Arquivo de Saúde Pública - Página 3 de 222 - Médicos de Portugal

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Já aqui referi (e não vai há muito tempo), que a ejaculação prematura é hoje uma entidade ou condição redefinida em 2008 pela Sociedade Internacional de Medicina Sexual, sendo 3 as condições necessárias para o seu diagnóstico:


- Ejaculação que ocorre sempre, ou quase sempre, antes ou aproximadamente, até 1 minuto após a penetração vaginal e,


- Incapacidade em retardar a ejaculação em todas ou quase todas as penetrações vaginais e,


- Consequências pessoais negativas, como ansiedade, aborrecimento, frustração, e/ou evicção da intimidade sexual em um dos parceiros ou ambos.



É obrigatório que estas 3 condições estejam presentes: uma medição biológica (o tempo), a presença da incapacidade de controlo sobre o processo ejaculatório e ainda (e não menos importante), as consequências negativas nas relações interpessoais.


O que na altura não referi foi a intensa campanha que tem sido observada nos últimos meses procurando quebrar estigmas em busca de apoio para superar esta situação. Isto sim é uma condição "super" necessária para estabelecer critérios de diagnóstico importantes para uma clara compreensão do tipo de EP, de forma a orientar a melhor estratégia terapêutica.


De facto, a EP pode ser classificada em permanente (primária) e adquirida (secundária), sendo de prever uma disfunção das vias serotoninérgicas que controlam a ejaculação na etiologia desta condição, não esquecendo que na EP adquirida há que valorizar a associação com outras disfunções sexuais e respectivas associações a condições orgânicas e/ou psíquicas (saliento as doenças da próstata e distúrbios endócrinos, nomeadamente, ligados à tiróide).


Há que ter ainda o cuidado de mencionar que para além da classificação clássica da EP, em primária e secundária há que considerar duas outras formas que ainda são pouco mencionadas: a EP natural/variável (referindo-se às situações de EP esporádica, situacional e contextual, consideradas como variações normais da performance sexual), e a disfunção ejaculatória prematura-like (quando existe por parte do homem uma falsa percepção de EP, mesmo quando estamos diante de tempos ejaculatórios normais ou até muito longos).


Independentemente desta classificação, é importante ter em atenção que na EP, em geral, o nível de satisfação com a relação sexual e a relação de intimidade estão diminuídos em relação directa com os níveis de confiança e auto-estima enquanto que a frustração e a dificuldade da relação interpessoal estão claramente dilatadas.


Este nível de frustração é comparável com o das parceiras. A redução dos níveis de funcionamento sexual, do nível de satisfação e da qualidade de vida global, bem como o aumento dos níveis de desconforto e do níveis de dificuldade na relação interpessoal, são um ponto de restauro para uma abordagem da condição de uma forma construtiva, em que o papel da mulher é fundamental para quebrar muitas barreiras por parte do parceiro, tendo em vista a obtenção de um bem comum.


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Tudo começa com uma mutação no gene GLA, onde está localizada a enzima alfa-galactosidase, responsável pela degradação e eliminação de um tipo de gorduras específicas (GL-3).


Essa mutação genética faz com que, num determinado organismo, não haja produção desta enzima ou que a sua actividade seja insuficiente: a consequência é a acumulação progressiva daquela gordura no interior das células, sobretudo nas paredes dos vasos sanguíneos.


É um processo generalizado a todo o corpo, o que significa que não há tecidos nem órgãos imunes. Com o acumular da gordura, coração, rins e cérebro, entre outros, vão deixando de funcionar correctamente, causando problemas e complicações que podem pôr em risco a vida.


É quase sempre na infância que a Doença de Fabry se manifesta, sendo a dor o primeiro sintoma e o mais comum.


Provavelmente causada por uma lesão no sistema nervoso, surge, em muitos doentes, associada a variações do clima, exercício físico intenso e stress.


