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Dossier: Doenças da Próstata

8 Setembro, 2008 0

• Cistoscopia
Neste exame o urologista insere um estreito tubo através da uretra até à bexiga, após aplicar um anestésico local. O tubo contém uma lente e um sistema de iluminação que permitem observar o interior da uretra e da bexiga, identificando o local e o grau da obstrução uretral e mostrando a bexiga e a eventual presença de pedras ou de formações anormais.

Cancro da Próstata

O cancro da próstata, tumor maligno que se desenvolve no interior da glândula prostática, é dos cancros mais comuns e frequentes no homem, aumentando a sua incidência com a idade, particularmente após os 50 anos.

Em Portugal, o cancro da próstata ocupa o terceiro lugar da incidência de doenças oncológicas e o segundo em taxa de mortalidade, sendo responsável por cerca de 1800 mortes, por ano.

Assim como noutros cancros a causa do cancro da próstata é desconhecida, sendo mais frequente em homens afro-americanos e em homens com um histórico familiar da doença.

Na maioria dos homens, o cancro cresce de forma lenta, podendo mesmo muitos desconhecer que têm a doença, daí que 50 a 70% dos doentes podem apresentar doença localizada avançada e/ou metastática no momento do diagnóstico. Se for detectada cedo, pode ser eficazmente tratada e curada. Para tal, é importante determinar o grau e o estádio do cancro. O grau indica a velocidade do crescimento do cancro – quanto maior o grau, maior a probabilidade do cancro crescer e espalhar-se rapidamente, sendo o estádio do cancro determinado pelo tamanho e extensão do tumor.

Sintomas

Em fase inicial, o cancro da próstata não tem qualquer sintoma. Numa fase posterior, pode causar obstrução miccional, como a HBP. Os sintomas obstrutivos são marcados por uma micção prolongada, a diminuição da força e calibre do jacto urinário, a dificuldade em interromper a micção, a sensação de micção incompleta, a retenção urinária aguda ou crónica e a incontinência por regurgitação.

Com frequência surge aquilo a que se chama instabilidade vesical, situação em que surgem contracções que o doente não consegue inibir. Existem ainda os sintomas irritativos, que são o aumento de frequência diurna e nocturna e a necessidade imperiosa de urinar com ou sem incontinência urinária.

Podem também aparecer ainda outro tipo de sintomas como a dor á micção ou os resultados de uma insuficiência renal com anemia, sede e quebra do estado geral.

Diagnóstico

Além dos exames prostáticos normais, o diagnóstico do cancro da próstata é geralmente feito com base no PSA e na biopsia prostática.

O PSA (antigénio específico da próstata) é considerado um marcador tumoral cujo doseamento é utilizado no diagnóstico e determinação do estádio do cancro da próstata, bem como para monitorizar a evolução e a resposta à terapêutica instituída.

Quanto à biopsia, trata-se de um elemento fundamental para o diagnóstico do cancro da próstata, sobretudo nos casos em que a doença está localizada ou pouco avançada. Permite determinar elementos sobre o tipo de diferenciação celular, a arquitectura e o volume tumoral ou a permeação linfática, vascular e nervosa.

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