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54,1% dos portugueses nunca ouviram falar de hiperplasia benigna da próstata

Não raras vezes se confunde hiperplasia benigna da próstata (HBP) com cancro da próstata. O estudo PROSPOR (PROStata em PORtugal), realizado com o apoio da Sanofi-Aventis, reforça o desconhecimento por parte da população portuguesa relativamente a estas duas doenças.

O trabalho foi levado a cabo por quatro urologistas portugueses da Androclinic – Dr. José Santos Dias, Prof. Nuno Monteiro Pereira, Dr. João Paulo Rosa e Dr. Carlos Santos –, que avaliaram 1000 indivíduos.

No que diz respeito aos resultados, quando inquiridos sobre se já tinham ouvido falar de hipertrofia benigna da próstata, 54,1% dos homens e 62,8% das mulheres respondeu negativamente.

Porém, demonstraram ter mais sensibilidade ao cancro da próstata, já que 49,5% dos homens responderam ser a doença mais frequente na população masculina. Perante a mesma pergunta, apenas 22,4% referiram a HBP.

Por outro lado, constatou-se que os portugueses confundem a hiperplasia benigna da próstata com o cancro.

Dividindo os dados por regiões, por exemplo, o Algarve e o Norte são claramente as que estão menos alertadas e informadas. Neste sentido, José Santos Dias atesta que, «no Algarve, 75,6% dos inquiridos nunca ouviu falar de HBP e não cita como importante o cancro da próstata. Este valor, no Norte, é de 66,4%. As regiões mais alertadas, por seu turno, são o Alentejo e Lisboa e Vale do Tejo».

Estas e outras informações recolhidas durante o estudo levam os autores a concluir que «há um significativo défice do grau de alerta e de conhecimentos da população portuguesa em relação às doenças da próstata».

José Santos Dias chega mesmo a referir «a realização de programas educacionais públicos que promovam diagnósticos adequados e tratamentos precoces, sobretudo tendo em vista a qualidade de vida dos doentes, tanto no cancro como na HBP».

Fenómeno inevitável

À semelhança do aparecimento dos cabelos brancos e das rugas, o crescimento da próstata é mais um dos sinais que ocorrem com o envelhecimento. Mas, apesar de ser um fenómeno inevitável e frequente, os especialistas indicam que o dito crescimento não deve ser exagerado.

Os problemas de obstrução no jacto miccional podem, aliás, ser uma das consequências da hiperplasia da próstata.
A este respeito, Nuno Monteiro Pereira afirma que «o primeiro sintoma é a diminuição da força do jacto e o aumento da frequência das micções, sobretudo durante a noite».

Desta forma, levantar-se uma vez para ir à casa-de-banho é considerado um comportamento «normal». Mais do que isso, é sinal de que algo não está bem. Poderá existir, por exemplo, uma inflamação.

Excepto nas raras excepções em que eventualmente esconde um tumor, a HBP não deverá ser motivo de exagerada preocupação. É uma doença que de todo está associada ao cancro e que quando detectada a tempo é inofensiva.

Todavia, quando algo foge à normalidade, o melhor é consultar o médico. E não há desculpa para não procurar ajuda. Em Portugal, qualquer hospital central e muitos distritais têm um serviço de Urologia. No diagnóstico, além de outros exames, é essencial o toque rectal, que se justifica pela grande utilidade que tem na avaliação da HBP e mesmo no rastreio de um tumor em fase muito precoce.

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