Beijar é proibido quando o herpes labial está ao rubro, porque o risco de contágio está subjacente. O mesmo se passa relativamente ao sexo, no caso do herpes genital.
HSV (vírus herpes simplex) é o vírus que provoca o herpes labial e o genital, originando vesículas e pústulas na pele, suficientemente desconfortáveis, física e emocionalmente. Sendo provocadas por um vírus, ambas as doenças são contagiosas.
Não raras vezes, logo na infância é estabelecido o primeiro encontro imediato com o vírus, o que não significa que a doença se manifeste automaticamente. O vírus tende a instalar-se num ponto do organismo inacessível ao sistema imunitário, conseguindo iludir as nossas defesas e permanecer latente até ser reactivado.
E pode ser reactivado por factores como a fadiga, o stress, a febre, outras infecções, como as alterações hormonais ou um pequeno traumatismo nos lábios causado, por exemplo, pelo barbear ou durante um tratamento dentário.
As temperaturas também podem influenciar, porque o vírus, em períodos de muito frio ou muito calor, tende a manifestar-se. Daí que, no Verão, quando a radiação solar é mais intensa, as pessoas que sofrem de herpes labial fiquem mais vulneráveis.
Cerca de 3 a 4 dias antes do aparecimento do herpes são muitas vezes descritos alguns sintomas, nomeadamente, o prurido, a vermelhidão, a sensação de formigueiro e picadas numa determinada zona da pele, seguidos da erupção das vesículas que, ao longo de um a dois dias, vão inchando e tornando-se purulentas. Acabam por se romper, libertando o líquido rico em vírus e formando uma ferida (úlcera). Esta é a fase em que há maior perigo de contágio e também de maior dor, que abranda à medida que a úlcera vai cicatrizando. A dor dá então lugar à comichão, mas a probabilidade de infecção diminui. Progressivamente, a ferida seca e o avermelhado da pele vão-se atenuando até deixarem de existir vestígios do herpes.
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Tratamento é fundamental
Muitas vezes, as lesões tendem a ser confundidas com outro tipo de erupção cutânea, o que significa que não se tratam e, em consequência, que constituem um importante veículo de transmissão do vírus.
No caso do herpes labial, são utilizados medicamentos não sujeitos a receita médica, de aplicação tópica, em pomada ou creme, que aliviam os sintomas e aceleram a cicatrização das lesões. Podem ainda ser usados outros produtos como pensos, que apesar de não combaterem o vírus, aliviam o desconforto e ajudam a disfarçar as marcas do herpes. Quando o herpes é grave, os sintomas são muito evidentes ou têm longa duração, pode ser necessário consultar o médico, podendo este prescrever outros medicamentos antivíricos, por exemplo sob a forma de comprimidos. O mesmo se verifica, em caso de herpes genitais. O tratamento deve ser efectuado assim que se manifestam os primeiros sintomas, para conter a duração e intensidade.
Mas, além dos fármacos, convirá ter cuidados adicionais, como evitar furar as vesículas, beijar, falar muito próximo de outras pessoas ou partilhar objectos de uso pessoal, como sejam, copos, talheres, batons, entre outros. Muito importante é lavar as mãos após tocar nas feridas. Há ainda que evitar os factores que contribuem para reactivar o vírus.
O tratamento precoce não produz apenas alívio físico. É igualmente essencial para minorar o impacto psicológico do herpes labial. Independentemente de se ser homem ou mulher, as vesículas que emergem em redor dos lábios são bastante visíveis e causam desconforto e inibição nos contactos sociais, podendo repercutir-se na auto-estima individual.
Outro herpes
O vírus pode ser o mesmo, mas a região por ele afectada muda: o herpes genital manifesta-se, como o nome indica, na pele em redor dos órgãos genitais, sejam eles femininos ou masculinos, apresentando os mesmos sintomas: prurido, vermelhidão, vesículas repletas de fluido e úlceras.
A estes, podem juntar-se outros sinais, como micção dolorosa.
O herpes genital transmite-se facilmente, sendo considerado uma doença sexualmente transmissível. Após contacto com uma pessoa infectada, o vírus pode penetrar no organismo através de uma lesão na pele, através da boca, da vagina, do pénis ou do ânus. O contágio é mais fácil quando já existem vesículas ou úlceras, mas pode acontecer a qualquer altura, mesmo que não haja sintomas.
A principal forma de transmissão é o sexo, incluindo oral. Mas o vírus também pode passar dos genitais para os dedos e destes para os olhos ou para qualquer outra parte do corpo. Pode, igualmente, ser transmitido pela mãe ao filho durante o parto, ainda que tal situação ocorra raramente.
Em torno do herpes genital colocam-se questões sensíveis que se prendem com a sexualidade. Vergonha e culpa são sentimentos comuns. O receio de ter a vida sexual arruinada também é frequente. A ira por ter sido infectado/a por alguém em que se confiava também ocorre. A dúvida quanto ao risco de contagiar o/a parceiro/a sexual.
