Arquivo de Saúde Pública - Página 2 de 26 - Médicos de Portugal

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Todas as espécies animais sentem medo. Esta é mesmo uma condição indispensável para proteger o indivíduo do perigo. Quando o perigo está iminente é natural que o indivíduo seja invadido por uma sensação desconfortável que o impele a preservar a sua integridade física.


Apesar da ausência objectiva de perigo, o indivíduo sente uma aflição incontrolável e procura a todo o custo afastar-se da causa dessa ansiedade sem limites. Está-se então perante uma fobia, que herdou o nome da deusa grega do medo - Phobos.


O medo persiste e é desencadeado sempre que a pessoa está perante o objecto ou a situação temida. De tal forma que a simples hipótese de isso acontecer é, por si só, motivo de ansiedade, com repercussões graves no quotidiano e na qualidade de vida. A pessoa reconhece que o seu medo é irracional mas não consegue controlá-lo.


Ritmo cardíaco acelerado, disfunções gástricas, náuseas, diarreia, micção muito frequente, sensação de sufoco, rubor na face, transpiração abundante, tremores e desmaios são as manifestações fisiológicas da fobia. A depressão é, frequentemente, um desfecho destes quadros de fobia e ansiedade, às quais andam igualmente associados o abuso de álcool e drogas.


Não se sabe ao certo quantas pessoas sofrerão de fobia, mas estima-se que dez por cento da população seja afectada. Alguns estudos estabelecem uma margem maior, definindo entre três e dez em cada 100 pessoas o número que sofre de uma qualquer fobia. O que se sabe é que as mulheres são mais predispostas, mas não foi ainda encontrada uma explicação para esta tendência. Há uma excepção: a fobia social, sobre a qual se falará um pouco mais à frente, atinge igualmente homens e mulheres.


Sabe-se também que, em geral, é na infância e na adolescência que surgem os primeiros sinais da fobia, que se prolonga pela idade adulta quando não é tratada convenientemente.


 


Medo de tudo e de todos


Os transtornos fóbico-ansiosos constituem um grupo de doenças mentais em que a ansiedade é associada a um objecto ou situação. Com base nesta definição foram estabelecidos três tipos principais de fobias: fobia social, fobia específica e agorafobia, talvez a mais conhecida.


A fobia social traduz-se pelo medo de se expor a outras pessoas que se encontrem em grupos pequenos, podendo manifestar-se, por exemplo, em festas, reuniões, restaurantes.


Muitas vezes são restritas a uma única situação, como comer ou falar em público, assinar um cheque na presença de outras pessoas ou encontrar-se com alguém do sexo oposto. A mera possibilidade de estar a ser observado é geradora de ansiedade - o sangue sobe ao rosto, as náuseas e os tremores sucedem-se.


Associada a este tipo de fobia anda, geralmente, um quadro de baixa auto-estima e receio de críticas, o receio de ser julgado negativamente.


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Entre esses distúrbios realce para a Síndroma da Apneia Obstrutiva do Sono, doença caracterizada por paragens da respiração durante o sono - apneias - geralmente associadas a roncopatia - ressonar. É causada pelo colapso e obstrução das vias aéreas superiores que impede a passagem do ar, passando o problema a ter significado clínico quando as paragens respiratórias duram mais de 10 segundos e sucedem mais de 5 vezes por hora.


Esta doença, que afecta cerca de 5% das pessoas, está associada a factores de risco, como o excesso de peso e a obesidade (factor de risco principal), o tabagismo, a ingestão exagerada de álcool, consumo de certos medicamentos (sedativos, relaxantes musculares e indutores do sono), aceitando-se haver uma predisposição genética.


A maioria dos doentes não se apercebe do problema. Porém, alguns sintomas devem fazer suspeitar da existência de Apneia do Sono: excesso de sono durante o dia, despertares recorrentes durante o sono, sensação de asfixia nocturna, sono não reparador, fadiga diurna e diminuição da concentração.


