Tratamento despigmentante. A melhor solução para as inestéticas manchas faciais - Médicos de Portugal

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Tratamento despigmentante. A melhor solução para as inestéticas manchas faciais

27 Setembro, 2007 0

Depois do Verão, depois da nossa pele recuperar do bronzeado, é frequente ficarmos com pigmentações irregulares. Esta é portanto a altura em que nos começamos a preocupar com as inestéticas manchas faciais, que podem ter as mais diversas origens, que muitas vezes não remontam apenas deste último verão. A melhor solução é o tratamento despigmentante.

O tratamento despigmentante é utilizado para tratar todas as manchas de origem melânica, sendo sua principal indicação o melasma, uma hiperpigmentação que afecta, predominantemente, a região facial.

As manchas desenvolvem-se lentamente, são usualmente simétricas (nos dois lados da face), de contornos irregulares, com tonalidade que pode variar do castanho claro ao escuro e que acentuam-se com a exposição solar.

A principal estrutura implicada nos melasmas é o melanócito, que é a célula responsável pela produção de melanina (pigmento). Nos melasmas, assim como nas efélides ou “sinais”, os melanócitos têm características especiais: possuem actividade mais intensa, contribuindo para a distribuição anormal e exagerada da melanina pela pele.

Além disso, são células com “memória”, ou seja, sempre que estimuladas aumentam a sua produção, e o estímulo principal para que isso ocorra é a exposição solar. A luz solar ao penetrar na pele, por um lado é absorvida pela melanina, tornando-a mais escura, e por outro lado, aumenta a atividade melanocítica (produz ainda mais melanina), induzindo desta maneira, a hiperpigmentação na pele.

Acomete indivíduos de todas as raças e ambos os sexos, sendo, contudo, mais frequente em mulheres. A causa do melasma permanece desconhecida até a actualidade sendo inúmeros os factores implicados no seu aparecimento, tais como: a predisposição genética, os contraceptivos orais, a gravidez, os cosméticos, a radiação ultravioleta, os medicamentos, as disfunções hepáticas e endócrinas…

Dentre esses, merece destaque a gravidez (neste caso, o melasma é denominado cloasma, máscara gravídica ou panos) e o uso de contraceptivos orais, que formam parte das situações mais usuais.

Porém, ao contrário do que se poderia pensar, o parto ou a retirada dos contraceptivos orais, em muitos casos, não promove a regressão das lesões instaladas, podendo, estas, permanecerem por vários anos, e até mesmo, agravarem-se.

Indiscutivelmente, as manchas faciais envolvem uma série de prejuízos para a pessoa afectada, que vão desde a baixa auto-estima até casos de abandono da vida social, laboral e afectiva.

O tratamento é simples, seguro, indolor e progressivo, tendo como objectivos: promover a eliminação das manchas e reduzir a produção de pigmento. O primeiro passo, consegue-se com a aplicação de uma máscara composta por agentes clareadores de eficácia comprovada, o que provocará uma esfoliação da pele.

O segundo passo, compõe-se de orientações médicas específicas em cada caso, essenciais para a obtenção e manutenção dos melhores resultados.

Evitar ao máximo a exposição solar, utilizar bloqueadores/filtros solares são duas formas fundamentais de protecção. O uso de maquilhagens deve ser feito com cuidado, verificando se o produto não causa maior absorção de luz solar e aumento da pigmentação da pele nas áreas de aplicação da substância, principalmente em pessoas alérgicas e durante a gravidez.

Durante a gravidez, desaconselhamos o tratamento, a fim de esperar a regularização hormonal e preservar a saúde do feto, sendo completamente possível a realização do mesmo, alguns meses após o parto.

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