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Autoridades nacionais de fiscalização e entidades representantes do sector são unânimes » O Processo de Rastreabilidade é a Chave para o Sucesso das Políticas de Segurança Alimentar

20 Abril, 2007 0

Lisboa, 20 de Abril de 2006 –Teve lugar esta semana, dia 19 de Abril, na Faculdade de Medicina Veterinária de Lisboa, uma Mesa Redonda organizada pela IACA, dedicada ao tema “Gripe das Aves e Dioxinas: Avaliação e Comunicação dos Riscos” e que contou com a participação de várias autoridades nacionais de fiscalização e regulação, entre as quais a Direcção Geral de Veterinária, a ASAE, o LNIV e o LAQAS/INETI de um lado, e também entidades representativas do sector, como a FIPA e a FEPASA, por outro.

Ao longo da sessão foram debatidas várias questões que se desenvolvem em torno das políticas de segurança alimentar, com destaque para os procedimentos aplicados em Portugal a este nível.

A publicação do Livro Branco sobre a Segurança dos Alimentos em 2000 e a consequente afirmação da rastreabilidade, como um dos princípios gerais sobre os quais assentaria a política europeia em matéria de segurança dos alimentos, foram marcos importantes para a Indústria, que assim passou a implementar novos mecanismos de controlo de riscos.

Para o Director Científico da ASAE, Manuel Barreto Dias, “O que é importante nestas matérias é que sejam arejadas ideias e se debatam tecnicamente os assuntos. Que cada um, com a sua experiência no sector onde está localizado e que tem o seu prisma de observação próprio, debata as ideias e oiça e veja o que se passa noutros sectores. Há que ter em atenção todos os aspectos científicos, mas não só, há que ter também em atenção os aspectos humanos, sociais e económicos. Há questões que têm de ser debatidas à exaustão, e este foi um bom princípio.”

Os representantes da Indústria foram unânimes em afirmar que a implementação dos sistemas de rastreabilidade dentro da indústria agro-alimentar trouxe uma maior segurança e credibilidade ao sector.

Estes sistemas vieram permitir, caso seja detectado um problema de segurança alimentar, bloquear e retirar o produto do mercado, no mais curto espaço de tempo e com o menor custo possível, evitando danos e protegendo a saúde pública.

Neste sentido, é extremamente importante passar esta mensagem para o consumidor, para que este se sinta mais seguro e confiante nos alimentos que consome.

O Prof. Manuel Chaveiro Soares, Director da IACA, referiu que “É importante haver sintonia entre o rigor das fontes de informação e o rigor dos órgãos de comunicação social para que, de forma transparente e rigorosa, se comunique com o público e com os consumidores. (…) Para que se tomem as medidas adequadas quando é caso disso e não se entre em pânico quando não é caso disso.”

O Secretário-geral da FEPASA, Manuel Lima, acrescentou ainda que “Estas sessões são sempre muito úteis porque contribuem para o esclarecimento dos problemas em torno da produção animal. A mensagem que sai desta reunião é tranquilizadora para o mercado e atesta a credibilidade com que as produções de carne de aves e rações em Portugal se fazem, em termos de critérios rigorosos e preocupações com a segurança alimentar.”

Todos os intervenientes foram unânimes na conclusão de que deverá haver uma maior preocupação em informar o consumidor nos momentos chave, para que não surjam desconfianças e descréditos sobre as políticas de segurança alimentar.

O próprio conceito de segurança alimentar deve ser comunicado e divulgado porque está, tendencialmente, associado somente aos processos de fiscalização e de combate à fraude, quando estes são apenas dois passos do processo global.

Como quis reforçar a Directora-geral da FIPA, Isabel Sarmento, “Assistimos a uma discussão rica, não só daquilo que existe na realidade, mas também das percepções que as pessoas têm e que muitas vezes moldam a própria realidade.

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