Estas características, num doente com factores de risco acima indicados, são fortemente sugestivas da doença e devem levar à realização do exame que confirma o diagnóstico: estudo poligráfico do sono nocturno.


As apneias nocturnas originam um leque variado de alterações que ultrapassam a esfera respiratória. Há deficiente oxigenação do sangue com reflexos em todo o organismo, desde o défice de memória até à impotência sexual.


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Manusear uma faca, um abre-latas ou um tacho com água a ferver, requer alguma atenção para que ninguém se magoe. Claro que um pequeno golpe não implica propriamente uma corrida ao hospital, mas convém cumprir alguns procedimentos para evitar infecções ou complicações de maior.


A primeira tarefa é estancar o sangue. A hemorragia associada aos golpes ligeiros tende a parar por si, mas podemos agilizar o processo, pressionando a zona com uma gaze ou um pano limpo durante uns minutos.


Quando as feridas parecem mais profundas ou o sangue teima em abundar, a pressão dever-se-á prolongar até 20 ou 30 minutos, resistindo à tentação de ver se a hemorragia já passou à história, porque, senão, corremos o risco de interromper a formação do coágulo. Em caso de persistir um fluxo sanguíneo abundante, deverá recorrer-se a assistência médica, pois poderá ser necessário outro tipo de tratamento.


 


Estancar, limpar...


Assim que a hemorragia é travada, é fundamental manter a ferida limpa, removendo todos os detritos da área afectada. Essa higienização deve ser efectuada com água fria limpa, evitando usar sabão ou sabonete que pode provocar irritação da ferida, ou com soro fisiológico de preferência esterilizado.


Como nem sempre a água é suficiente para limpar completamente, pode ser usada uma pinça, devidamente esterilizada com álcool, para remover as partículas. Se ainda assim a ferida apresentar detritos, convém procurar ajuda profissional. É que as pequenas partículas de sujidade, mesmo que de ínfima dimensão, podem provocar uma infecção ou mesmo o tétano, daí ser tão importante que se tenha esta vacina "em dia".


Em alternativa, podem ser aplicados produtos desinfectantes, acautelando a respectiva validade, pois o seu prazo de utilização é limitado após a abertura.


As soluções anti-sépticas de uso externo, disponíveis na forma de spray ou de doses unitárias, são, assim, especialmente úteis.


As feridas não devem ser lavadas nem desinfectadas com álcool, porque não tem uma particular eficácia na desinfecção e, acima de tudo, irrita os tecidos envolvidos no ferimento.


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Uma tarefa complexa


A condução exige que se preste atenção a múltiplas situações em simultâneo, da sinalização aos outros veículos, do estado do tempo a eventuais obstáculos, sem contar com a possível presença de peões. Exige do condutor elevada concentração e capacidade de reacção, com presença de espírito e rapidez de reflexos de modo a dar respostas ajustadas e seguras às várias situações com que se depara, e assim evitar o acidente.


 


Sob o efeito dos medicamentos


Conduzir implica, pois, que as faculdades físicas e psíquicas do condutor estejam em perfeitas condições. O que pode não acontecer quando se tomam medicamentos: quer sejam, ou não, sujeitos a receita, quer se destinem ao tratamento de doenças prolongadas ou de situações de saúde pontuais e passageiras. O mesmo é válido para os produtos à base de plantas.


A relação entre os medicamentos que actuam sobre o sistema nervoso (na depressão, ansiedade ou para dormir) e a condução é bem conhecida: interferem na atenção e vigilância, no tempo de reacção, no desempenho motor ao nível muscular e dos reflexos e nas capacidades de previsão, avaliação e reacção.


Mas os medicamentos não sujeitos a receita médica, usados em automedicação, (para a dor, febre, constipação, gripe, alergias, pomadas e gotas para os olhos) também implicam riscos: podem afectar a visão, os reflexos e a concentração, comprometendo a coordenação e resposta motora.


