Dr. Lucindo Ormonde » O medo das anestesias - Página 2 de 3 - Médicos de Portugal

A carregar...

Dr. Lucindo Ormonde » O medo das anestesias

29 Dezembro, 2007 0

Há portanto a necessidade das pessoas estarem informadas, porque muitos desses mitos estão relacionados com essa falta de informação que as pessoas têm e sobretudo também com a falta de confiança com que partem para a anestesia.

As pessoas quando são intervencionadas vão ser devassadas no seu corpo para se poder, de certa forma, proceder a reparação ou alivio da sua doença, e por isso é necessário que esteja sempre um anestesista por perto que proporcione ao cirurgião condições favoráveis para poder actuar e que ao mesmo tempo defenda o doente dessa devassa física a que a pessoa vai ser sujeita.

Normalmente têm-se mais medo da anestesia do que propriamente de quem a vai devassar. Mas esta mentalidade deve-se precisamente a esses mitos.

Não chega só haver textos que expliquem o que é a anestesia, é preciso falar com o anestesista para se ter confiança no processo, se bem que hoje em dia já há muitos hospitais que estão organizados nesse sentido, mas também há outros que ainda sentem a falta da chamada consulta de anestesia.

Primeiro por culpa da própria organização do órgão de anestesistas porque se encontram em pequeno número para tantas chamadas que acabam por passar por cima dessa situação e entregar ao cirurgião essa informação e, por outro lado, por culpa dos utentes que não procuram informarem-se junto dos anestesistas.

Quais os cuidados do anestesista para com a administração da anestesia num paciente?

São muitos os cuidados que o anestesista deve ter quando administra uma anestesia num paciente. Em primeiro lugar, o anestesista tem de estar a par da condição física do doente. Quanto mais doenças houver associadas ao doente, maiores serão os problemas que o anestesista encontrará durante a operação.

Há aquela gíria popular de que “o coração não aguentou” e esta traduz alguma verdade, embora não tanto quanto se pretende, porque sem dúvida que quando o individuo tem um coração insuficiente toda a evasão cirúrgica e a perda de sangue que pode originar, toda a agressividade a que o doente vai ser sujeito, vai suscitar por parte do coração um maior trabalho.

Logicamente que, necessitando desse trabalho, vai esforçar o coração e provocar uma possível falência cardíaca do individuo, e é trabalho do anestesista evitar que isso aconteça.

Desde sempre que o anestesista é aquele que inicia e termina uma intervenção cirúrgica. O anestesista só abandona o doente depois da cirurgia acabada e depois de deixar o doente na unidade de pós anestésicos ou de recuperação.

Os medos e os mitos têm vindo a diminuir com os anos, tal como os riscos na administração da anestesia. Para diminuir os receios relativamente a este tema bastará, portanto, consultar o anestesista que irá intervir, tanto na cirurgia, como em qualquer outro tipo de circunstâncias, como por exemplo os exames que exijam que a pessoa esteja imóvel ou insensível.

Uma simples conversa com o seu anestesista quebrará com qualquer complexo que tenha em relação às anestesias e ficará, assim, elucidado a este respeito.

Médicos de Portugal

Páginas: 1 2 3

ÁREA RESERVADA

|

Destina-se aos profissionais de saúde

Informações de Saúde

Siga-nos

Copyright 2017 Médicos de Portugal por digital connection. Todos os direitos reservados.