Estudo europeu aborda importância da saúde e das consequências económicas e psicossociais no mercado de trabalho
Na véspera do dia 1 de Maio, dia do Trabalhador, um estudo pan-europeu analisa as consequências que o desemprego representa a nível económico, psicológico, sociológico e de saúde, numa altura em que os governos procuram, cada vez mais, manter os cidadãos saudáveis e activos.
O estudo, no qual participam 25 países da Europa, é levado a cabo por um painel de especialistas nas áreas do emprego e saúde, que procuram reunir dados relativos aos cidadãos que sofrem de doenças músculo-esqueléticas. Esta problemática já foi objecto de uma proposta da Comissão Europeia e de um almoço/debate no Parlamento Europeu.
O estudo, liderado pela Work Foundation uma organização sem fins lucrativos de pesquisa e consultoria com sede no Reino Unido, integra-se na iniciativa Fit for Work. O estudo e as restantes acções e materiais do projecto Fit for Work – blogues, vídeos de especialistas e membros do Parlamento Europeu – podem ser consultados no site www.fitforworkeurope.eu, cujo lançamento oficial é amanhã, dia 1 de Maio.
Stephan Bevan, director da organização The Work Foundation, demonstra a sua preocupação ao afirmar que “tememos que as doenças músculoesqueléticas, caso não sejam tratadas correctamente, tenham um impacto muito forte na força de trabalho da União Europeia”. O responsável acrescenta, ainda, que “no contexto de recessão económica que em que vivemos, é fundamental que quem pode trabalhar esteja apto a fazê-lo, para que os sistemas de saúde e de assistência social não tenham que suportar custos desnecessários”.
A Work Foundation conta com a colaboração de seis especialistas na elaboração deste relatório pan-europeu:
– Paul Emery, Professor de Reumatologia e Director da Unidade Académica de Medicina Musculoesquelética da Universidade de Leeds e Presidente da EULAR (Liga Europeia das Doenças Reumáticas);
– Maarten de Wit, Vice-Presidente da EULAR e membro da PARE, associação que representa os doentes com Artrite e Reumatismo na Europa.
– Mario Giaccone, correspondente italiano do Observatório Europeu das Condições de Trabalho da Fundação Europeia para a Melhoria das Condições de Vida e de Trabalho;
– Gisela Kobelt, Presidente e Fundadora da European Health Economics, uma empresa de consultoria especializada na avaliação económica de intervenções na área da saúde;
– Tom Ling, Director de Avaliação e Auditoria da RAND Europe, um instituto independente e sem fins lucrativos cuja missão é ajudar a melhorar as políticas públicas através da pesquisa e análise;
– Tuulikki Sokka, Director do serviço de reumatologia no Hospital Central de Jyväskylä, Finlândia.
A Work Foundation suspeita que milhares de pessoas com doenças músculoesqueléticas estão a deixar de trabalhar desnecessariamente, o que se traduz em enormes custos económicos e sociais para a Europa. Stephan Bevan, da Work Foundation defende que “não existe ainda conhecimento suficiente sobre determinadas patologias crónicas como a artrite reumatóide, lombalgia crónica e lesões nas articulações, músculos e tendões, nem como preveni-las, diagnosticá-las e tratá-las”.
Nesse sentido, os investigadores da Work Foundation vão recolher dados em 25 países europeus, com o apoio de parceiros nacionais. O relatório com as conclusões essenciais para os decisores nas áreas do emprego e da saúde vai ser apresentado em Bruxelas, no mês de Outubro.