Um risco denunciado por sintomas como:


- Sonolência


- Náuseas


- Vertigens, tonturas e sensação de fraqueza


- Tremores e movimentos involuntários


- Perturbações da visão


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Dificilmente haverá alguém que nunca tenha sentido febre. Sendo uma reacção do organismo, tanto pode resultar de um ambiente sobreaquecido, como pode sinalizar um quadro infeccioso.


De tão comum, convém saber distinguir as situações em que a febre justifica recorrer a uma ajuda profissional ou quando basta a experiência individual para lidar com a subida da temperatura do corpo.


Primeiro, a leitura do termómetro é diferente consoante se trate de um adulto ou de uma criança e do local onde a temperatura é medida. A temperatura corporal varia também entre indivíduos, ainda que o habitual oscile entre os 36ºC e os 37ºC. A variação também envolve a altura do dia, com um máximo normalmente a registar-se pelas cinco da tarde e o mínimo, algures, durante a noite.


Desde o exercício físico, às refeições, sem esquecer as emoções, são múltiplos os factores que influenciam a temperatura do nosso corpo. Tudo somado, quando é que concluímos que há febre? Para lá dos 37,5º C ou dos 38ºC, consoante esteja em causa, respectivamente, a temperatura exterior (medida na axila) ou interior (medida na boca ou no recto).


A temperatura sobe por reacção do centro termo-regulador do cérebro, situado no hipotálamo. Nos recém-nascidos, basta o sobreaquecimento do ambiente ou o excesso de roupas ou cobertores para desencadear este mecanismo de defesa. Nas crianças, a febre tem, frequentemente, uma origem viral, desaparecendo de forma tão súbita como se declarou.


No entanto, a verdade é que a febre não deve ser menosprezada. É conveniente atentar noutros sinais, como o estado de prostração ou a falta de apetite, sobretudo nas crianças. Mas também porque nem sempre é sinónimo de doença grave, há que evitar medicações precipitadas. Reduzir a quantidade de roupa vestida ou de roupa de cama, eliminando fontes de calor, é, muitas vezes, um gesto eficaz, tal como arejar o ambiente ou um banho com água tépida. Porém, se ela se prolongar por mais de três dias, e mesmo que não se declarem outros sintomas, há que procurar um médico.


 


 


Da febre à convulsão


A convulsão febril é uma consequência da febre elevada, particularmente frequente nos primeiros três anos de vida e afecta cerca de cinco por cento das crianças. É mais frequente entre os 18 meses e os três anos, sendo praticamente inexistente após os seis anos de idade.


A criança perde a consciência, apresentando movimentos involuntários e descoordenados, rigidez corporal e podendo ainda “revirar” os olhos. Uma convulsão não dura habitualmente mais de cinco minutos, mas podem ser minutos de pânico para quem assiste e se sente impotente. Na mãodos pais está a possibilidade de minimizar as consequências que uma convulsão tem para a criança, evitando que ela se magoe sem impedir os seus movimentos.


 


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As crianças beneficiam imenso da uma relação precoce com animais de companhia - ganham autonomia, responsabilidade, afectos e socialização. Num ápice, a criança transforma o animal num companheiro de brincadeiras, num amigo - os felinos são tranquilizantes, o ronronar acalma, o roçar pelas pernas em busca de colo e de uma festa desperta o "tomar conta" do pequeno amigo peludo. E os cães são protectores e ajudam a criança a preservar o seu território no seio da célula familiar. A criança aprende que é preciso dar para receber: é reciso dar alimento, mas também atenção e carinho.


Os animais são determinantes para a saúde, individual e colectiva. Pensemos no valor do cão como guia de um invisual ou quando resgata pessoas na sequência de um desastre natural, seja um terramoto, uma avalanche de neve, uma derrocada. Mas os animais podem também ser preciosos na terapia assistida - cães, cavalos e golfinhos têm sido utilizados, com êxito, junto de crianças com problemas físicos e psicológicos.


