A doença cardiovascular aterosclerótica constitui uma causa líder de morte e morbilidade no Norte da América e em vários países ocidentais.
Está provado, com inúmeros testemunhos de estudos realizados nesta área, que níveis elevados de colesterol no sangue, principalmente colesterol LDL, se correlacionam positivamente com o desenvolvimento de doença coronária precoce em adultos jovens.
Existem numerosas evidências da grande associação entre a presença de aterosclerose e os seus factores de risco: níveis elevados de colesterol total (acima dos limites padrão), colesterol LDL, de triglicerídeos e de homocisteína; valores reduzidos de colesterol HDL; hipertensão arterial; obesidade; e tabagismo. As principais causas do aparecimento destes factores de risco são os comportamentos adversos, que incluem a alimentação desequilibrada, rica em gorduras saturadas e em colesterol.
O tratamento dietético é actualmente recomendado em primeira linha, uma vez que a alimentação muito pode contribuir para a aquisição de um perfil lipídico normal, com valores de colesterol total e de LDL dentro dos padrões normais recomendados. Assim e, de entre um conjunto de recomendações propostas, salienta-se a substituição de carnes vermelhas por carnes brancas.
Eliminar a pele das carnes brancas
As carnes brancas, como as de frango, peru e coelho são carnes mais magras e com um perfil de ácidos gordos e de colesterol mais saudável.
Apesar de todas as carnes serem ricas em colesterol e gorduras saturadas, as carnes brancas apresentam um baixo teor de colesterol e de gorduras saturadas na sua composição.
A gordura das carnes brancas é particularmente rica em ácidos gordos mono e polinsaturados e relativamente pobre em saturados, o que as distinguem das outras carnes e que as aproxima dos peixes (ricos em insaturados e pobres em saturados). Contudo, é importante eliminar a pele das carnes de aves, pois é muito rica em colesterol.
As gorduras saturadas influenciam negativamente os níveis plasmáticos de colesterol total, de colesterol LDL e, consequentemente, a incidência de doenças cardiovasculares.
Assim, e porque a carne faz parte da nossa alimentação e também porque vivemos de perto a problemática das doenças cardiovasculares, é importante que se opte pelas carnes brancas, limpas de peles e gorduras visíveis, cozinhadas de forma simples e saudável, para que seja prevenido e retardado o aparecimento destas doenças em idades precoces.
“As carnes brancas, como as de frango, peru e coelho são carnes mais magras e com um perfil de ácidos gordos e de colesterol mais saudável”
Carla Vasconcelos,
Nutricionista da Associação Portuguesa de Nutricionistas
Jornal do Centro de Saúde
www.cscarnaxide.min-saude.pt/jornal/