É hoje sabido que o stresse se assume, cada vez mais, como um problema grave da sociedade moderna contemporânea. Apesar de não ser considerado uma doença (por definição) é certo que pode conduzir a um estado de patologia e incapacidade, ou agravar situações patológicas já presentes.
No entanto existem hoje soluções que visam debelar o problema, através de uma adequada abordagem holística da pessoa. O relaxamento é uma delas e arma bastante eficaz para combater um dos maiores males causadores de doença profissional e incapacidade, do séc. XXI.
A evidência científica sugere que o stresse e a intervenção sobre este influencia a evolução de várias condições de saúde. Começa a ser estudado o papel que o stresse e o seu tratamento desempenham ao nível das doenças cardiovasculares, diabetes, função do sistema imunitário, capacidade de regeneração tecidular e dor musculo-esqueléctica.
O stresse é complexo e de longo prazo da vida moderna pode causar uma activação crónica dos mecanismos de alarme do organismo, aumentando o risco de contrair doenças ou exacerbar condições médicas já presentes.
O stresse é uma palavra vulgarmente usada para descrever as pressões e exigências que enfrentamos diariamente. É também utilizada para descrever uma experiência interna, como na expressão “sinto-me stressado”.
É ainda utilizada de forma a caracterizar circunstâncias externas, como no comentário “o meu trabalho é stressante”. O stresse é melhor definido como resultante da interação de ambos os factores internos e externos. É o resultado de uma situação e da reacção individual da pessoa à mesma situação (Stresse = Situação + Nossa Reacção).
De referir, no entanto, que nem sempre o stresse é negativo. Ele ajuda-nos a combater situações de mudança e responder a desafios profissionais e pessoais. Claro que quando se perde a capacidade de responder com sucesso, surge uma condição de stresse negativo que pode ser crónico.
A reacção física do organismo ao stresse foi primeiramente descrita por Walter Cannon, em 1920, como uma reacção luta – fuga.
Em condições de homeostasia o organismo mantém um equilíbrio fisiológico, primeiramente através de um balanço dinâmico de acções dos Sistemas Nervosos Simpático e Parasimpático.
Uma ameaça perceptível resulta num aumento da actividade do SN Simpático. Petzke e Clanw descreveram que os principais componentes que levam a uma reacção de stress são os elementos neurais e adreno-medulares do SNS e os adreno-hipotalâmico-pituitários (HPA). O primeiro neurotransmissor libertado por este sistema é a neuropinefrina.
A resposta do componente adrenomedular do SNS consiste em adrenalina medular e o seu neurotransmissor, epinefrina. Juntos, norapinefrina e epinefrina, aumentam o batimento cardíaco, ritmo respiratório, aumentam o aporte de sangue para os grandes grupos musculares. Ocorre depois a libertação de glucose do fígado e relaxam os músculos víscerais, diminuindo a actividade digestiva.
Relaxamento
Podemos definir relaxamanto de vários modos, segundo Friedman et al. (1998), para quem o relaxamento “corresponde a uma resposta integrada do Hipotálamo, que deprime a actividade do Sistema Nervoso Simpático, provocando uma diminuição da tensão muscular, da pressão arterial e da Frequência respiratória”.
Ou
Segundo Rayman (1995), que afirma que o relaxamento “é um estado de consciência caracterizado por sentimentos de paz, alívio de tensão, ansiedade e medo”.
A meditação mental / relaxamento, é uma estratégia que permite observar e desenvolver skills para a auto-gestão da reacção ao stresse/tensões externas. Permite que a pessoa consciencialize de forma não reactiva as respostas físicas, cognitivas e emocionais ao stresse.
O auto-conhecimento e a auto-conciência do corpo promovem habitualmente uma compreensão da pessoas sobre si, que lhe permite responder ao stress de forma diferente, e consequentemente mais eficaz e adaptada.
Objectivos
Os exercícios de relaxamento poderão ter diversos objectivos, actuando a diferentes níveis. Promove a diminuição da ansiedade; diminuição ou prevenção do stresse; diminuição da dor ou da sua percepção; alívio da tensão muscular; diminuição da pressão arterial e da frequência respiratória; combate da fadiga física e mental; integração da imagem corporal; tomada de consciência sobre o estado do corpo; favorecimento dos mecanismos de auto-controlo e auto-cura; aumento da auto-estima e do auto-conceito e promove a melhoria das relações interpessoais.
Métodos de relaxamento
Existem vários exercícios de relaxamento como a ventilação abdominal (mais conhecida por respiração diafragmática), o relaxamento progressivo, o treino autogénico, o bodyscan, o relaxamento dinâmico ou a visualização dirigida entre outros.
Podemos ainda, classificar estes métodos segundo:
Métodos analíticos
Que visam o plano fisiológico do relaxamento, ou seja, da musculatura estriada periférica. E obtém-se o relaxamento por (re)educação do funcionamento muscular, utilizando princípios neurofisiológicos como o reflexo miotático inverso: Contracção = tensão/repouso = relaxamento.
Como exemplo destes métodos temos o relaxamento progressivo de Jacobson e o relaxamento fisiológico de Laura Mitchel (Fisioterapeuta).
Métodos globais
Caracterizam-se pela concepção global da personalidade humana e utilizam técnicas de relaxamento como ponto de partida mental.
Considera a descontracção muscular e visceral como um meio, um ponto de apoio para obter um relaxamento psicológico, ou seja, o repouso mental.
Bibliografia
• McManus, C, Group Wellness Programs for Chronic Pain and Disease Management; 2003
• Ribeiro, J. (2005). Dossier de estágio: Wellness Center do Caracol – Disciplina de Educação Clínica V. Escola Superior de Saúde do Alcoitão.