Pela sua natureza obediente, os labradores e os golden retrievers são cães adequados para deficientes auditivos e motores. Abrir uma porta, recolher um objecto do chão, acender as luzes são alguns exemplos do que os cães podem fazer para aumentar a independência do dono. No caso das crianças com paralisia cerebral, autismo ou tetraplegia, a hipoterapia - terapia com cavalos - melhora o tónus muscular, ajuda à sincronização dos ossos e das articulações, favorece a coordenação da motricidade, além de proporcionar maior controlo respiratório. O cavalo é uma importante fonte sensorial: transmite cheiro, calor, sons, estimula o tacto. Já a delfinoterapia - terapia com golfinhos - tem demonstrado efeitos positivos no apoio a crianças com síndrome de Down, autismo ou qualquer outra doença que comprometa o sistema nervoso central. O golfinho interage facilmente com a criança e proporciona estimulos que compensam a ausência parcial ou total de neurotransmissores.


Seja como guardiães de bem-estar, seja como auxiliares terapeutas, a presença de um animal comporta alguns riscos. Os pêlos podem causar alergias, uma pulga nunca está só, as carraças são uma ameaça potencial, os germes que sobrevivem nos intestinos de cães e gatos são fonte de infecções várias. E, além disso, mordem e arranham. Prevenir envolve uma higiene rigorosa dos animais, reforçada com uma desparasitação periódica. Manter as vacinas em dia é um gesto essencial. Afinal, a saúde dos animais domésticos é também a saúde de toda a família.





Surgido na década de 80, nos Estados Unidos, o termo workaholic - importado do inglês que significa dependente do trabalho - serve para definir as pessoas que não conseguem colocar um travão nos afazeres profissionais. E como traçar o perfil típico dos "viciados em trabalho"?


"Estes indivíduos distinguem-se pela elevada capacidade profissional. Mas, em contrapartida, demonstram uma baixa competência da expressão emocional e, por conseguinte, relacional", responde Victor Cláudio, coordenador da área de Psicologia Clínica do Instituto Superior Psicologia Aplicada (ISPA).


Os workaholic são, em regra, "cidadãos isolados", que encontram no trabalho o ansiolítico natural". Trabalhar horas a fio é, pois, uma forma de alimentarem o ego e de preencherem as esferas vazias da sua vida pessoal. Como profissionais fora de série, com elevado potencial de produtividade, acabam por não ser "condenados" pela sociedade em que se inserem. Bem pelo contrário. "Opostamente a outras dependências, em que os sujeitos são alvo de críticas, esta compulsão pelo trabalho é alimentada pela recompensa social", fundamenta o psicólogo.


Assim, movidos pelo estímulo profissional, os workaholics acabam por mergulhar de corpo e alma no trabalho. Dedicam grande parte do seu dia a trabalhar, mesmo aos fins-de-semana e períodos de lazer. Esta compulsão acaba por esconder um estado patológico, que emerge "no exacto momento em que o pilar profissional colapsa".


"Quando o ser humano está adaptado, em equilíbrio, é sustentado por diferentes tipos de pilares: laboral, relacional, familiar, amigos e hobbies." Acontece que, no caso dos workaholic, o "edifício" está alicerçado somente no trabalho. E quando o indivíduo já não consegue alcançar as metas profissionais estipuladas, a estrutura começa a ruir "Verifica-se uma sobrecarga no pilar laboral, ao passo que as outras esferas ficam deficitárias. É neste processo de desadaptação que se inicia a patologia", diz.


 


Ciclo vicioso


Segundo Victor Cláudio, "é esperado que, mais tarde ou mais cedo, a estrutura" que segura o workaholic "comece a colapsar". "O indivíduo, que antes demonstra uma elevada eficácia profissional, deixa de conseguir realizar tão bem as tarefas e de trabalhar tantos horas", defende. "A perda da gratificação social, associada ao desinvestimento emocional", concorrem, assim, para o aparecimento de uma sensação de vazio.