E pode manifestar-se de duas formas diferentes - através de sensações como ardor, formigueiro, picadas e desconforto constante nas mãos e nos pés (são as acroparestesias) ou através de episódios de dor intensa, descrita como uma queimadura, inicialmente sentida nos pés e nas mãos mas irradiando para outras partes do corpo (são as chamadas crises de Fabry, passíveis de causar um elevado grau de incapacidade).


Comum entre os doentes é a dificuldade, ou até impossibilidade, de suar, o que se deve à acumulação da gordura nas glândulas sudoríparas e a lesões no sistema nervoso autónomo. O resultado são episódios de febre sem causa aparente, o sobreaquecimento em exercício físico e a intolerância ao calor.


Já o sinal mais visível desta doença rara é uma característica erupção cutânea, com lesões de cor vermelha escura e espessas. São os angioceratomas, localizados sobretudo entre o umbigo e os joelhos, mas podendo também surgir nas pregas cutâneas (cotovelos e joelhos). E tanto podem ser semelhantes à ponta de um alfinete como ter vários milímetros.


Os olhos também sofrem com a ausência da enzima alfa-galactosidase. A gordura acumula-se na córnea, dando origem a zonas opacas com um padrão que imita os raios de uma roda de bicicleta ou uma espiral. No entanto, estas opacidades não perturbam a visão.


Comuns são ainda as queixas digestivas, com dor após as refeições, náuseas e vómitos. Problemas renais e cardíacos, com risco de insuficiência dos órgãos, e problemas neurológicos, com risco de acidente vascular cerebral em idade jovem, estão também associados à Doença de Fabry.


O mesmo acontece com perturbações do foro neurológico, sendo frequentes sentimentos de desespero, negação dos sintomas e depressão.


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Assiste-se ainda a uma sobrevalorização da juventude, queremos parecer eternamente jovens, pois sermos jovens significa estarmos no nosso máximo potencial a nível físico e mental. Existe pânico geral quando se fala de velhice e aparecimento de rugas faciais, despoletando assim um desejo em eliminá-las, extinguindo desta forma os sinais de envelhecimento. Esta cultura padronizada de beleza, na qual a juventude está implícita, influencia a forma como a maioria das pessoas percebem os seus corpos. Aspirando conseguir este ideal, ficam insatisfeitas com a sua aparência física, levando esta percepção negativa a estados afectivos negativos.


A forma como percepcionamos o nosso corpo, ou seja a nossa "auto-imagem" tem como base experiências e vivências, assim como estímulos presentes e expectativas futuras. Ter uma boa "auto-imagem" potencializa a beleza e a saúde, estando esta directamente relacionada com a auto-estima, as pessoas que se avaliam como belas (ou seja, que têm uma boa auto-imagem) têm maior facilidade em apresentar mais auto-estima, o que lhes proporciona uma melhor qualidade de vida relativamente àquelas que não se vêem como tal, apesar de muitas vezes serem bastante atraentes (tendo em conta o "padrão" actual de beleza). O que acontece por vezes é que a auto-estima distorce a "auto-imagem".


É cada vez maior o número de pessoas que possuem um elevado grau de exigência em relação ao seu corpo, como se, cada pequena imperfeição fosse ampliada, o que acaba por gerar um círculo vicioso de auto-depreciação e insatisfação corporal. Verifica-se uma compulsão à insatisfação com a aparência física. Muitas pessoas depois de já terem corrigido o seu foco de descontentamento corporal (nariz, boca...) encontram necessidade de correcção noutra parte do seu corpo, estando em constante busca da perfeição, tornando-se cronicamente insatisfeitas.


Nestes casos verifica-se a necessidade de acompanhamento psicológico, caso contrário a pessoa estará permanentemente numa procura do defeito exterior que tem de ser corrigido ou disfarçado como forma de colmatar temporariamente o mal-estar interno. A auto-estima torna-se crucial para alcançar o estado de felicidade, objectivo de todo o ser humano, o que implica a necessidade de valorização positiva, a qual é apreendida mediante a interiorização das experiências de valorização realizadas pelos outros em relação a si próprio.


