“A acne pode ter um impacto muito grande na qualidade de vida dos adolescentes”
A acne é uma doença das glândulas sebáceas, que se manifesta, habitualmente, durante a adolescência. Com as alterações hormonais (aumento da produção de hormonas sexuais masculinas) que se produzem a partir da puberdade, as glândulas sebáceas de determinadas áreas do corpo – face, couro cabeludo e tronco – desenvolvem-se e começam a produzir uma muito maior quantidade de sebo (gordura que produz a pele humana), situação que se designa de seborreia.
Esta seborreia, juntamente com alterações que se produzem a nível do poro do folículo sebáceo e com a proliferação de algumas bactérias específicas dentro da glândula, é o principal factor responsável pelo aparecimento da acne.
A acne é, pois, uma doença essencialmente da adolescência. Porém, não se manifesta de igual modo em todos os jovens – pode surgir mais precoce ou mais tardiamente, pode afectar sobretudo a face ou também o dorso e o peito, pode ser ligeira, média ou grave – e embora tenha certa tendência para no final da adolescência ir melhorando e desaparecer, nem sempre este fenómeno decorre deste modo.
Há uma percentagem de jovens que nunca têm ou terão acne, pode surgir apenas depois dos 20 anos, como pode prolongar-se muito para além dos 30. Poderemos, contudo, dizer que, entre o início da adolescência e o final da terceira década de vida, mais de 70% dos jovens sofre de forma mais ou menos intensa de acne.
Embora a acne possa ser encarada como manifestação relativamente habitual em determinado período da vida e com tendência à resolução espontânea, pode e deve ser tratada.
A acne pode ter um impacto muito grande na qualidade de vida dos adolescentes, interfere decisivamente na autoestima e pode reflectir-se de modo muito negativo do ponto de vista psicológico. Existem actualmente múltiplos tratamentos tópicos e sistémicos que podem influenciar o curso da doença, que podem melhorar e abreviar muito a evolução natural da mesma.
Dr. Francisco Menezes Brandão
Presidente da Sociedade Portuguesa
de Dermatologia e Venereologia (SPVD)
Esta seborreia, juntamente com alterações que se produzem a nível do poro do folículo sebáceo e com a proliferação de algumas bactérias específicas dentro da glândula, é o principal factor responsável pelo aparecimento da acne.
A acne é, pois, uma doença essencialmente da adolescência. Porém, não se manifesta de igual modo em todos os jovens – pode surgir mais precoce ou mais tardiamente, pode afectar sobretudo a face ou também o dorso e o peito, pode ser ligeira, média ou grave – e embora tenha certa tendência para no final da adolescência ir melhorando e desaparecer, nem sempre este fenómeno decorre deste modo.
Há uma percentagem de jovens que nunca têm ou terão acne, pode surgir apenas depois dos 20 anos, como pode prolongar-se muito para além dos 30. Poderemos, contudo, dizer que, entre o início da adolescência e o final da terceira década de vida, mais de 70% dos jovens sofre de forma mais ou menos intensa de acne.
Embora a acne possa ser encarada como manifestação relativamente habitual em determinado período da vida e com tendência à resolução espontânea, pode e deve ser tratada.
A acne pode ter um impacto muito grande na qualidade de vida dos adolescentes, interfere decisivamente na autoestima e pode reflectir-se de modo muito negativo do ponto de vista psicológico. Existem actualmente múltiplos tratamentos tópicos e sistémicos que podem influenciar o curso da doença, que podem melhorar e abreviar muito a evolução natural da mesma.
Dr. Francisco Menezes Brandão
Presidente da Sociedade Portuguesa
de Dermatologia e Venereologia (SPVD)
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