A alopecia, vulgarmente conhecida como queda de cabelo, afecta, actualmente, um número considerável de mulheres. Embora seja, frequentemente, uma consequência dos tratamentos oncológicos pode resultar também de outros factores, entre eles, o stresse. Saiba em que medida a ansiedade pode afectar o seu cabelo, vença o preconceito em relação a quem sofre de queda de cabelo.
O stresse e os problemas emocionais são factores importantes geradores de queda de cabelo que podem ser colmatados através de um aconselhamento psicológico ou de uma psicoterapia, explica Ana Fonseca, psicóloga clínica. “Estas abordagens são fundamentais para ajudarem as pessoas a exprimirem conflitos de outras formas, sem ser através do corpo”, justifica.
Ter um maior autoconhecimento e gerir melhor os seus problemas internos são os principais objectivos da psicoterapia que é uma ferramenta crucial para salvarguardar o corpo da expressão das tensões e para melhorar a autoestima, esclarece a especialista. Sublinha, contudo, que o seguimento de uma terapêutica farmacológica é indispensável para a superação do problema da alopecia que “afecta muito a mulher na sua feminilidade e autoconceito, havendo evidências nesse sentido”.
Causas da ansiedade
A ansiedade pode derivar de uma situação de perda de um familiar ou ente querido, de uma situação de desemprego, de um divórcio, ou de episódios stressantes mais ligeiros, como por exemplo, de meros conflitos laborais. Rita Salema conhece bem os efeitos que um evento stressante poderá ter na queda de cabelo. “Em três dias, fiquei praticamente sem cabelo devido à ansiedade originada pela perda de um irmão. Mas fiz um tratamento durante seis meses com um suplemento cem por cento natural e, há três anos, que não sofro do problema, afirma”.
Apesar deste enquadramento, Ana Fonseca ressalva “que não se pode generalizar, pois cada pessoa tem características diferentes, pelo que duas mulheres podem estar sujeitas ao mesmo evento stressante e uma delas ou mesmo ambas não desenvolverem alopecia”.
Vencer o preconceito social
Porque o preconceito e o estigma relacionados com a alopecia feminina são entraves ao bem-estar individual e interacções sociais, importa debater no futuro quais as melhores estratégias para os superar, em nome de uma maior qualidade de vida das mulheres com queda de cabelo.
Embora Ana Fonseca acredite que será muito difícil eliminar estas barreiras, “porque existe preconceito na nossa sociedade. Nós mulheres estamos associadas ao belo e perfeito e ter cabelo faz parte da simbologia feminina”. Então, como gerir o desconforto e apostar no bem-estar psicológico das mulheres que têm queda de cabelo?
[Continua na página seguinte]
Segundo afirma a especialista, a regra de ouro será “ajudá-las a pensar que não são o seu cabelo, mas mais do que isso e que aquela situação é transitória”. Remata que “as mulheres podem continuar a relacionar-se de forma idêntica e não deixam de todo de ser interessantes”.
Queda de cabelo induzida pela quimioterapia
Importa desmistificar que nem todos os doentes oncológicos sofrem de alopecia. Embora existam factores que podem originar a queda de cabelo e condicionar a sua intensidade, nomeadamente, a via da administração, a dosagem e o tipo de fármaco, explica Esmeralda Aldeia, médica fisiatra.
Acrescenta que “existe uma grande incidência de alopecia nos doentes submetidos a um tratamento com via de administração endovenosa com altas doses”.
Esta consequência do tratamento oncológico não afectou psicologicamente, porém, Sidónia Rito, cuja coragem para vencer a doença se sobrepôs ao receio de ver a sua imagem afectada pela queda de cabelo. “Lutei sempre e venci o cancro.
Fui alertada para o risco de alopecia de alopecia devido à administração do fármaco. Inicialmente, não quis tomá-lo, mas depois, disse vou salvarme”, afirmou.
