidão constante, em particular em volta do nariz.

Na segunda fase, a rosácea vascular, dá-se a dilatação dos vasos sanguíneos, que ficam visíveis, tornando a pele extremamente sensível.

A última fase, a rosácea inflamatória traz consigo a erupção de borbulhas e pústulas.

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