Fonte de vitamina D e remédio santo contra a depressão, o sol tem revelado os seus efeitos terapêuticos em qualquer estação do ano. No entanto, os excessos da exposição solar e a falta de protecção e hidratação da pele podem transformar os efeitos benéficos em prejudiciais.
Há quem pense que nada paga os tons dourados da pele durante o Verão, porém, o envelhecimento precoce, as manchas e o enrugamento são o preço elevado das horas de exposição solar.
Os intermináveis dias de praia e piscina debaixo de um sol quente deixam marcas irreversíveis na pele, principalmente se esta não estiver preparada para o choque de radiações ultravioleta.
«Em condições normais, a pele não precisa de hidratação extra, uma vez que tem os seus próprios mecanismos de defesa e auto-regeneração. Há, contudo, agentes que agridem a pele e que a podem deixar desidratada.
A água muito quente, o sol, o frio, o vento, o cloro das piscinas são alguns desses agentes. Quanto maior for a exposição aos mesmos mais fragilizada a pele ficará», explica o Dr. Sousa Coutinho, dermatologista do Hospital de Santa Maria.
UVA e UVB
Aparentemente inofensivos, os raios UVA não causam queimaduras nem revelam efeitos imediatos. No entanto, penetram nas camadas mais profundas da pele, deixando lesões permanentes nas fibras de colagénio e elastina. Daqui resulta o envelhecimento precoce da pele.
Já os raios UVB são os responsáveis pela síntese de vitamina D e de melanina, mas que em excesso, e sem a devida protecção, causam danos imediatos, como a vermelhidão, as bolhas e as queimaduras.
São eles os culpados pelo escaldão. Os seus efeitos podem ser atenuados pela camada de ozono. Porém, entre as 11 e as 16 horas, a sua incidência é tão elevada que nem a camada de ozono nos pode proteger.
«O primeiro passo da protecção solar é precisamente evitar a exposição durante estas horas. Não se trata de ficar fechado em casa, mas, pelo menos, não expor a totalidade da área do corpo directamente ao sol.
O segundo passo é o uso de roupas claras para proteger a pele e o terceiro passo será o uso de protecção solar, deixando bem claro que não é por estarmos cobertos de creme que ficaremos imunes aos efeitos nocivos dos sol», adianta o especialista.
Para proteger a pele, os protectores devem garantir uma defesa não apenas de escaldões, mas também de outras lesões causadas pela radiação solar.
Sentimento de culpa
Depois de cometidos todos os erros e excessos há que colher os frutos da estação mais quente. Ou seja, a pele ressequida, áspera, manchada e rugosa.
Hidratar, hidratar e hidratar são as medidas de ouro para quem carrega o peso da culpa. E quem não preveniu terá que remediar, pois, as lesões não voltam atrás.
«O escaldão, isto é, a vermelhidão o inchaço e o ardor podem passar em dois ou três dias. Mas depois dessa fase a pele irá cair, as manchas começam a surgir e o efeito desejado do bronze instantâneo ganha um aspecto pouco estético», avisa Sousa Coutinho.
Passada a fase do escaldão, na memória ficam apenas as boas recordações do Verão. «Mas na memória do ADN ficarão marcadas as consequências mais profundas da exposição às radiações solares», alerta o dermatologista.
A verdade é que a pele nunca se recompõe de um escaldão, passe o tempo que passar, ainda para mais se no Verão seguinte forem cometidos os mesmos erros.
As lesões provocadas pelo sol podem resultar em mutações, isto é, alterações permanentes ao nível do código genético das células que comprometem a sua função reparadora. Nesse sentido a pele ficará mais susceptível do ponto de vista imunológico.
«Depois de vários escaldões as células do sistema imunitário deixam de reconhecer e eliminar agentes exteriores que possam trazer problemas graves. É então que surge um risco maior de desenvolvimento de melanoma, o tipo de cancro de pele mais perigoso», diz Sousa Coutinho.
