PILARES NA FORMAÇÃO DO PATRIMÓNIO ÓSSEO
De uma maneira geral, as mulheres portuguesas encontram-se sensibilizadas para a prevenção da osteoporose.
O maior problema surge, na opinião da Dr.ª Conceição Telhado, ginecologista do hospitalcuf descobertas, «quando aconselhamos o exercício físico, como a marcha regular duas a três vezes por semana, às mulheres da pré-menopausa para prevenção da osteoporose».
A prevenção deve iniciar-se na juventude, com uma alimentação saudável, exercício físico e hábitos saudáveis como não fumar, não abusar de cafés ou de chás. Estes hábitos de vida serão os pilares na luta contra a osteoporose.
Em situações normais, «as mulheres só devem iniciar uma terapêutica hormonal de substituição (THS) após a menopausa. Em casos de doenças da tiróide, ou outras, como a asma, que requerem corticóides, deve-se suplementar a dieta com cálcio, mesmo antes da menopausa. As mulheres muito magras, ou com doenças que induzam mais precocemente ao aparecimento da osteoporose, têm de ter uma vigilância clínica e laboratorial mais apertada», salienta Conceição Telhado, acrescentando:
«Todas as situações que provoquem uma menopausa precoce, isto é, antes dos 40 anos, tanto espontâneas como cirúrgicas ou iatrogénicas (quimioterapia ou radioterapia), obrigam à instituição de uma THS adequada e vigiada.»
Se houver sintomas de menopausa, como afrontamentos, irritabilidade ou insónias e a mulher concordar, deve ser proposta uma THS que, além de corrigir estes sintomas, irá fazer a prevenção da osteoporose.
A THS é a terapêutica de primeira linha que, segundo a mesma ginecologista, «deve ter uma duração de 5 a 6 anos, dependendo de cada caso. Se já existir uma osteoporose instalada, existem outras terapêuticas médicas indicadas para o efeito».
Para as mulheres que entram na menopausa, sem queixas, que apresentam uma vida saudável e que fazem exercício físico regular, podem protelar o início da terapêutica para quando necessitarem.
«O que é importante é pedir uma densitometria óssea, para avaliar se a pessoa tem ou não osteoporose. Em caso positivo, então poderá iniciar a THS. Em contrário, de dois em dois anos poderá, através da densitometria óssea, realizar uma vigilância porque podem ocorrer algumas alterações. Outra opção são os marcadores ósseos, que consistem numa análise de sangue e que identificam a existência, ou não, de perda de massa óssea acelerada», adverte a ginecologista.
Ainda assim, todas as mulheres na menopausa devem fazer um suplemento de cálcio, uma vez que há perda de massa óssea por menor absorção intestinal.
Sem prevenção, os riscos de osteoporose podem ser acrescidos e as complicações desta patologia traduzem-se, sobretudo, pelas fracturas. Há fracturas da coluna, pelas quais a mulher pode sofrer alterações na estatura, ficando mais baixas, e podem também fazer microfracturas na coluna que dão origem a dores ou à própria incapacidade.
De acordo com Conceição Telhado, «a fractura mais comum, responsável por uma grande taxa de mortalidade e por elevados custos de saúde pelos internamentos a nível mundial, é a do colo do fémur, que afecta principalmente as mulheres com idade mais avançada».
Por isso, alerta-se para as medidas preventivas que podem possibilitar uma melhor qualidade de vida na menopausa, que ocupa cada vez mais uma maior parte da vida das mulheres.
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