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Tipos de Psoríase e formas de tratamento

8 Março, 2009 0

A psoríase é uma doença inflamatória crónica da pele, não contagiosa, que afecta cerca de 2 por cento da população mundial. Pode ocorrer em qualquer idade, desde os primeiros anos de vida até à velhice, contudo, manifesta-se geralmente na terceira década de vida.

A causa exacta da psoríase não é conhecida, mas na sua génese estão envolvidos factores genéticos, imunológicos e ambientais. O stress emocional, as infecções, o traumatismo físico e certos fármacos podem precipitar ou agravar a psoríase.

De acordo com a apresentação clínica, distinguem-se cinco tipos principais:

A psoríase vulgar é a variante mais comum, caracterizada por placas descamativas arredondadas de tonalidade vermelha e contornos bem delimitados, envolvendo preferencialmente os cotovelos, joelhos, região lombo-sagrada, periumbilical e couro cabeludo.

A psoríase gutata é uma forma de apresentação comum nas crianças. Surge habitualmente de forma súbita após uma infecção respiratória e tem naquele grupo etário excelente prognóstico.

Clinicamente, as lesões cutâneas são semelhantes às da psoríase vulgar, mas mais pequenas (0.5-1.5 centímetros de diâmetro) e atingindo predominantemente o tronco e extremidades proximais.

A psoríase eritrodérmica caracteriza-se por eritema generalizado com graus variáveis de descamação e pode ocorrer de forma súbita ou gradual, sendo muitas vezes acompanhada de sintomas sistémicos como febre e mal- estar geral.

A psoríase pode, também, apresentar-se sob a forma pustulosa. Há uma forma generalizada, por vezes precipitada pelo uso indevido de corticóides orais, e uma forma localizada, habitualmente, palmo-plantar.

A psoríase inversa atinge as pregas cutâneas como as axilas, virilhas, sulcos internadegueiro e inframamário. O eritema é bem demarcado e a descamação está ausente.

O envolvimento ungueal pela psoríase é frequente e pode ser a única manifestação da doença (figura 3). As alterações mais comuns são o espessamento da unha, o ponteado ungueal, as manchas acastanhadas e o descolamento distal da unha. As unhas das mãos são mais frequentemente afectadas do que a dos pés.

A psoríase condiciona a qualidade de vida do doente não só pelo envolvimento cutâneo mas também pela possibilidade de envolvimento articular.

Apesar de se tratar de uma doença crónica, ocorrem períodos de remissão espontâneos ou induzidos pelo tratamento e a sua duração é variável.

Actualmente, dispõe-se de tratamentos tópicos, caso dos análogos da vitamina D, as antralinas, os champôs de alcatrão e corticóides tópicos, bem como da fototerapia e de tratamentos sistémicos que incluem os retinoides orais, a ciclosporina e o metotrexato. Mais recentemente, com um melhor entendimento da fisiopatologia da psoríase, surgiram as terapêuticas biológicas, reservadas para os casos graves e refractários às terapêuticas convencionais.

As estratégias terapêuticas são por isso várias e a escolha da mais adequada deve ser individualizada e ter em conta a idade e sexo do doente, co-morbilidades, tipo de psoríase e sua extensão, tratamentos prévios e efeitos secundários a curto e longo prazo.

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