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Pele, género masculino

A pele masculina sofre tantas agressões como a feminina e mais uma ainda: a do barbear. A exigir cuidados diários, em nome da saúde mas também da estética. Com produtos apropriados, pois a pele dos homens é diferente da das mulheres.

O género – masculino ou feminino – reflecte-se em toda a dimensão do corpo humano. Nos órgãos internos e externos, nos traços e linhas que não deixam dúvidas de que se está perante um homem ou uma mulher. Mas há diferenças mais subtis, como as que ocorrem ao nível da pele.

Quer a genética, quer as hormonas, influenciam a estrutura e função da pele, a estes factores se juntando outros, de natureza mais externa, de acordo com as diferenças de estilo de vida existentes entre os dois géneros.

Até aos 12 anos, a pele masculina e a feminina são em tudo semelhantes, mas a partir daí apresentam características específicas. Assim, a pele do homem é mais espessa, mas tem uma menor camada de gordura subcutânea por comparação com a pele da mulher.

Possui ainda uma maior densidade de colagénio, embora comece a perder firmeza mais cedo: a partir dos 30 anos, enquanto na mulher esse decréscimo é mais evidente na altura da menopausa, pelos 50.

Por outro lado, possui um maior fluxo sanguíneo do que a pele feminina. Também é mais oleosa, dado existirem mais glândulas sebáceas, e transpira mais, tendo mais tendência para desidratar. O contorno dos olhos é mais pronunciado e o pH mais ácido. Uma outra diferença decorre de um gesto diário a que o homem dificilmente escapa: o barbear. A agressão constante, seja da lâmina, seja da máquina, deixa a pele mais vulnerável.

 

Por vaidade e não só

São estas características que fazem com que a pele masculina requeira cuidados e produtos específicos.

E a verdade é que os homens estão a perceber a importância de zelarem pela saúde e pela aparência da pele. E em consequência há um mercado cosmético em crescimento, apostado num segmento que, ainda não há muito tempo, deixava para as mulheres os gestos de beleza.

Gestos como limpar e hidratar, a dupla de cuidados essencial para uma pele saudável. E limpar é sinónimo de banho, que deve fazer-se com moderação, na duração e na temperatura da água: é que banhos demasiado prolongados e com água muito quente contribuem para remover a camada lipídica da pele, que funciona como uma protecção natural. Os produtos de limpeza devem ser suaves, sob pena de deixarem a pele seca e irritada.

Depois do banho, a hidratação. Fundamental tendo em conta que os homens suam mais, deixando a pele em risco de desidratação. Trata-se aqui de proteger e nutrir, com o hidratante a funcionar como uma barreira que, por um lado, vai alimentando a pele e, por outro, impede a libertação de água.

[Continua na página seguinte]

O rosto deve merecer cuidados particulares, com produtos adequados a uma pele mais sensível porque mais exposta aos agressores – ao frio, ao sol, à poluição, ao tabaco e ao barbear. Aliás, o ideal é que o hidratante contenha um factor de protecção solar, que defende a pele dos raios ultravioleta ao mesmo tempo que a hidrata.

Estes cuidados devem ser reforçados de quando em vez com uma máscara: o objectivo é limpar e nutrir em profundidade. Exige alguma disponibilidade e paciência, mas os resultados são imediatamente visíveis.

 

No barbear é que está o cuidado

As necessidades masculinas estão ainda muito concentradas no barbear. E com alguma razão: afinal é uma rotina diária para a maior parte dos homens, atendendo a que a barba cresce cerca de dois milímetros por dia.

Por razões estéticas e/ou práticas, o rosto e o pescoço são escanhoados todos os dias, o que constitui uma agressão constante da pele.

A camada mais superficial é removida ainda antes de as células estarem prontas para descamarem naturalmente. É como uma esfoliação forçada que acelera a renovação celular e expõe prematuramente as células aos factores ambientais.

Perante este cenário, é fundamental erguer barreiras contra o atrito da lâmina: numa pele preparada o barbear é, sem dúvida, mais suave.

O ideal seria que o barbear acontecesse logo a seguir ao banho ou ao duche, quando a pele está mais húmida. Mas pode obter-se o mesmo efeito pressionando ligeiramente uma toalha quente sobre a pele.

Depois, é conveniente aplicar um creme ou uma loção de barbear: é que lubrificando minimiza-se o risco de irritação da pele. Não deve usar-se uma lâmina muito gasta, pois obriga a uma pressão maior para cortar os pêlos. E passa-se sempre na direcção do crescimento e não ao contrário.