Hidratar para minimizar os estragos
Longe vão os tempos em que a pele branca e pálida é que fazia a moda. Actualmente, a ditadura do bronze não dá tréguas aos riscos posteriores, principalmente em peles mais claras.
«Como mecanismo de defesa, a camada da pele torna-se mais espessa durante a exposição solar para não deixar passar as radiações. É por isso que as pessoas se queixam, no final do Verão, de pele áspera, seca, sem brilho e menos macia», menciona o médico do Hospital de Santa Maria, recomendando:
«Nessa fase convém hidratar para não descamar. Um leite hidratante após o banho e um maior consumo de água, especialmente após o escaldão, podem ajudar a devolver o seu estado natural.»
Assim, para quem deu férias aos cremes hidratantes durante o Verão chegou a hora de os tirar do armário e aplicá-los para minimizar os estragos. Os tons do bronze são geralmente associados a aspectos saudáveis. No entanto, por detrás de uma pele queimada podem estar escondidos alguns perigos.
Bronze de Inverno
Manter a cor dourada para o resto do ano é naturalmente impossível, daí que seja cada vez mais frequente recorrer-se a meios artificiais. Depois dos erros do Verão, há que ponderar bem antes de voltar cometê-los no Inverno.
«O uso de solários pode tornar-se ainda mais perigoso do que o do sol, uma vez que não são conhecidos os tipos de radiações emitidas pelas lâmpadas. Não há legislação em relação ao uso de solários e, por serem relativamente recentes, não são ainda conhecidos efeitos a longo prazo», adverte Sousa Coutinho, sublinhando que «esta não será uma boa alternativa para o bronzeado de Inverno».
Quanto ao uso de cremes autobronzeadores, é sempre levantada a questão dos inconvenientes da sua má aplicação. Bronzeado heterogéneo, isto é, com manchas, dificuldade em espalhar em determinadas partes do corpo como os joelhos e os cotovelos, e as marcas que deixam na roupa se for colocada antes do tempo definido.
Caberá a cada um decidir o método mais eficaz, não esquecendo os riscos e o preço a pagar pela tão desejada cor.
Há quem pense que nada paga os tons dourados da pele durante o Verão, porém, o envelhecimento precoce, as manchas e o enrugamento são o preço elevado das horas de exposição solar.
Os intermináveis dias de praia e piscina debaixo de um sol quente deixam marcas irreversíveis na pele, principalmente se esta não estiver preparada para o choque de radiações ultravioleta.
«Em condições normais, a pele não precisa de hidratação extra, uma vez que tem os seus próprios mecanismos de defesa e auto-regeneração. Há, contudo, agentes que agridem a pele e que a podem deixar desidratada.
A água muito quente, o sol, o frio, o vento, o cloro das piscinas são alguns desses agentes. Quanto maior for a exposição aos mesmos mais fragilizada a pele ficará», explica o Dr. Sousa Coutinho, dermatologista do Hospital de Santa Maria.
UVA e UVB
Aparentemente inofensivos, os raios UVA não causam queimaduras nem revelam efeitos imediatos. No entanto, penetram nas camadas mais profundas da pele, deixando lesões permanentes nas fibras de colagénio e elastina. Daqui resulta o envelhecimento precoce da pele.
Já os raios UVB são os responsáveis pela síntese de vitamina D e de melanina, mas que em excesso, e sem a devida protecção, causam danos imediatos, como a vermelhidão, as bolhas e as queimaduras.
São eles os culpados pelo escaldão. Os seus efeitos podem ser atenuados pela camada de ozono. Porém, entre as 11 e as 16 horas, a sua incidência é tão elevada que nem a camada de ozono nos pode proteger.
«O primeiro passo da protecção solar é precisamente evitar a exposição durante estas horas. Não se trata de ficar fechado em casa, mas, pelo menos, não expor a totalidade da área do corpo directamente ao sol.