A face tem especial relevância na nossa aparência, uma vez que é o ponto primário de identificação, sendo uma fonte de comunicação verbal e não verbal, actuando como instrumento de comunicação e expressão ilustrativa de todas as nossas emoções (a felicidade, a tristeza, a frustração, a ansiedade, entre outras) que são interpretadas por quem as vê. Estando a face sempre exposta, a expressão facial pode tornar-se um alvo de grande ansiedade.


A aparência física pode ter grande influência quando escolhemos a nossa actividade profissional, pois muitas profissões têm como pré-requisito a boa imagem, como tal, é necessário conhecer quais os critérios de beleza que são aceites e até mesmo desejados pela sociedade. Alguns estudos analisaram a percepção das pessoas relativamente à atracção facial e concluíram que as que eram mais atractivas eram consideradas mais competentes e adequadas.


O ser humano possui a habilidade inata para reconhecer uma face bela. Não é por acaso que tem tendência a escolher como seu parceiro pessoas atraentes, pois segundo a teoria evolucionista, é feita por nós uma selecção natural para garantir o sucesso reprodutivo, de forma a que a nossa descendência seja bonita e saudável.


Os tratamentos estéticos, nas suas várias valências, para além de proporcionarem mudanças físicas, criam também mudanças emocionais e psicológicas. Estudos provam que após intervenções estéticas, as pessoas tendem a apresentar maior auto-estima e auto-confiança, o que se traduz num maior sucesso na sua vida pessoal e profissional, bem como na melhoria dos seus relacionamentos. No entanto, muitas vezes, procuram estes tratamentos como se fossem uma "fórmula mágica" pensando que irão resolver todos os seus problemas, criando expectativas irrealistas, o que poderá provocar decepção e sentimentos de frustração após a intervenção estética.


É importante, que quem se submeta a estas intervenções ou tratamentos, demonstre segurança emocional e bom conceito de si, sendo por isso recomendável averiguar previamente o seu estado psicológico, assim como fazer uma análise acerca das suas motivações, insatisfações corporais, desejos, fantasias, expectativas e sentimentos relativamente à intervenção.


O conceito de saúde já não é meramente definido como a ausência de doença ou enfermidade mas sim, como o estado completo de bem-estar físico, mental e social. Corpo e mente são um só, somos "nós", o todo, como tal, a falta de saúde de uma das partes influencia a outra, ou seja, problemas psicológicos e emocionais reflectem-se na saúde do nosso corpo e vice-versa. Sentimentos de inferioridade e de falta de confiança provêm muitas vezes de uma percepção corporal que é sentida como insatisfatória.


Estando o físico e psíquico "de mãos dadas" sentir-se satisfeito com a sua imagem é importante para o seu bem-estar geral, pois esta representação mental que faz do seu corpo irá reflectir-se na relação que tem consigo próprio e com os outros, tendo influência na sua vida. Neste sentido, se a utilização da estética tiver um impacto positivo na sua imagem exterior trará benefícios ao seu bem-estar interno.


Catarina de Castro Lopes
Psicóloga Clínica na Clínica WHITE





As tecnologias vão evoluindo e as pessoas vão acompanhando. E a saúde não é excepção. Hoje em dia, a maioria das pessoas pesquisa os sintomas antes de ir ao médico, marcam as suas consultas online, enviam mensagem antes de pensarem em ir às urgências, recebem receitas por email e existe já um número considerável de portugueses que acredita que uma consulta pode ser feita através videochat.

Consultas de psicologia online para os mais jovens são hoje algo comum.

