Dar movimento ao corpo » Caminhar, andar de bicicleta, nadar e muito mais…
Podem ser praticadas por pessoas de todas as idades, mesmo com algumas limitações físicas», diz Luís Pisco, continuando:
«A modalidade deve ser escolhida de acordo com as expectativas e gostos de cada um. O que interessa é que dê prazer, pois, dessa forma haverá o gosto de continuar.»
O perigo do desporto começa quando são ultrapassados os limites das capacidades físicas. Aí a actividade física deixa de ser saudável para passar a ser arriscada.
«Isto acontece muito em atletas de alta competição. Se o esforço não for gerido ao longo das provas as lesões causadas podem ser muito graves», avança o especialista.
Não são raros os casos de atletas que chegam ao final de uma corrida e caem para o lado, porque esgotaram todas as suas energias, nem os futebolistas que, de um momento para o outro, sofrem uma inexplicável paragem cardíaca.
Isto para não falar nas lesões ósseas, musculares e articulares a que estão constantemente sujeitos.
«Nestes casos o desporto não é apenas uma actividade de lazer, mas também profissional. O mais importante é não exceder os limites e estar informado dos riscos que isso pode trazer para a saúde.
Os ginásios têm especialistas que ajudam a definir um plano de treino que pode evoluir gradualmente sem que haja riscos. Os médicos de família podem também sugerir o tipo de exercício físico mais adequado às condições físicas e aos resultados pretendidos por cada indivíduo», salienta Luís Pisco.
Vestidos para o desporto
Ao contrário do que se possa pensar, os sapatos ou o vestuário escolhidos para a prática de desporto não são meros caprichos. Desde a postura da coluna à respiração do corpo, não esquecendo a transpiração e a circulação sanguínea, nada deve ficar esquecido no momento de pôr os pés ao caminho.
«Deve haver um cuidado especial com a roupa e com o calçado para não haver microtraumatismos na coluna nem problemas circulatórios causados por roupas apertadas. Recomendam-se sapatilhas leves e arejadas, roupas largas, frescas e igualmente arejadas, pois a transpiração deve acontecer», sugere Luís Pisco.
Para além destas recomendações, o especialista lembra que «o corpo perde água com a transpiração, por isso deve-se consumir líquidos, embora em pequenas quantidades, durante a prática da actividade física. A ideia será repor os líquidos perdidos para evitar a desidratação».
E conclui: «Deve-se também evitar as horas de calor e escolher as manhãs, antes de iniciar as outras tarefas do dia, ou ao entardecer, depois de mais uma jornada de trabalho.»
Aliás, o exercício físico é um complemento às restantes actividades diárias e deve fazer parte da rotina ao longo do ano como um plano, não só para manter a forma, mas, acima de tudo, para se estar em forma e de boa saúde.
«A espécie humana foi, desde os tempos mais antigos, acostumada a correr para caçar e para ter alimento. Ao tornarmo-nos sedentários estamos a contrariar a nossa natureza, daí que os problemas com a saúde comecem a surgir assim que adoptamos uma vida de inactividade», explica o Dr. Luís Pisco, presidente da Associação Portuguesa de Médicos de Clínica Geral.
O exercício físico é uma importante peça no conjunto de hábitos saudáveis, onde se incluem a alimentação variada e equilibrada e a ausência de vícios como o tabagismo.
Segundo o mesmo especialista, «este conjunto de factores previne a obesidade e, por conseguinte, todos os problemas por ela arrastados, como a diabetes, o colesterol e as doenças cardiovasculares. Para além disso, o exercício físico facilita a circulação sanguínea, a tonificação dos músculos e estimula todo o aparelho respiratório».