Uma vez barbeado o rosto há que lavá-lo com água morna, limpando com toques suaves, sem esfregar. O último gesto é a aplicação de um produto para depois da barba, de preferência sem álcool. Sob a forma de loção, ajuda a fechar os poros e alivia a sensação de ardor, ao mesmo tempo que ajuda a cicatrizar eventuais cortes.

Cuidar da pele é, cada vez mais, também uma preocupação masculina. Porque envolve vários gestos e produtos, pode parecer que é complexo e exige muito tempo, mas na verdade, a partir do momento em que entram na rotina, estes cuidados tornam-se imprescindíveis. A aparência agradece e a saúde também.

[Continua na página seguinte]

Folículos danificados

A fricção causada pelo barbear é uma das principais causas da foliculite, uma infecção dos folículos pilosos cujas consequências oscilam entre o simples desconforto e a perda permanente, neste caso, de pêlo da barba.

Tudo se passa ao nível dos folículos pilosos, que são pequenas bolsas de pele modificada, abaixo da superfície da pele, nas quais nascem os cabelos e pêlos corporais, que só não existem nas palmas das mãos, plantas dos pés e membranas mucosas como os lábios.

Cada folículo está associado a um músculo que se contrai perante o frio ou o medo, fazendo com que os cabelos e os pêlos se ericem. Acima dos músculos encontram-se as glândulas sebáceas responsáveis pela produção de óleo que lubrifica a pele.

Apesar de se encontrarem abaixo da superfície cutânea, os folículos sofrem alterações que podem ser causadas por gestos abrasivos como o barbear ou depilar, inflamações e lesões da pele. Mas também pelo uso de roupas demasiado apertadas, pela transpiração excessiva. Está então aberto caminho à foliculite, um problema comum nos homens.

Na sua forma mais ligeira e superficial, caracteriza-se por grupos de pequenas borbulhas vermelhas à volta dos folículos, repletas de pus e que causam comichão. Já a foliculite profunda envolve uma maior área inflamada, com dor e vesículas com pus que, quando rompem, podem deixar marcas.

No primeiro caso, a infecção pode desaparecer ao fim de alguns dias sem necessitar de tratamento, embora beneficiando de medidas como a aplicação de compressas mornas e de creme calmante para alívio da comichão, necessitando de tratamento específico se se mantiverem os sintomas. Quando a infecção é mais grave ou recorrente, pode haver lugar a medicamentos, tópicos ou orais. Se a causa é bacteriana, pode ser prescrito um antibiótico.

Prevenir é possível e, no caso específico dos homens, passa por um barbear suave e cuidados com a pele após o barbear.

O género – masculino ou feminino – reflecte-se em toda a dimensão do corpo humano. Nos órgãos internos e externos, nos traços e linhas que não deixam dúvidas de que se está perante um homem ou uma mulher. Mas há diferenças mais subtis, como as que ocorrem ao nível da pele.

Quer a genética, quer as hormonas, influenciam a estrutura e função da pele, a estes factores se juntando outros, de natureza mais externa, de acordo com as diferenças de estilo de vida existentes entre os dois géneros.

Até aos 12 anos, a pele masculina e a feminina são em tudo semelhantes, mas a partir daí apresentam características específicas. Assim, a pele do homem é mais espessa, mas tem uma menor camada de gordura subcutânea por comparação com a pele da mulher.

Possui ainda uma maior densidade de colagénio, embora comece a perder firmeza mais cedo: a partir dos 30 anos, enquanto na mulher esse decréscimo é mais evidente na altura da menopausa, pelos 50.

Por outro lado, possui um maior fluxo sanguíneo do que a pele feminina. Também é mais oleosa, dado existirem mais glândulas sebáceas, e transpira mais, tendo mais tendência para desidratar. O contorno dos olhos é mais pronunciado e o pH mais ácido. Uma outra diferença decorre de um gesto diário a que o homem dificilmente escapa: o barbear. A agressão constante, seja da lâmina, seja da máquina, deixa a pele mais vulnerável.

 

Por vaidade e não só

São estas características que fazem com que a pele masculina requeira cuidados e produtos específicos.

E a verdade é que os homens estão a perceber a importância de zelarem pela saúde e pela aparência da pele. E em consequência há um mercado cosmético em crescimento, apostado num segmento que, ainda não há muito tempo, deixava para as mulheres os gestos de beleza.

Gestos como limpar e hidratar, a dupla de cuidados essencial para uma pele saudável. E limpar é sinónimo de banho, que deve fazer-se com moderação, na duração e na temperatura da água: é que banhos demasiado prolongados e com água muito quente contribuem para remover a camada lipídica da pele, que funciona como uma protecção natural. Os produtos de limpeza devem ser suaves, sob pena de deixarem a pele seca e irritada.

