Drogas: Experiências & Dependências
A adolescência é também a idade de todas as experiências, . Para desafiar os adultos ou pertencer ao grupo, acontecem muitas estreias – os primeiros cigarros, as primeiras bebidas alcoólicas, os primeiros consumos ilícitos(drogas). Mas da curiosidade à dependência há um caminho, por vezes, demasiado curto.
Desafios e risco – são dois conceitos muito presentes na adolescência, conceitos que enformam muitos dos comportamentos com que rapazes e raparigas procuram quebrar os laços com a infância e iniciar-se no mundo dos adultos experimentando desde álcool a drogas.
Fazem-no em grupo, porque a adolescência é também a idade da afirmação e da independência em relação aos pais e da necessidade de pertença a um colectivo de pares, irmanados pelos mesmos gostos e interesses. É com eles que se partilham vivências e experiências.
Cedo se fumam os primeiros cigarros. Acessíveis, mesmo agora que a lei proíbe a venda de tabaco a menores de 18 anos. Pode até estranhar-se o travo amargo que deixa na boca, mas o mais provável é que a experiência se renove ao ponto de se tornar um hábito.
Quanto mais não seja para exibir maturidade num contexto social em que, não obstante as campanhas anti-tabágicas, fumar continua a ser um comportamento aceite.
Os cigarros fazem-se acompanhar geralmente das primeiras bebidas alcoólicas. Que se experimentam também por curiosidade e sob o impulso das sinergias de grupos. Nas saídas nocturnas que constituem uma das grandes provas de independência desta idade de transição circulam sobretudo as bebidas destiladas, mais do que a cerveja e muito mais do que o vinho. São bem conhecidas as histórias de shots bebidos uns atrás dos outros, pela noite dentro, com o desfecho anunciado da embriaguez e da ressaca no dia seguinte.
É certo que são excessos, mas isso não significa que adolescentes e jovens sejam alcoólicos. Não bebem por dependência, mas porque é socialmente aceite. Mas há um

