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Caminhe na direcção certa: Cuide dos seus pés…

Infestação provocada por piolhos (parasitas da classe dos insectos) também conhecida pelo nome de pediculose. Existem vários tipos, sendo que a mais comum se manifesta na cabeça.

Os piolhos não olham ao extracto social, nem à etnia, ao género ou à idade, mas a infestação é muito comum entre crianças, principalmente no ensino pré-escolar e básico, também com disseminação fácil entre os membros das suas famílias e cuidadores. Estes piolhos transmitem-se pelo contacto directo, cabeça a cabeça – através do cabelo de uma pessoa pode contaminar-se outra, ou através de objectos infestados como bonés, escovas e pentes. Esta é uma transmissão que está facilitada nas escolas, uma vez que a aglomeração de crianças e o contacto próximo entre elas permite a rápida e fácil disseminação dos parasitas.

Os sinais de alerta são a comichão na cabeça (prurido, principalmente na nuca e, por vezes, atrás das orelhas); aparecimentos de crostas e de pequenas feridas, na cabeça e atrás das orelhas, provocadas pela picada do piolho; sensação de movimento na cabeça.

 

Como actuar

A prevenção e o controlo da pediculose passam necessariamente por medidas, tais como: a informação e o aconselhamento dos pais, famílias e cuidadores, e pela educação das crianças; a identificação o mais atempada possível dos indivíduos infestados; o seu tratamento; e a avaliação da eficácia do mesmo.

Pais e cuidadores devem falar sem inibições. A infestação por piolhos não significa falta de higiene e não é necessário cortar o cabelo à “escovinha”; no entanto, aparecendo uma criança com o cabelo infestado, há que providenciar outros cuidados: com os irmãos da criança, os companheiros de sala de aula e de brincadeira, bem como as pessoas que lhe são mais próximas, informar a escola da presença de piolhos no educando, para que avisem os pais das outras crianças (uma criança sem tratamento contagia os seus companheiros mesmo se já tratados).

As medidas de prevenção são indispensáveis e requerem disciplina: não partilhar objectos pessoais como os já referidos pentes, escovas, bonés ou gorros; lavar a elevadas temperaturas (mais de 60ºC) a roupa, os lençóis e toalhas de quem está com piolhos; limpar com um aspirador as poltronas ou almofadas onde os piolhos podem ter ficado, passar periodicamente o pente fino pelo cabelo da criança. Existem também produtos que podem ser utilizados como prevenção, por exemplo champôs preventivos que podem ser utilizados no dia-a-dia.

Todas as pessoas infestadas devem ser tratadas; e aquelas que estiverem em contacto com pessoas infestadas devem ser observadas, podendo optar por usar produtos que previnam a infestação.

O tratamento da pediculose da cabeça consiste na aplicação de pediculicidas que eliminam os piolhos e lêndeas e/ou a utilização de um pente de dentes finos que permite a remoção dos mesmos. Os pediculicidas podem apresentar-se sob a forma de champôs, loções e cremes, e na maioria dos casos é aconselhada a repetição do tratamento após aproximadamente uma semana.

[Continua na página seguinte]

Alguns pediculicidas, quando usados correctamente, podem erradicar os pilhos entre 7 a 14 dias após o início do tratamento. Recorde-se que no caso de ocorrer uma reinfestação, ao fim de 6 meses após tratamento, o profissional de saúde muito provavelmente irá recomendar a utilização de um outro antiparasitário para o novo tratamento. O uso de remédios caseiros está desaconselhado.

Por exemplo, os pais devem ser desencorajados em relação ao uso de tratamentos não convencionais para os piolhos: lavar o cabelo com bastante água fria, como pensam algumas pessoas, não irá remover as lêndeas, pelo contrário, este processo de lavagem poderá disseminar a infestação.

 

Saber um pouco mais sobre os pediculicidas

Os principais grupos de antiparasitários utilizados no tratamento da pediculose da cabeça apresentam-se, tal como já referido, em champôs, cremes e loções, sendo na sua maioria medicamentos não sujeitos a receita médica ou produtos de saúdeque não requerem receita médica.

A escolha do pediculicida não é arbitrária e é sempre personalizada. Entre outras coisas porque pode originar reacções adversas ou há que estar atento às que surjam: irritação, prurido, vermelhidão e/ou irritação cutânea, tonturas, cefaleias, entre outras.

O tratamento com estes antiparasitários pode ter como objectivo eliminar os piolhos ou prevenir a sua infestação. Estes produtos são aplicados nas áreas afectadas durante o intervalo de tempo mencionado na informação que acompanha cada produto; após serem retirados, o cabelo deve ser escovado com um pente de dentes finos de modo a remover os piolhos e as lêndeas (não esquecer que os piolhos da cabeça não saltam ou voam, transmitem-se, como já se disse, de cabeça para cabeça).