E estas práticas são ainda mais comuns em problemas que não são físicos e em jovens e adolescentes, o que demonstra como pode vir a ser a saúde num curto prazo de tempo. A prática clínica mostra que cada vez mais a psicologia é procurada através da internet. As consultas por Skype, mensagens de whatsapp ou Messenger são já uma constante na vida de muitos psicólogos.
Bárbara Ramos Dias, psicóloga clínica revela

“Sou muito procurada para acompanhamento online, principalmente por alguns grupos específicos, como é o caso dos emigrantes e adolescentes. No caso dos primeiros, esta procura existe essencialmente porque ao viverem fora do seu país por vezes têm pouco à vontade com a língua, preferem exprimir os seus sentimentos em português. Quase diariamente falo com emigrantes de todos os cantos do mundo”
“No caso dos adolescentes, a procura da psicologia através das novas tecnologias é uma forma de quebrarem as barreiras e o medo de irem a uma consulta com um psicólogo. O online permitiu-nos estar mais próximo e ajudar os doentes, também a sentirem-se mais acompanhados”

, acrescentou Bárbara Ramos Dias.
As patologias dos adolescentes mais comuns neste tipo de consultas e acompanhamento são crises de ansiedade, ataques de pânico, perturbação do sono, stress, e baixa auto-estima. Trata-se de uma geração que sofre cada vez mais com o bullying e que encontra nestas plataformas uma maneira de confrontar os seus problemas sem ter a necessidade de o fazer cara a cara.
Para a psicóloga clinica a distância não torna a relação impessoal. Muito pelo contrário, pois o acompanhamento digital do paciente permite quebrar barreiras e estabelecer uma ligação empática própria entre terapeuta/utente.





Um ensaio clínico conduzido por um grupo de investigadores da Universidade de Duke (EUA) revelou que a infusão autóloga (transplante no próprio indivíduo) de sangue do cordão umbilical (SCU) pode aliviar os sintomas associados às Perturbações do Espectro do Autismo (PEA), provavelmente através da regulação de processos inflamatórios ao nível cerebral.

Os resultados do ensaio acabam de ser publicados na revista científica Stem Cells Translational Medicine.

Uma em cada mil crianças portuguesas em idade escolar é autista.
O estudo, de fase 1, incluiu 25 crianças, com idades entre os dois e os seis anos, com diagnóstico confirmado de PEA e que tinham SCU criopreservado num banco de células estaminais. As crianças foram sujeitas a avaliações comportamentais e funcionais, imediatamente antes da infusão de SCU e aos seis e 12 meses após a mesma. Durante os 12 meses, confirmou-se que o tratamento era seguro e bem tolerado, tendo sido observadas melhorias significativas ao nível da comunicação, comportamento social e sintomas do autismo, nas classificações clínicas da severidade dos sintomas e no grau de melhoria, nas medidas padronizadas de vocabulário expressivo e nas medidas objetivas da atenção das crianças aos estímulos sociais. As evoluções comportamentais observadas nos primeiros seis meses, após a infusão, mantiveram-se aos 12 meses, sendo mais significativas nas crianças que inicialmente tinham maior QI não‑verbal.

“Atualmente, os tratamentos farmacológicos disponíveis para as PEA dirigem-se apenas aos sintomas associados, como a irritabilidade, não atuando sobre os sintomas principais. Assim, há uma grande necessidade de tratamentos mais eficazes para estas patologias. Este ensaio clínico vem sugerir uma nova abordagem terapêutica para o tratamento das PEA, ao mostrar que a infusão autóloga de SCU está associada a melhorais comportamentais significativas em crianças com PEA, contribuindo para uma melhoria funcional global nestes casos pediátricos”

, defende Carla Cardoso, Investigadora na área das células estaminais.

As PEA são patologias neuropsiquiátricas que apresentam uma grande variedade de manifestações clínicas e resultam de disfunções multifatoriais do desenvolvimento do sistema nervoso central, afetando o normal desenvolvimento da criança. Os sintomas manifestam-se nos primeiros três anos de vida e incluem os domínios social, comportamental e comunicacional.