De acordo com o psicólogo, embora não haja estatísticos sobre esta matéria, estima-se que, nos últimos anos, o número de "viciados em trabalho" tenha sofrido um aumento. Este facto decorre "das actuais exigências laborais". Tratando-se de um "sujeito vulnerável a este tipo de dependência", a pressão do mercado de trabalho favorece esta compulsão laboral.


Uma das outras explicações encontradas para justificar este "vício" é a incompetência relacional. "Quando o indivíduo falha na esfera de expressão emocional, vai procurar de forma não consciente uma área da sua existência em que se possa sentir valorizado", salienta o psicólogo. Um divórcio ou uma ruptura relacional podem ser o ponto de partida para este "ciclo vicioso".


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Nem todas as pessoas a conhecem ou sentem alguma vontade de a frequentar. Talvez porque desconheçam o conjunto de informações relevantes que irão adquirir e os riscos que podem evitar se marcarem uma consulta do viajante. A sua importância é sobejamente conhecida. "Trata-se de uma consulta de riscos em que se pretende estabelecer o risco que determinado viajante terá ao deslocar-se para determinadas zonas", esclarece o Dr. Jorge Atouguia, especialista em doenças infecciosas e em Medicina Tropical do Instituto de Medicina Tropical e director clínico da Clínica de Medicina Tropical e do Viajante.


Na consulta, é necessário saber quais são as suas condições de saúde, quais são os riscos que existem no(s) destino(s) que irá visitar e quais são as actividades que o viajante vai desenvolver que poderão aumentar ou diminuir o risco. "Vivemos num local específico durante a maior parte do ano, temos hábitos regulares e o nosso organismo está adaptado a essa realidade", acrescenta o infecciologista.


Quando uma determinada pessoa se desloca, seja em trabalho, seja em lazer, é importante prevenir que adoeça durante a estadia de forma a não comprometer a sua ida e o seu regresso.


Jorge Atouguia defende que "esta consulta é indicada sobretudo para sensibilização das pessoas para as formas de prevenção dos riscos que podem surgir. Felizmente, já começo a receber muitas pessoas na consulta, não só para fazer vacinas mas para perceber, na prática, quais os riscos associados à viagem. Todos os anos podem surgir novos riscos para o mesmo destino porque as situações epidemiológicas dos viajantes estão sempre a mudar e porque em qualquer momento pode surgir um novo surto epidémico, sobretudo nos destinos tropicais." Isto significa que ainda que o leitor viaje regularmente para um mesmo local, não está isento de riscos. "Esta é uma ideia errada. Quando viajamos com muita frequência para uma mesma área, sobretudo nos países de expressão portuguesa, vamos pensando que estamos cada vez mais seguros e vamo-nos adaptando ao destino e já nos sentimos em casa", explica Jorge Atouguia reforçando que "se formos para a China e para a Tailândia, já nos lembramos mais facilmente de eventuais riscos".


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Qualquer pessoa pode ter piolhos e, ao contrário do que se pensa, a sua infestação não está relacionada com falta de higiene, muito pelo contrário: os piolhos têm maior apetência por cabelos lavados.

No entanto, é sobretudo na infância que os piolhos surgem e as crianças são o alvo mais fácil para se propagar a infestação. Os piolhos não nadam nem voam e o contágio é feito por contacto direto de cabeça para cabeça ou através da partilha de objetos pessoais (chapéus, gorros, fitas e acessórios de cabelo, capacetes de ciclismo...) . É por isso que os infantários e as escolas primárias são o local ideal para a disseminação dos piolhos, uma vez que as crianças mais pequenas tendem a estar em contacto próximo umas com as outras, nas suas brincadeiras.

Em qualquer altura, a escola do seu filho pode ter algumas crianças infestadas com piolhos, por isso é fundamental saber como agir.



Como prevenir a propagação?

