Lembrar ou esquecer eis a questão
Tomemos como exemplo o acto de conduzirum carro. Esta é uma tarefa complexa que requer diversos tipos de informações processadas simultaneamente, tais como a informação sensorial, cognitiva e motora.
Parece improvável que estes vários tipos de informação sejam armazenados num único sistema de memória de curta duração.
A memória não está localizada numa estrutura isolada no cérebro. Ela é um fenómeno biológico e psicológico que envolve uma aliança de sistemas cerebrais que funcionam juntos.
Inimigos da memória
• Medicação – Alguns medicamentos podem causar perda da memória: tranquilizantes, relaxantes musculares, hipnóticos e ansiolíticos. Alguns medicamentos usados para controlar a tensão alta (hipertensão), podem causar problemas de memória e depressão.
• Álcool – O alcoolismo é um dos mais sérios candidatos a afectar a memória. O álcool afecta especialmente a memória de curta duração, o que prejudica a capacidade de reter novas informações. Estudos mostraram que mesmo a ingestão de baixas quantidades de bebida alcoólica durante toda a semana interfere com a capacidade de lembrar.
• Fumo – Já é conhecido que o fumo diminui a quantidade de oxigénio que chega ao cérebro e este facto muitas vezes afecta a memória. Vários estudos já mostraram que fumadores de um ou mais maços de cigarros por dia tiveram dificuldade em se lembrar de faces e nomes de pessoas em testes de memória visual e verbal, quando comparados com indivíduos não fumadores.
• Cafeína – Café e chá têm um efeito muito positivo para manter a atenção e acabar com o sono, mas a excitação continuada provocada por estas bebidas pode interferir com a função da memória.
Não perca a cabeça, use-a
Se não exercitar o seu corpo, ele enfraquece. Depois de algumas semanas na cama, os músculos das nossas pernas diminuem e, por vezes, temos de voltar a “aprender” a andar.
É bem possível que, se não usarmos a nossa memória, nos possa acontecer o mesmo.
Pessoas inteligentes e que, durante toda a sua vida, tiveram uma actividade mental intensa têm normalmente menos problemas de memória quando ficam mais velhas. Tal pode estar relacionado com o facto de durante anos terem exercitado a sua mente para estudar, aprender e resolver problemas.
Passatempos tais como concursos, palavras cruzadas, leitura, jogos de cartas ou, mesmo, tentativas para decorar poesias e outros textos, podem ajudar-nos a evitar os problemas de memória que advêm com a idade.
A memória é um processo de retenção de informações, no qual as nossas experiências são arquivadas e recuperadas quando as chamamos.
Ela está intimamente associada à aprendizagem, que é a habilidade de mudarmos o nosso comportamento através das experiências que foram armazenadas na memória. Por outras palavras, a aprendizagem é a aquisição de novos conhecimentos e a memória é a retenção daqueles conhecimentos aprendidos.
Tipos de Memória
Pense na diferença entre memorizar a data de aniversário de alguns amigos e aprender a andar de bicicleta.

