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Agorafobia: Um mundo mais pequeno

21 Novembro, 2009 0

Não se vai trabalhar ou à escola, não se visitam amigos nem familiares, não se vai passear o cão nem fazer compras. O dia-a-dia perde toda a normalidade. Fica-se dependente de terceiros.

Nas situações mais severas, a agorafobia transforma a pessoa num verdadeiro prisioneiro. No limite, prisioneiro na própria casa, mas sempre prisioneiro dos seus receios – e, por vezes, tanto se antecipam os ataques de pânico que acaba por se ter um, dando origem a um ciclo vicioso que reduz a um número cada vez menor os espaços onde a pessoa se aventura. O mundo fica mesmo mais pequeno.

E mais perigoso para a própria pessoa. Porque a agorafobia pode ser uma porta aberta para a depressão, para o abuso de álcool e drogas como forma de lidar com a impotência, o medo, a culpa, a solidão.

Dado o risco, há que pôr travão nesta escalada de medos e isolamento, procurando ajuda profissional. Na conversa com o médico – que pode começar por ser o médico de família – há que pôr em cima da mesa toda a informação que possa ser útil ao diagnóstico: que sintomas, o que poderá estar a causá-los, em que situações surgem, há quanto tempo se manifestam, quando aconteceram pela última vez, como foram ultrapassados, como estão a afectar o quotidiano.

É com base nos sintomas, bem como num exame físico – para despistar outras condições clínicas – e numa caracterização psicológica, que o médico chega ao diagnóstico. Quanto ao tratamento, envolve geralmente uma combinação de medicamentos – antidepressivos e ansiolíticos, entre outros – e psicoterapia: o objectivo é ultrapassar a agorafobia e aprender a mantê-la controlada.

A par do tratamento médico, o próprio doente pode dar passos no sentido de se libertar dos medos. Um desses passos envolve uma aproximação progressiva aos lugares passíveis de desencadear os sintomas de pânico – inicialmente, é desconfortável e causa ansiedade, mas com a companhia de um amigo ou familiar é mais fácil enfrentá-los.

O importante é não evitar as situações receadas, pois quanto maior o receio maior a ansiedade. Aprender técnicas de relaxamento pode ajudar a viver estes momentos e a recuperar a sensação de controlo e segurança.

São passos decerto difíceis para quem sofre de agorafobia. Mas são passos na direcção certa – a da qualidade de vida.

FARMÁCIA SAÚDE – ANF

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