Depois do banho, a hidratação. Fundamental tendo em conta que os homens suam mais, deixando a pele em risco de desidratação. Trata-se aqui de proteger e nutrir, com o hidratante a funcionar como uma barreira que, por um lado, vai alimentando a pele e, por outro, impede a libertação de água.

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O rosto deve merecer cuidados particulares, com produtos adequados a uma pele mais sensível porque mais exposta aos agressores – ao frio, ao sol, à poluição, ao tabaco e ao barbear. Aliás, o ideal é que o hidratante contenha um factor de protecção solar, que defende a pele dos raios ultravioleta ao mesmo tempo que a hidrata.

Estes cuidados devem ser reforçados de quando em vez com uma máscara: o objectivo é limpar e nutrir em profundidade. Exige alguma disponibilidade e paciência, mas os resultados são imediatamente visíveis.

 

No barbear é que está o cuidado

As necessidades masculinas estão ainda muito concentradas no barbear. E com alguma razão: afinal é uma rotina diária para a maior parte dos homens, atendendo a que a barba cresce cerca de dois milímetros por dia.

Por razões estéticas e/ou práticas, o rosto e o pescoço são escanhoados todos os dias, o que constitui uma agressão constante da pele.

A camada mais superficial é removida ainda antes de as células estarem prontas para descamarem naturalmente. É como uma esfoliação forçada que acelera a renovação celular e expõe prematuramente as células aos factores ambientais.

Perante este cenário, é fundamental erguer barreiras contra o atrito da lâmina: numa pele preparada o barbear é, sem dúvida, mais suave.

O ideal seria que o barbear acontecesse logo a seguir ao banho ou ao duche, quando a pele está mais húmida. Mas pode obter-se o mesmo efeito pressionando ligeiramente uma toalha quente sobre a pele.

Depois, é conveniente aplicar um creme ou uma loção de barbear: é que lubrificando minimiza-se o risco de irritação da pele. Não deve usar-se uma lâmina muito gasta, pois obriga a uma pressão maior para cortar os pêlos. E passa-se sempre na direcção do crescimento e não ao contrário.

Uma vez barbeado o rosto há que lavá-lo com água morna, limpando com toques suaves, sem esfregar. O último gesto é a aplicação de um produto para depois da barba, de preferência sem álcool. Sob a forma de loção, ajuda a fechar os poros e alivia a sensação de ardor, ao mesmo tempo que ajuda a cicatrizar eventuais cortes.

Cuidar da pele é, cada vez mais, também uma preocupação masculina. Porque envolve vários gestos e produtos, pode parecer que é complexo e exige muito tempo, mas na verdade, a partir do momento em que entram na rotina, estes cuidados tornam-se imprescindíveis. A aparência agradece e a saúde também.

[Continua na página seguinte]

Folículos danificados

A fricção causada pelo barbear é uma das principais causas da foliculite, uma infecção dos folículos pilosos cujas consequências oscilam entre o simples desconforto e a perda permanente, neste caso, de pêlo da barba.

Tudo se passa ao nível dos folículos pilosos, que são pequenas bolsas de pele modificada, abaixo da superfície da pele, nas quais nascem os cabelos e pêlos corporais, que só não existem nas palmas das mãos, plantas dos pés e membranas mucosas como os lábios.

Cada folículo está associado a um músculo que se contrai perante o frio ou o medo, fazendo com que os cabelos e os pêlos se ericem. Acima dos músculos encontram-se as glândulas sebáceas responsáveis pela produção de óleo que lubrifica a pele.

Apesar de se encontrarem abaixo da superfície cutânea, os folículos sofrem alterações que podem ser causadas por gestos abrasivos como o barbear ou depilar, inflamações e lesões da pele. Mas também pelo uso de roupas demasiado apertadas, pela transpiração excessiva. Está então aberto caminho à foliculite, um problema comum nos homens.

Na sua forma mais ligeira e superficial, caracteriza-se por grupos de pequenas borbulhas vermelhas à volta dos folículos, repletas de pus e que causam comichão. Já a foliculite profunda envolve uma maior área inflamada, com dor e vesículas com pus que, quando rompem, podem deixar marcas.

No primeiro caso, a infecção pode desaparecer ao fim de alguns dias sem necessitar de tratamento, embora beneficiando de medidas como a aplicação de compressas mornas e de creme calmante para alívio da comichão, necessitando de tratamento específico se se mantiverem os sintomas. Quando a infecção é mais grave ou recorrente, pode haver lugar a medicamentos, tópicos ou orais. Se a causa é bacteriana, pode ser prescrito um antibiótico.

Prevenir é possível e, no caso específico dos homens, passa por um barbear suave e cuidados com a pele após o barbear.

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