Há, no entanto, formas de protecção que passam, por exemplo, por não manter relações sexuais durante os surtos e por usar preservativo nas restantes ocasiões.
HSV (vírus herpes simplex) é o vírus que provoca o herpes labial e o genital, originando vesículas e pústulas na pele, suficientemente desconfortáveis, física e emocionalmente. Sendo provocadas por um vírus, ambas as doenças são contagiosas.
Não raras vezes, logo na infância é estabelecido o primeiro encontro imediato com o vírus, o que não significa que a doença se manifeste automaticamente. O vírus tende a instalar-se num ponto do organismo inacessível ao sistema imunitário, conseguindo iludir as nossas defesas e permanecer latente até ser reactivado.
E pode ser reactivado por factores como a fadiga, o stress, a febre, outras infecções, como as alterações hormonais ou um pequeno traumatismo nos lábios causado, por exemplo, pelo barbear ou durante um tratamento dentário.
As temperaturas também podem influenciar, porque o vírus, em períodos de muito frio ou muito calor, tende a manifestar-se. Daí que, no Verão, quando a radiação solar é mais intensa, as pessoas que sofrem de herpes labial fiquem mais vulneráveis.
Cerca de 3 a 4 dias antes do aparecimento do herpes são muitas vezes descritos alguns sintomas, nomeadamente, o prurido, a vermelhidão, a sensação de formigueiro e picadas numa determinada zona da pele, seguidos da erupção das vesículas que, ao longo de um a dois dias, vão inchando e tornando-se purulentas. Acabam por se romper, libertando o líquido rico em vírus e formando uma ferida (úlcera). Esta é a fase em que há maior perigo de contágio e também de maior dor, que abranda à medida que a úlcera vai cicatrizando. A dor dá então lugar à comichão, mas a probabilidade de infecção diminui. Progressivamente, a ferida seca e o avermelhado da pele vão-se atenuando até deixarem de existir vestígios do herpes.
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Tratamento é fundamental
Muitas vezes, as lesões tendem a ser confundidas com outro tipo de erupção cutânea, o que significa que não se tratam e, em consequência, que constituem um importante veículo de transmissão do vírus.
No caso do herpes labial, são utilizados medicamentos não sujeitos a receita médica, de aplicação tópica, em pomada ou creme, que aliviam os sintomas e aceleram a cicatrização das lesões. Podem ainda ser usados outros produtos como pensos, que apesar de não combaterem o vírus, aliviam o desconforto e ajudam a disfarçar as marcas do herpes. Quando o herpes é grave, os sintomas são muito evidentes ou têm longa duração, pode ser necessário consultar o médico, podendo este prescrever outros medicamentos antivíricos, por exemplo sob a forma de comprimidos. O mesmo se verifica, em caso de herpes genitais. O tratamento deve ser efectuado assim que se manifestam os primeiros sintomas, para conter a duração e intensidade.
Mas, além dos fármacos, convirá ter cuidados adicionais, como evitar furar as vesículas, beijar, falar muito próximo de outras pessoas ou partilhar objectos de uso pessoal, como sejam, copos, talheres, batons, entre outros. Muito importante é lavar as mãos após tocar nas feridas. Há ainda que evitar os factores que contribuem para reactivar o vírus.
O tratamento precoce não produz apenas alívio físico. É igualmente essencial para minorar o impacto psicológico do herpes labial. Independentemente de se ser homem ou mulher, as vesículas que emergem em redor dos lábios são bastante visíveis e causam desconforto e inibição nos contactos sociais, podendo repercutir-se na auto-estima individual.
Outro herpes
O vírus pode ser o mesmo, mas a região por ele afectada muda: o herpes genital manifesta-se, como o nome indica, na pele em redor dos órgãos genitais, sejam eles femininos ou masculinos, apresentando os mesmos sintomas: prurido, vermelhidão, vesículas repletas de fluido e úlceras.
A estes, podem juntar-se outros sinais, como micção dolorosa.
O herpes genital transmite-se facilmente, sendo considerado uma doença sexualmente transmissível. Após contacto com uma pessoa infectada, o vírus pode penetrar no organismo através de uma lesão na pele, através da boca, da vagina, do pénis ou do ânus. O contágio é mais fácil quando já existem vesículas ou úlceras, mas pode acontecer a qualquer altura, mesmo que não haja sintomas.
A principal forma de transmissão é o sexo, incluindo oral. Mas o vírus também pode passar dos genitais para os dedos e destes para os olhos ou para qualquer outra parte do corpo. Pode, igualmente, ser transmitido pela mãe ao filho durante o parto, ainda que tal situação ocorra raramente.
Em torno do herpes genital colocam-se questões sensíveis que se prendem com a sexualidade. Vergonha e culpa são sentimentos comuns. O receio de ter a vida sexual arruinada também é frequente. A ira por ter sido infectado/a por alguém em que se confiava também ocorre. A dúvida quanto ao risco de contagiar o/a parceiro/a sexual.
Há, no entanto, formas de protecção que passam, por exemplo, por não manter relações sexuais durante os surtos e por usar preservativo nas restantes ocasiões.