Pedro Perneta, farmacêutico recomenda às pessoas que sofrem de alopecia a toma de um suplemento nutricional adequado ao problema, o uso de produtos apropriados ao seu couro cabeludo e o seguimento de um regime alimentar saudável e equilibrado. A ingestão de suplementos alimentares é indicada igualmente por Esmeralda Aldeia, médica fisiatra.
O stresse e os problemas emocionais são factores importantes geradores de queda de cabelo que podem ser colmatados através de um aconselhamento psicológico ou de uma psicoterapia, explica Ana Fonseca, psicóloga clínica. “Estas abordagens são fundamentais para ajudarem as pessoas a exprimirem conflitos de outras formas, sem ser através do corpo”, justifica.
Ter um maior autoconhecimento e gerir melhor os seus problemas internos são os principais objectivos da psicoterapia que é uma ferramenta crucial para salvarguardar o corpo da expressão das tensões e para melhorar a autoestima, esclarece a especialista. Sublinha, contudo, que o seguimento de uma terapêutica farmacológica é indispensável para a superação do problema da alopecia que “afecta muito a mulher na sua feminilidade e autoconceito, havendo evidências nesse sentido”.
Causas da ansiedade
A ansiedade pode derivar de uma situação de perda de um familiar ou ente querido, de uma situação de desemprego, de um divórcio, ou de episódios stressantes mais ligeiros, como por exemplo, de meros conflitos laborais. Rita Salema conhece bem os efeitos que um evento stressante poderá ter na queda de cabelo. “Em três dias, fiquei praticamente sem cabelo devido à ansiedade originada pela perda de um irmão. Mas fiz um tratamento durante seis meses com um suplemento cem por cento natural e, há três anos, que não sofro do problema, afirma”.
Apesar deste enquadramento, Ana Fonseca ressalva “que não se pode generalizar, pois cada pessoa tem características diferentes, pelo que duas mulheres podem estar sujeitas ao mesmo evento stressante e uma delas ou mesmo ambas não desenvolverem alopecia”.
Vencer o preconceito social
Porque o preconceito e o estigma relacionados com a alopecia feminina são entraves ao bem-estar individual e interacções sociais, importa debater no futuro quais as melhores estratégias para os superar, em nome de uma maior qualidade de vida das mulheres com queda de cabelo.
Embora Ana Fonseca acredite que será muito difícil eliminar estas barreiras, “porque existe preconceito na nossa sociedade. Nós mulheres estamos associadas ao belo e perfeito e ter cabelo faz parte da simbologia feminina”. Então, como gerir o desconforto e apostar no bem-estar psicológico das mulheres que têm queda de cabelo?
[Continua na página seguinte]
Segundo afirma a especialista, a regra de ouro será “ajudá-las a pensar que não são o seu cabelo, mas mais do que isso e que aquela situação é transitória”. Remata que “as mulheres podem continuar a relacionar-se de forma idêntica e não deixam de todo de ser interessantes”.
Queda de cabelo induzida pela quimioterapia
Importa desmistificar que nem todos os doentes oncológicos sofrem de alopecia. Embora existam factores que podem originar a queda de cabelo e condicionar a sua intensidade, nomeadamente, a via da administração, a dosagem e o tipo de fármaco, explica Esmeralda Aldeia, médica fisiatra.
Acrescenta que “existe uma grande incidência de alopecia nos doentes submetidos a um tratamento com via de administração endovenosa com altas doses”.
Esta consequência do tratamento oncológico não afectou psicologicamente, porém, Sidónia Rito, cuja coragem para vencer a doença se sobrepôs ao receio de ver a sua imagem afectada pela queda de cabelo. “Lutei sempre e venci o cancro.
Fui alertada para o risco de alopecia de alopecia devido à administração do fármaco. Inicialmente, não quis tomá-lo, mas depois, disse vou salvarme”, afirmou.
Pedro Perneta, farmacêutico recomenda às pessoas que sofrem de alopecia a toma de um suplemento nutricional adequado ao problema, o uso de produtos apropriados ao seu couro cabeludo e o seguimento de um regime alimentar saudável e equilibrado. A ingestão de suplementos alimentares é indicada igualmente por Esmeralda Aldeia, médica fisiatra.