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A água e a saúde dos ossos

A água é o principal constituinte do corpo humano: cerca de 65%, o que equivale a 45 Litros de água para uma pessoa de 70kg. A sua concentração varia de estrutura para estrutura, tendo os dentes cerca de 1% e o plasma sanguíneo 90%. Os órgãos mais ricos em água são também os mais vitais: o coração e o cérebro. E até uma estrutura tão aparentemente seca como os ossos têm bastante água na sua composição: 22,5% (Centre National de la Recherche Scientifique).

Somos feitos de água

A água é o principal constituinte do corpo humano: cerca de 65%, o que equivale a 45 Litros de água para uma pessoa de 70kg. A sua concentração varia de estrutura para estrutura, tendo os dentes cerca de 1% e o plasma sanguíneo 90%. Os órgãos mais ricos em água são também os mais vitais: o coração e o cérebro. E até uma estrutura tão aparentemente seca como os ossos têm bastante água na sua composição: 22,5% (Centre National de la Recherche Scientifique).

 

Os ossos

A saúde dos ossos depende de vários factores: hereditariedade; género; alimentação; exercício físico; metabolismo endócrino; e tabagismo (Cooper C, 2009).

É por isso tão consensual na comunidade médica que a prevenção de patologias dos ossos, como a osteoporose, tem de começar antes da adolescência (Pérez-López FR, 2010). Outras situações problemáticas associadas ao sistema músculo-esquelético incluem: más posturas, entorses, artrites, rupturas de ligamentos, dores de costas, dor e inflamação das ancas, fraqueza muscular, etc.

O risco de fracturas é definido ainda na vida intra-uterina: estudos epidemiológicos permitiram verificar que o baixo peso à nascença e um crescimento débil durante a infância estão directamente associados a um maior risco de vir a sofrer fracturas da anca em adulto. Os próprios hábitos da sua mãe durante a gravidez (tabagismo, alimentação e exercício físico) influenciam a sua mineralização óssea (Cooper C, 2009).

[Continua na página seguinte]

Nutrientes: que evidências?

Existem vários estudos científicos sobre o impacto de alguns nutrientes na saúde dos ossos, nomeadamente: a sílica, a vitamina D e o cálcio. Estes não devem, antes de mais, ser ingeridos sob a forma de suplementos ou fármacos, mas através de uma alimentação adequada e de um estilo de vida saudável.

Como aliás refere um estudo de 2006, não é provável que o efeito, pouco significativo, na densidade óssea da bacia, da ingestão de cálcio através de suplementos reduza o risco de fracturas, seja na infância ou mais tarde, para um grau suficientemente relevante para a saúde pública (Winzenberg T, 2006). Além disso, nem todas as fontes de nutrientes, mesmo alimentares, são igualmente biodisponíveis no corpo humano.

Pelo contrário, e apesar de em Portugal as águas serem praticamente todas pouco mineralizadas em comparação com a maioria das águas europeias, um estudo muito recente refere que a sílica, presente nomeadamente nas águas de origem aquífera como as águas minerais naturais, tem um potencial relevante na prevenção e tratamento da osteoporose em alternativa a terapias farmacológicas, uma vez que essas águas são fontes seguras e efectivas de sílica facilmente absorvível pelo corpo humano (Li Z, 2010).

 

Exercício físico: benefício comprovado

A osteoporose, já acima referida, é uma patologia séria que diminui a qualidade de vida com pesados encargos económicos para quem já passou pela experiência de ter fracturas ósseas. O efeito preventivo da actividade física na osteoporose baseia-se no facto de que ela pode não só regular a manutenção dos ossos como estimular a sua formação, inclusive a fixação de minerais, além de fortalecer os músculos, melhorando o equilíbrio, e assim reduzir o risco de quedas e de fracturas (Borer KT, 2005). Por isso, é tão importante a prática de exercício físico regular, adaptada às características e situação fisiológica de cada indivíduo, que deve ser sempre acompanhada de uma boa hidratação antes, durante e depois da prática desportiva.

 

Dicas para melhorar a saúde dos seus ossos

1. Beba água regularmente ao longo do dia.

2. Pratique exercício físico regularmente.

3. Tenha uma alimentação completa, equilibrada e variada, que inclua boas fontes de cálcio, ou seja: sardinha enlatada, salsa, couves, espinafres, espargos, amêndoa, pistácio, figo seco, leguminosas e queijo.

