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Chocolate: Doce tentação

Acredito que já perdeu a conta às mensagens contraditórias que recebeu sobre chocolate. Umas apregoando benefícios para a saúde, outras demonstrando a sua correlação com algumas doenças… Leia atentamente as linhas que se seguem verá que, como em tudo, a moderação é fundamental!

O chocolate é feito a partir do cacau, uma das fontes mais concentradas de polifenóis – compostos naturais com propriedades antioxidantes. Como sabemos, há diferentes tipos de chocolate. De um modo simplificado, o chocolate amargo é feito com grãos de cacau torrados, sem adição de leite. De acordo com as normas europeias, o chocolate preto deve usar um mínimo de 35% de cacau.

O chocolate de leite leva na sua confecção leite ou leite em pó, sendo que as mesmas directivas estabelecem um mínimo de 25% de cacau. O chocolate branco tem na sua composição manteiga de cacau, leite, açúcar e lecitina. Mas podem ser acrescentados aromas, como, por exemplo, a baunilha.

Certamente já ouviu dizer que o chocolate negro “faz melhor” que o branco. O facto é que o chocolate negro apresenta maior quantidade de cacau e, consequentemente, maior quantidade de compostos fenólicos: substâncias antioxidantes com demonstrado efeito benéfico para a saúde.

Além do chocolate branco possuir menor quantidade de antioxidantes, a sua absorção intestinal também pode ser prejudicada por interferência das proteínas do leite. Estes motivos, associados ao facto de chocolate branco ter normalmente maior adição de açúcar, fazem do chocolate negro uma escolha mais saudável.

 

O chocolate faz bem ao coração?

As evidências científicas acumuladas nos últimos anos demonstram que o consumo moderado de chocolate, especialmente chocolate negro e amargo, pode exercer efeitos protectores contra o desenvolvimento de doença cardiovascular. Este efeito cardioprotector parece dever-se à presença dos flavanóides do cacau, especialmente ácido gálico e epicatequinas.

O cacau também apresenta propriedades estimulantes, pois contém cafeína e teobromina, dois compostos que estimulam o sistema nervoso central, contribuindo para aumentar o estado de alerta e estimular o raciocínio.

A ingestão de chocolate aumenta igualmente a produção de endorfinas e serotonina, responsáveis pela sensação de bem-estar e felicidade. Por outro lado, é extremamente importante não esquecer que o chocolate é muito rico em gordura e açúcares, constituindo um produto alimentar altamente calórico, pelo que a ingestão excessiva pode estar na base do desenvolvimento de obesidade e todas as doenças associadas.

Não existem evidências científicas suficientes para determinar a quantidade de chocolate que deve ser ingerida para promover efeitos positivos e não negativos na saúde dos consumidores. Embora os resultados de alguns estudos clínicos sejam interessantes, ainda não permitem tirar conclusões definitivas acerca da relação entre o consumo de chocolate negro e a diminuição do risco de doenças cardiovasculares.

Os estudos existentes revelam que uma pequena quantidade de chocolate preto pode ser benéfica, desde que consumida como parte de uma alimentação saudável, acompanhada de níveis apropriados de actividade física, para evitar problemas de ganho de peso.

Por tudo isto, no que diz respeito a chocolate a palavra de ordem é moderação e bom senso. Como se está a aproximar o Dia dos Namorados, não se esqueça de adoçar a vida da sua cara-metade com um saboroso chocolate!

Jornal do Centro de Saúde

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