Os pais devem regularmente verificar o cabelo das suas crianças, para detetar piolhos, o que ajuda a manter a restante família livre de infestações. Existem algumas medidas que pode tomar: aconselhe as crianças a não partilhar roupa como chapéus ou gorros com os amigos; nas piscinas, elas devem usar touca; e se tiverem cabelo comprido, apanhe-o ou entrance-o.

No caso de existir informação de infestação na escola e caso o seu filho não tenha sido ainda contaminado, deve procurar no mercado as soluções existentes para prevenir a infestação.



4 VERIFICAR A EXISTÊNCIA DE PIOLHOS

›› Primeiro penteie o cabelo, seco, para não ficar entrelaçado, e verifique o cabelo mecha a mecha (raízes, atrás das orelhas e nuca)

›› Limpe o pente após cada passagem para evitar reinfestações

›› Se encontrou piolhos vivos, existem no mercado produtos eficazes para tratar a sua criança. Como os piolhos se reproduzem rapidamente, o tratamento deve ser feito de imediato.

›› É fundamental informar a escola, não se esqueça de o fazer, e desinfetar o ambiente, bem como lavar a roupa de cama e objetos pessoais (cachecóis, gorros...) a 60°C.





Viver implica comer, porque os alimentos são os nossos fornecedores de energia e nutrientes essenciais.


Só que, para cumprirem a missão, têm de ser digeridos e absorvidos no tubo digestivo. acontece que algumas pessoas têm um organismo que desencadeia certas reacções quando alguns alimentos entram em contacto com a mucosa intestinal, penalizando o normal funcionamento do sistema digestivo. esta intolerância alimentar pode ser devida a alimentos como o peixe, o marisco, o leite e a laranja, entre outros, e ser temporária ou permanente. no caso das intolerâncias para a vida, o glúten, uma proteína insolúvel existente na maioria dos cereais que comemos – no trigo, centeio, cevada e, segundo alguns autores também na aveia; o milho e o arroz não contêm –, é a condicionante dos doentes celíacos. Com efeito, o glúten constitui um factor de agressão do intestino, que fica com uma capacidade de absorção dos alimentos diminuída.


Gradualmente, o organismo assinala a disfunção: no adulto. a diarreia crónica é o principal sintoma, mas também pode ocorrer prisão de ventre, perda de peso, acompanhada de dores ósseas e cãibras (devido à deficiente absorção de cálcio, magnésio e potássio), anemia (devido à carência de ferro por má absorção intestinal), inchaço das extremidades dos membros e alterações no ciclo menstrual, só para referir alguns.


Também nas crianças, a diarreia é a manifestação mais frequente, associada a vómitos, estômago distendido, pele seca, aumento da irritabilidade, perda de peso e, até, atraso no desenvolvimento.


A intolerância tende a manifestar-se quando se introduz o glúten na dieta, o que acontece, em regra, entre os quatro meses e os seis meses, quando o bebé diversifica os alimentos passando a incluir as papas, as bolachas e eventualmente o pão. Entre os 6 e os 24 meses, a criança mostra sinais de irritação, a sua barriga fica inchada e as fezes são mais frequentes, moles e volumosas. É por isso que as papas com glúten são desaconselhadas antes dos seis meses de idade: para minimizar a reacção que este poderá causar, em caso de intolerância.


O diagnóstico parte de análises ao sangue e às fezes, de modo a confirmar a existência de má absorção dos alimentos e a pesquisar os anticorpos específicos da doença celíaca, seguindo-se uma biópsia ao intestino, para identificar as lesões características na mucosa intestinal. Só então o médico recomendará a exclusão do glúten da dieta, por forma a não falsear os resultados dos exames.


Actualmente não há solução para esta limitação, até porque ainda não foi identificada uma origem concreta para esta doença, apenas uma predisposição genética, embora se desconheça a forma de transmissão: existe a probabilidade da existência da doença em familiares de primeiro grau de um celíaco.


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