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Alimentação saudável em alturas de crise

Em alturas de crise financeira, quando os orçamentos familiares se tornam mais apertados é importante não sacrificar o conteúdo nutricional da sua alimentação. Siga a “rota” dos alimentos e faça uma ginástica financeira de boa saúde.

Use algumas das sugestões seguintes para planear e gerir o orçamento destinado à alimentação de forma a proteger a sua saúde:

– Evite fazer refeições fora de casa, em especial o pequeno-almoço. Tenha em casa leite e iogurtes meio gordo ou magros, e pão ou cereais não açucarados. Se estes forem os alimentos base do seu pequeno-almoço, o custo será baixo e evitará consumir produtos de pastelaria e confeitaria que têm geralmente um elevado conteúdo de açúcar, gordura e sal;

– Retire da sua lista de compras os seguintes produtos: folhados, batatas fritas de pacote, aperitivos, charcutaria, molhos pré-preparados, caldos concentrados, sobremesas lácteas, bolos, gelados, chocolates, gomas, rebuçados e sobremesas açucaradas. Estes alimentos, por serem ricos em calorias, sal, gordura e açúcar aumentam os seus gastos sem trazerem benefícios à saúde;

– Beba água simples ao longo do dia. Não gaste o seu orçamento em refrigerantes, sumos à base de fruta açucarados, chás frios açucarados, etc.;

– Reserve o consumo e a compra de bebidas alcoólicas apenas para os dias de festa;

– Lembre-se carne e o peixe devem ser consumidos com moderação. Regra geral, não são necessários mais do que 150g de carne ou peixe por pessoa diariamente. Esta equação não obriga necessariamente que se coma carne ou peixe todos os dias ao almoço e ao jantar. Tenha isto em consideração quando faz as suas compras e evite comprar mais do que o necessário;

– Em algumas das refeições pode fazer ovos, ou combinações de massa ou arroz com leguminosas, como feijão, favas, lentilhas ou grão acompanhados de legumes e hortícolas variados;

– Confecções como as caldeiradas, estufados, ensopados, açordas ou jardineiras às quais se adicionam legumes, feijão ou hortícolas (ex.: cenoura, pimentos, ervilhas, tomate, brócolos, couves, feijão verde, etc), são excelentes formas de fazer refeições completas, saborosas e com um menor custo, uma vez que necessitam de menor quantidades de peixe e carne que outros preparados;

– Compre os hortofrutícolas da época e faça o maior uso possível da versatilidade destes alimentos;

– A fruta é ideal para a sobremesa, sendo, geralmente, mais barata do que sobremesas lácteas, bolos, gelados ou outras sobremesas açucaradas. Pode também levá-la para o trabalho e consumi-la como snack entre as refeições principais;

– Faça sopa rica em legumes, feijão ou grão e hortaliças e comece o almoço e jantar sempre com sopa.

– Os legumes congelados (por exemplo: ervilhas, brócolos, couve-flor, feijão verde, entre outros) servem de prática alternativa aos legumes frescos.

 

Contas de cabeça

Mesmo com um orçamento limitado procure ter um padrão alimentar:

– Completo, equilibrado, variado e energeticamente adequado às suas necessidades energéticas. Ou seja, não coma mais calorias do que aquelas que gasta;

– Com um limitado conteúdo em sal, açúcar e gordura (em especial a gordura saturada e ácidos gordos trans);

– Rico em fruta, legumes, leguminosas, hortaliças, cereais completos e seus derivados.

Jornal do Centro de Saúde

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