A maioria dos antiparasitários são pesticidas, o mesmo é dizer que a sua aplicação requer prudência, havendo que estar atento às reacções adversas. A sua indicação difere consoante a idade da criança a tratar, já que há produtos que são contra-indicados, por exemplo, em idades inferior a dois anos.

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Efectividade do tratamento

Concluído o tratamento, é indispensável verificar se o antiparasitário foi efectivo. Assim, após finalizar-se a aplicação do produto no couro cabeludo e após remoção do mesmo, deve-se escovar o cabelo com um pente de dentes finos e verificar se os piolhos estão mortos, comprovando a eficácia do tratamento.

Observe-se que as lêndeas, depois de mortas, continuam coladas ao cabelo, daí também a importância da utilização do pente referido, por forma a removê-las. Casos há em que o tratamento pode não ser eficaz, ou por razões de formulação do produto ou quando o parasita se torna resistente.

Nessas situações, o profissional de saúde irá optar por substituir o antiparasitário ou mesmo pelo método de remoção física (escovagem).

 

Use e abuse do aconselhamento farmacêutico

Não se esqueça que a generalidade dos produtos relacionados com estas infestações por piolhos no cabelo são medicamentos. Há também dispositivos médicos (pentes especiais) e produtos de higiene corporal (champôs destinados a ser utilizados depois do tratamento).

Não podem ser escolhidos arbitrariamente. Quando abordar o seu farmacêutico, não tenha vergonha de falar neste assunto e querer saber tudo para agir bem.

O assunto não é tabu, aliás há o dever de avisar a escola caso a criança chegue a casa com piolhos; lembre-se que os responsáveis pelo estabelecimento de ensino têm a obrigação de comunicar aos pais quando se verifica o aparecimento de um surto de pediculose.

O farmacêutico tem o dever de lhe dizer tudo sobre o tratamento e de lhe propor entre os vários produtos o que é melhor, bem como se é necessário usar um champô ou um creme de lavagem.

Compete ao farmacêutico dar conselho sobre o modo de aplicação do antiparasitário, indicar a duração do tratamento e esclarecer como é que se verifica se este resultou, e até como agir no caso de ocorrer uma reinfestação.

A maioria destes produtos não são sujeitos a receita médica, a sua utilização indevida pode acarretar consequências graves para a saúde (o uso indiscriminado destes antiparasitários está, como já se disse, desaconselhado, pois pode levar ao aparecimento de resistências e ao aumento do risco de toxicidade).

O aconselhamento farmacêutico é indispensável para o uso racional dos antiparasitários e para o controlo das manifestações mais comuns da pediculose.

Os piolhos não olham ao extracto social, nem à etnia, ao género ou à idade, mas a infestação é muito comum entre crianças, principalmente no ensino pré-escolar e básico, também com disseminação fácil entre os membros das suas famílias e cuidadores. Estes piolhos transmitem-se pelo contacto directo, cabeça a cabeça – através do cabelo de uma pessoa pode contaminar-se outra, ou através de objectos infestados como bonés, escovas e pentes. Esta é uma transmissão que está facilitada nas escolas, uma vez que a aglomeração de crianças e o contacto próximo entre elas permite a rápida e fácil disseminação dos parasitas.

Os sinais de alerta são a comichão na cabeça (prurido, principalmente na nuca e, por vezes, atrás das orelhas); aparecimentos de crostas e de pequenas feridas, na cabeça e atrás das orelhas, provocadas pela picada do piolho; sensação de movimento na cabeça.

 

Como actuar

A prevenção e o controlo da pediculose passam necessariamente por medidas, tais como: a informação e o aconselhamento dos pais, famílias e cuidadores, e pela educação das crianças; a identificação o mais atempada possível dos indivíduos infestados; o seu tratamento; e a avaliação da eficácia do mesmo.

Pais e cuidadores devem falar sem inibições. A infestação por piolhos não significa falta de higiene e não é necessário cortar o cabelo à “escovinha”; no entanto, aparecendo uma criança com o cabelo infestado, há que providenciar outros cuidados: com os irmãos da criança, os companheiros de sala de aula e de brincadeira, bem como as pessoas que lhe são mais próximas, informar a escola da presença de piolhos no educando, para que avisem os pais das outras crianças (uma criança sem tratamento contagia os seus companheiros mesmo se já tratados).

As medidas de prevenção são indispensáveis e requerem disciplina: não partilhar objectos pessoais como os já referidos pentes, escovas, bonés ou gorros; lavar a elevadas temperaturas (mais de 60ºC) a roupa, os lençóis e toalhas de quem está com piolhos; limpar com um aspirador as poltronas ou almofadas onde os piolhos podem ter ficado, passar periodicamente o pente fino pelo cabelo da criança. Existem também produtos que podem ser utilizados como prevenção, por exemplo champôs preventivos que podem ser utilizados no dia-a-dia.