4. Procure seguir um estilo de vida saudável que inclua uma exposição ao sol moderada.

Somos feitos de água

A água é o principal constituinte do corpo humano: cerca de 65%, o que equivale a 45 Litros de água para uma pessoa de 70kg. A sua concentração varia de estrutura para estrutura, tendo os dentes cerca de 1% e o plasma sanguíneo 90%. Os órgãos mais ricos em água são também os mais vitais: o coração e o cérebro. E até uma estrutura tão aparentemente seca como os ossos têm bastante água na sua composição: 22,5% (Centre National de la Recherche Scientifique).

 

Os ossos

A saúde dos ossos depende de vários factores: hereditariedade; género; alimentação; exercício físico; metabolismo endócrino; e tabagismo (Cooper C, 2009).

É por isso tão consensual na comunidade médica que a prevenção de patologias dos ossos, como a osteoporose, tem de começar antes da adolescência (Pérez-López FR, 2010). Outras situações problemáticas associadas ao sistema músculo-esquelético incluem: más posturas, entorses, artrites, rupturas de ligamentos, dores de costas, dor e inflamação das ancas, fraqueza muscular, etc.

O risco de fracturas é definido ainda na vida intra-uterina: estudos epidemiológicos permitiram verificar que o baixo peso à nascença e um crescimento débil durante a infância estão directamente associados a um maior risco de vir a sofrer fracturas da anca em adulto. Os próprios hábitos da sua mãe durante a gravidez (tabagismo, alimentação e exercício físico) influenciam a sua mineralização óssea (Cooper C, 2009).

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Nutrientes: que evidências?

Existem vários estudos científicos sobre o impacto de alguns nutrientes na saúde dos ossos, nomeadamente: a sílica, a vitamina D e o cálcio. Estes não devem, antes de mais, ser ingeridos sob a forma de suplementos ou fármacos, mas através de uma alimentação adequada e de um estilo de vida saudável.

Como aliás refere um estudo de 2006, não é provável que o efeito, pouco significativo, na densidade óssea da bacia, da ingestão de cálcio através de suplementos reduza o risco de fracturas, seja na infância ou mais tarde, para um grau suficientemente relevante para a saúde pública (Winzenberg T, 2006). Além disso, nem todas as fontes de nutrientes, mesmo alimentares, são igualmente biodisponíveis no corpo humano.

Pelo contrário, e apesar de em Portugal as águas serem praticamente todas pouco mineralizadas em comparação com a maioria das águas europeias, um estudo muito recente refere que a sílica, presente nomeadamente nas águas de origem aquífera como as águas minerais naturais, tem um potencial relevante na prevenção e tratamento da osteoporose em alternativa a terapias farmacológicas, uma vez que essas águas são fontes seguras e efectivas de sílica facilmente absorvível pelo corpo humano (Li Z, 2010).

 

Exercício físico: benefício comprovado

A osteoporose, já acima referida, é uma patologia séria que diminui a qualidade de vida com pesados encargos económicos para quem já passou pela experiência de ter fracturas ósseas. O efeito preventivo da actividade física na osteoporose baseia-se no facto de que ela pode não só regular a manutenção dos ossos como estimular a sua formação, inclusive a fixação de minerais, além de fortalecer os músculos, melhorando o equilíbrio, e assim reduzir o risco de quedas e de fracturas (Borer KT, 2005). Por isso, é tão importante a prática de exercício físico regular, adaptada às características e situação fisiológica de cada indivíduo, que deve ser sempre acompanhada de uma boa hidratação antes, durante e depois da prática desportiva.

 

Dicas para melhorar a saúde dos seus ossos

1. Beba água regularmente ao longo do dia.

2. Pratique exercício físico regularmente.

3. Tenha uma alimentação completa, equilibrada e variada, que inclua boas fontes de cálcio, ou seja: sardinha enlatada, salsa, couves, espinafres, espargos, amêndoa, pistácio, figo seco, leguminosas e queijo.

4. Procure seguir um estilo de vida saudável que inclua uma exposição ao sol moderada.

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