Além do apoio profissional, os cuidadores tornam-se os pilares essenciais na assistência que os doentes de Alzheimer necessitam. Mas devem lembrar-se também de cuidar de si para ajudar em pleno o familiar a quem foi diagnosticada a doença. A Alzheimer Portugal apoia não só os doentes como quem deles cuida.
A doença de Alzheimer é uma doença neurodegenerativa, um tipo de demência que provoca uma deterioração global, progressiva e irreversível de diversas funções cognitivas (memória, atenção, concentração, linguagem, pensamento, entre outras).
“Esta deterioração tem como consequências alterações no comportamento, na personalidade e na capacidade funcional da pessoa, dificultando a realização das suas actividades de vida diária”, explica a Alzheimer Portugal. Caracteriza-se pela “morte neuronal em determinadas partes do cérebro com algumas causas ainda por determinar. Os sintomas iniciais da doença de Alzheimer incluem perda de memória, desorientação espacial e temporal, confusão e problemas de raciocínio e pensamento. Estes sintomas agravam-se à medida que as células cerebrais vão morrendo e a comunicação entre estas fica alterada”, acrescenta a associação.
Uma vez diagnosticada a doença de Alzheimer, os cuidadores assumem um papel preponderante. “A primeira diligência a fazer é obterem informação e formação sobre como cuidar. Existem estratégias que ajudam a lidar com as pessoas com demência de forma a conseguir dar resposta às necessidades dos doentes”, esclarece a Dr.ª Ana Margarida Cavaleiro, responsável pelo Departamento de Formação da Alzheimer Portugal. A primeira dificuldade dos familiares designados de cuidadores informais é a falta de informação sobre as demências em geral e o Alzheimer em particular, o que faz com que muitas vezes não se consiga fazer um diagnóstico precoce. “Só quando os sintomas já são muito evidentes é que os cuidadores percebem que algo não está bem e se dirigem ao médico especialista. Assim, torna-se importante apostar na informação da sociedade em geral para as demências”, adianta Ana Margarida Cavaleiro.
Cuidar de quem cuida
Para que o cuidador possa desempenhar adequadamente o seu papel, torna-se imprescindível o seu bem-estar psicológico. “Ser cuidador de uma pessoa com demência é bastante exigente e desgastante, pelo que o acompanhamento psicológico é fundamental.” Torna-se importante lembrar que os cônjuges ou filhos constituem os principais cuidadores informais, envolvendo desde logo uma forte componente inicial. “O sentimento de perda inicia-se desde que o doente começa a sentir uma diminuição das suas capacidades e lidar com estas emoções pode tornar-se bastante complicado requerendo a ajuda de profissionais, nomeadamente psicólogos”, adianta a técnica da Alzheimer Portugal.
Esta associação dispõe de um conjunto de iniciativas que visam apoiar os cuidadores familiares, profissionais e sociedade em geral, através de respostas às suas necessidades formativas. “Com vista a dar resposta a estes públicos são organizadas acções de Informação e workshops com bastante regularidade, sendo que todos os meses estão programadas específicas”, adianta Ana Margarida Cavaleiro.
Apoio permanente
Todas as pessoas, independentemente do tipo de demência necessitam de acompanhamento contínuo. “Mesmo que os processos físicos que estão na base de cada um dos diversos tipos de demência sejam diferentes, as necessidades dos doentes são semelhantes. A perda de capacidades é um denominador comum pelo que o acompanhamento e a estimulação cognitiva constante são essenciais para a manutenção da qualidade de vida”, diz-nos a técnica da Alzheimer Portugal.
Ser cuidador requer uma grande dedicação. “No entanto, para que o cuidador possa zelar pela qualidade de vida da pessoa com doença de Alzheimer ou outra demência terá que ter em conta que o seu bem-estar é fundamental. Deverá manter, na medida do possível, os seus hobbies ou actividades que lhe dêem prazer e o ajudem a recuperar forças”, conclui Ana Margarida Cavaleiro.
Informação rápida sobre a Doença de Alzheimer
Por Alzheimer Portugal
– A doença de Alzheimer é uma doença neurodegenerativa.
– Caracteriza-se pela more neuronal em determinadas partes do cérebro.
– A demência é uma doença fatal e, por enquanto, não existe cura.
– Alguns dos factores de risco para a doença de Alzheimer são: tensão arterial alta, colesterol elevado e homocisteína; baixos níveis de estímulo intelectual, actividade social e exercício físico, obesidade e diabetes e graves ou repetidas lesões cerebrais.
– Não existe um gene específico responsável por todos os casos da doença de Alzheimer.
– Os sintomas da doença de Alzheimer são frequentemente confundidos com sinais normais de envelhecimento
– Não existe um único teste capaz de, por si só, diagnosticar definitivamente a Doença de Alzheimer.
– O diagnóstico deve ser realizado pelo médico especialista (Neurologista ou Psiquiatra) através de um processo de exclusão de outras causas que possam ser responsáveis pelos sinais e sintomas apresentados.
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