Todas as pessoas infestadas devem ser tratadas; e aquelas que estiverem em contacto com pessoas infestadas devem ser observadas, podendo optar por usar produtos que previnam a infestação.

O tratamento da pediculose da cabeça consiste na aplicação de pediculicidas que eliminam os piolhos e lêndeas e/ou a utilização de um pente de dentes finos que permite a remoção dos mesmos. Os pediculicidas podem apresentar-se sob a forma de champôs, loções e cremes, e na maioria dos casos é aconselhada a repetição do tratamento após aproximadamente uma semana.

[Continua na página seguinte]

Alguns pediculicidas, quando usados correctamente, podem erradicar os pilhos entre 7 a 14 dias após o início do tratamento. Recorde-se que no caso de ocorrer uma reinfestação, ao fim de 6 meses após tratamento, o profissional de saúde muito provavelmente irá recomendar a utilização de um outro antiparasitário para o novo tratamento. O uso de remédios caseiros está desaconselhado.

Por exemplo, os pais devem ser desencorajados em relação ao uso de tratamentos não convencionais para os piolhos: lavar o cabelo com bastante água fria, como pensam algumas pessoas, não irá remover as lêndeas, pelo contrário, este processo de lavagem poderá disseminar a infestação.

 

Saber um pouco mais sobre os pediculicidas

Os principais grupos de antiparasitários utilizados no tratamento da pediculose da cabeça apresentam-se, tal como já referido, em champôs, cremes e loções, sendo na sua maioria medicamentos não sujeitos a receita médica ou produtos de saúdeque não requerem receita médica.

A escolha do pediculicida não é arbitrária e é sempre personalizada. Entre outras coisas porque pode originar reacções adversas ou há que estar atento às que surjam: irritação, prurido, vermelhidão e/ou irritação cutânea, tonturas, cefaleias, entre outras.

O tratamento com estes antiparasitários pode ter como objectivo eliminar os piolhos ou prevenir a sua infestação. Estes produtos são aplicados nas áreas afectadas durante o intervalo de tempo mencionado na informação que acompanha cada produto; após serem retirados, o cabelo deve ser escovado com um pente de dentes finos de modo a remover os piolhos e as lêndeas (não esquecer que os piolhos da cabeça não saltam ou voam, transmitem-se, como já se disse, de cabeça para cabeça).

A maioria dos antiparasitários são pesticidas, o mesmo é dizer que a sua aplicação requer prudência, havendo que estar atento às reacções adversas. A sua indicação difere consoante a idade da criança a tratar, já que há produtos que são contra-indicados, por exemplo, em idades inferior a dois anos.

[Continua na página seguinte]

Efectividade do tratamento

Concluído o tratamento, é indispensável verificar se o antiparasitário foi efectivo. Assim, após finalizar-se a aplicação do produto no couro cabeludo e após remoção do mesmo, deve-se escovar o cabelo com um pente de dentes finos e verificar se os piolhos estão mortos, comprovando a eficácia do tratamento.

Observe-se que as lêndeas, depois de mortas, continuam coladas ao cabelo, daí também a importância da utilização do pente referido, por forma a removê-las. Casos há em que o tratamento pode não ser eficaz, ou por razões de formulação do produto ou quando o parasita se torna resistente.

Nessas situações, o profissional de saúde irá optar por substituir o antiparasitário ou mesmo pelo método de remoção física (escovagem).

 

Use e abuse do aconselhamento farmacêutico

Não se esqueça que a generalidade dos produtos relacionados com estas infestações por piolhos no cabelo são medicamentos. Há também dispositivos médicos (pentes especiais) e produtos de higiene corporal (champôs destinados a ser utilizados depois do tratamento).

Não podem ser escolhidos arbitrariamente. Quando abordar o seu farmacêutico, não tenha vergonha de falar neste assunto e querer saber tudo para agir bem.

O assunto não é tabu, aliás há o dever de avisar a escola caso a criança chegue a casa com piolhos; lembre-se que os responsáveis pelo estabelecimento de ensino têm a obrigação de comunicar aos pais quando se verifica o aparecimento de um surto de pediculose.

O farmacêutico tem o dever de lhe dizer tudo sobre o tratamento e de lhe propor entre os vários produtos o que é melhor, bem como se é necessário usar um champô ou um creme de lavagem.

Compete ao farmacêutico dar conselho sobre o modo de aplicação do antiparasitário, indicar a duração do tratamento e esclarecer como é que se verifica se este resultou, e até como agir no caso de ocorrer uma reinfestação.

A maioria destes produtos não são sujeitos a receita médica, a sua utilização indevida pode acarretar consequências graves para a saúde (o uso indiscriminado destes antiparasitários está, como já se disse, desaconselhado, pois pode levar ao aparecimento de resistências e ao aumento do risco de toxicidade).

O aconselhamento farmacêutico é indispensável para o uso racional dos antiparasitários e para o controlo das manifestações mais comuns da pediculose.

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