O segundo passo é o uso de roupas claras para proteger a pele e o terceiro passo será o uso de protecção solar, deixando bem claro que não é por estarmos cobertos de creme que ficaremos imunes aos efeitos nocivos dos sol», adianta o especialista.
Para proteger a pele, os protectores devem garantir uma defesa não apenas de escaldões, mas também de outras lesões causadas pela radiação solar.
Sentimento de culpa
Depois de cometidos todos os erros e excessos há que colher os frutos da estação mais quente. Ou seja, a pele ressequida, áspera, manchada e rugosa.
Hidratar, hidratar e hidratar são as medidas de ouro para quem carrega o peso da culpa. E quem não preveniu terá que remediar, pois, as lesões não voltam atrás.
«O escaldão, isto é, a vermelhidão o inchaço e o ardor podem passar em dois ou três dias. Mas depois dessa fase a pele irá cair, as manchas começam a surgir e o efeito desejado do bronze instantâneo ganha um aspecto pouco estético», avisa Sousa Coutinho.
Passada a fase do escaldão, na memória ficam apenas as boas recordações do Verão. «Mas na memória do ADN ficarão marcadas as consequências mais profundas da exposição às radiações solares», alerta o dermatologista.
A verdade é que a pele nunca se recompõe de um escaldão, passe o tempo que passar, ainda para mais se no Verão seguinte forem cometidos os mesmos erros.
As lesões provocadas pelo sol podem resultar em mutações, isto é, alterações permanentes ao nível do código genético das células que comprometem a sua função reparadora. Nesse sentido a pele ficará mais susceptível do ponto de vista imunológico.
«Depois de vários escaldões as células do sistema imunitário deixam de reconhecer e eliminar agentes exteriores que possam trazer problemas graves. É então que surge um risco maior de desenvolvimento de melanoma, o tipo de cancro de pele mais perigoso», diz Sousa Coutinho.
Hidratar para minimizar os estragos
Longe vão os tempos em que a pele branca e pálida é que fazia a moda. Actualmente, a ditadura do bronze não dá tréguas aos riscos posteriores, principalmente em peles mais claras.
«Como mecanismo de defesa, a camada da pele torna-se mais espessa durante a exposição solar para não deixar passar as radiações. É por isso que as pessoas se queixam, no final do Verão, de pele áspera, seca, sem brilho e menos macia», menciona o médico do Hospital de Santa Maria, recomendando:
«Nessa fase convém hidratar para não descamar. Um leite hidratante após o banho e um maior consumo de água, especialmente após o escaldão, podem ajudar a devolver o seu estado natural.»
Assim, para quem deu férias aos cremes hidratantes durante o Verão chegou a hora de os tirar do armário e aplicá-los para minimizar os estragos. Os tons do bronze são geralmente associados a aspectos saudáveis. No entanto, por detrás de uma pele queimada podem estar escondidos alguns perigos.
Bronze de Inverno
Manter a cor dourada para o resto do ano é naturalmente impossível, daí que seja cada vez mais frequente recorrer-se a meios artificiais. Depois dos erros do Verão, há que ponderar bem antes de voltar cometê-los no Inverno.
«O uso de solários pode tornar-se ainda mais perigoso do que o do sol, uma vez que não são conhecidos os tipos de radiações emitidas pelas lâmpadas. Não há legislação em relação ao uso de solários e, por serem relativamente recentes, não são ainda conhecidos efeitos a longo prazo», adverte Sousa Coutinho, sublinhando que «esta não será uma boa alternativa para o bronzeado de Inverno».
Quanto ao uso de cremes autobronzeadores, é sempre levantada a questão dos inconvenientes da sua má aplicação. Bronzeado heterogéneo, isto é, com manchas, dificuldade em espalhar em determinadas partes do corpo como os joelhos e os cotovelos, e as marcas que deixam na roupa se for colocada antes do tempo definido.
Caberá a cada um decidir o método mais eficaz, não esquecendo os riscos e o preço a pagar pela tão desejada cor.