• Simão, D. (2005). Dossier de estágio: Wellness Center do Caracol – Disciplina de Educação Clínica V. Escola Superior de Saúde do Alcoitão.
No entanto existem hoje soluções que visam debelar o problema, através de uma adequada abordagem holística da pessoa. O relaxamento é uma delas e arma bastante eficaz para combater um dos maiores males causadores de doença profissional e incapacidade, do séc. XXI.
A evidência científica sugere que o stresse e a intervenção sobre este influencia a evolução de várias condições de saúde. Começa a ser estudado o papel que o stresse e o seu tratamento desempenham ao nível das doenças cardiovasculares, diabetes, função do sistema imunitário, capacidade de regeneração tecidular e dor musculo-esqueléctica.
O stresse é complexo e de longo prazo da vida moderna pode causar uma activação crónica dos mecanismos de alarme do organismo, aumentando o risco de contrair doenças ou exacerbar condições médicas já presentes.
O stresse é uma palavra vulgarmente usada para descrever as pressões e exigências que enfrentamos diariamente. É também utilizada para descrever uma experiência interna, como na expressão “sinto-me stressado”.
É ainda utilizada de forma a caracterizar circunstâncias externas, como no comentário “o meu trabalho é stressante”. O stresse é melhor definido como resultante da interação de ambos os factores internos e externos. É o resultado de uma situação e da reacção individual da pessoa à mesma situação (Stresse = Situação + Nossa Reacção).
De referir, no entanto, que nem sempre o stresse é negativo. Ele ajuda-nos a combater situações de mudança e responder a desafios profissionais e pessoais. Claro que quando se perde a capacidade de responder com sucesso, surge uma condição de stresse negativo que pode ser crónico.
A reacção física do organismo ao stresse foi primeiramente descrita por Walter Cannon, em 1920, como uma reacção luta – fuga.
Em condições de homeostasia o organismo mantém um equilíbrio fisiológico, primeiramente através de um balanço dinâmico de acções dos Sistemas Nervosos Simpático e Parasimpático.
Uma ameaça perceptível resulta num aumento da actividade do SN Simpático. Petzke e Clanw descreveram que os principais componentes que levam a uma reacção de stress são os elementos neurais e adreno-medulares do SNS e os adreno-hipotalâmico-pituitários (HPA). O primeiro neurotransmissor libertado por este sistema é a neuropinefrina.
A resposta do componente adrenomedular do SNS consiste em adrenalina medular e o seu neurotransmissor, epinefrina. Juntos, norapinefrina e epinefrina, aumentam o batimento cardíaco, ritmo respiratório, aumentam o aporte de sangue para os grandes grupos musculares. Ocorre depois a libertação de glucose do fígado e relaxam os músculos víscerais, diminuindo a actividade digestiva.
Relaxamento
Podemos definir relaxamanto de vários modos, segundo Friedman et al. (1998), para quem o relaxamento “corresponde a uma resposta integrada do Hipotálamo, que deprime a actividade do Sistema Nervoso Simpático, provocando uma diminuição da tensão muscular, da pressão arterial e da Frequência respiratória”.
Ou
Segundo Rayman (1995), que afirma que o relaxamento “é um estado de consciência caracterizado por sentimentos de paz, alívio de tensão, ansiedade e medo”.
A meditação mental / relaxamento, é uma estratégia que permite observar e desenvolver skills para a auto-gestão da reacção ao stresse/tensões externas. Permite que a pessoa consciencialize de forma não reactiva as respostas físicas, cognitivas e emocionais ao stresse.
O auto-conhecimento e a auto-conciência do corpo promovem habitualmente uma compreensão da pessoas sobre si, que lhe permite responder ao stress de forma diferente, e consequentemente mais eficaz e adaptada.
Objectivos
Os exercícios de relaxamento poderão ter diversos objectivos, actuando a diferentes níveis. Promove a diminuição da ansiedade; diminuição ou prevenção do stresse; diminuição da dor ou da sua percepção; alívio da tensão muscular; diminuição da pressão arterial e da frequência respiratória; combate da fadiga física e mental; integração da imagem corporal; tomada de consciência sobre o estado do corpo; favorecimento dos mecanismos de auto-controlo e auto-cura; aumento da auto-estima e do auto-conceito e promove a melhoria das relações interpessoais.
Métodos de relaxamento
Existem vários exercícios de relaxamento como a ventilação abdominal (mais conhecida por respiração diafragmática), o relaxamento progressivo, o treino autogénico, o bodyscan, o relaxamento dinâmico ou a visualização dirigida entre outros.
Podemos ainda, classificar estes métodos segundo:
Métodos analíticos
Que visam o plano fisiológico do relaxamento, ou seja, da musculatura estriada periférica. E obtém-se o relaxamento por (re)educação do funcionamento muscular, utilizando princípios neurofisiológicos como o reflexo miotático inverso: Contracção = tensão/repouso = relaxamento.
Como exemplo destes métodos temos o relaxamento progressivo de Jacobson e o relaxamento fisiológico de Laura Mitchel (Fisioterapeuta).
Métodos globais
Caracterizam-se pela concepção global da personalidade humana e utilizam técnicas de relaxamento como ponto de partida mental.
Considera a descontracção muscular e visceral como um meio, um ponto de apoio para obter um relaxamento psicológico, ou seja, o repouso mental.
Bibliografia
• McManus, C, Group Wellness Programs for Chronic Pain and Disease Management; 2003
• Ribeiro, J. (2005). Dossier de estágio: Wellness Center do Caracol – Disciplina de Educação Clínica V. Escola Superior de Saúde do Alcoitão.
• Simão, D. (2005). Dossier de estágio: Wellness Center do Caracol – Disciplina de Educação Clínica V. Escola Superior de Saúde do Alcoitão.