Entre as PEA, o autismo é a patologia mais comum. A sua incidência tem vindo a aumentar em todo o mundo, atingindo atualmente cerca de 60 em cada 10 mil crianças, com maior prevalência no sexo masculino. Em Portugal, estima-se que a doença afete uma em cada mil crianças em idade escolar.





O sarampo foi absolutamente fatal para muitas - demasiadas - vidas. A vacina ajudou a conter a expansão desta doença altamente contagiosa, mas não impede que continue a existir.


Causada por um vírus facilmente propagado pelas secreções nasais ou bocais, a infecção respiratória estende os seus efeitos aos olhos e à pele.


Aliás, é precisamente na pele que se declaram os sintomas mais visíveis - as manchas avermelhadas. O percurso descendente é uma característica, por isso surgem primeiro na cabeça até chegarem aos pés num processo que dura cerca de três dias.


Paralelamente às manchas, a febre elevada, tosse, irritação da garganta, secreções nasais e dores musculares compõem os sintomas apresentados.


Na boca, surgem pequenos pontos irregulares com um centro esbranquiçado - são as manchas de Koplik, que geralmente precedem as erupções cutâneas. Nos olhos, a inflamação e a vermelhidão típicas da conjuntivite, a que se associa uma particular sensibilidade à luz - daí que, no tempo em que o sarampo era generalizado, as crianças eram mantidas num ambiente escuro e as entradas de luz cobertas com panos vermelhos.


O vírus do sarampo possui um período de incubação de aproximadamente 10 dias, com variação que pode ir dos 7 aos 18 dias, após o contágio, com a doença a prolongar-se entre 4 a 7 dias. O período de maior contágio ocorre 2 a 4 dias antes das erupções cutâneas e perdura até 2 a 5 dias após o aparecimento das mesmas. É então que a simples presença de um doente
pode significar o contágio de todos os que com ele contactem, havendo 90 por cento de probabilidades de isso acontecer se não tiverem sido vacinados.


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Sendo mais prevalente em crianças e grávidas, pode afectar também mães a amamentar e mulheres adultas em fase reprodutiva, adolescentes, homens e idosos. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) 30 por cento da população mundial padece de anemia, sendo a sua prevalência entre as crianças com menos de dois anos de aproximadamente 50 por cento.


A anemia caracteriza-se por uma redução dos glóbulos vermelhos ou da hemoglobina (a proteína que transporta oxigénio) no sangue, comprometendo o adequado fornecimento de oxigénio às várias partes do corpo.


São várias as causas que podem originar anemia, nomeadamente o défice de ferro ou de vitaminas como a vitamina B12 ou o ácido fólico, as hemorragias, doenças crónicas, entre outras, sendo a anemia devido ao défice de ferro, ou anemia ferropénica, o tipo de anemia mais comum.


Também o facto de se estar submetido a uma terapêutica pode induzir o doente a uma anemia, uma vez que a toma de alguns medicamentos pode também ser causa desta patologia. Daí a especial atenção que recai nos profissionais de saúde quando propõem terapêuticas ou no acto da dispensa de medicamentos.


 


Quem pode ser afectado pela anemia?


Pode surgir anemia em bebés ou crianças caso haja um baixo aporte de ferro na alimentação; nas crianças e adolescentes, uma vez que as necessidades de ferro estão aumentadas nesta fase de crescimento rápido; na gravidez, dado que há uma maior demanda de ferro devido ao crescimento do feto.


Na mulher em idade fértil, a anemia por falta de ferro pode dever-se aos fluxos menstruais abundantes e nos adultos, em geral, pode ser causada por perda de sangue crónica, por vezes imperceptível, nas fezes. Nos idosos, a anemia pode dever-se a défice de ferro ou a existência de doenças crónicas.


 


Como se manifesta a anemia?


Os sintomas são múltiplos, salientando- se a palidez, cansaço, indisposição, falta de apetite, fraqueza, incapacidade para fazer exercício, dores de cabeça ligeiras, tonturas, zumbidos no ouvido ou palpitações.


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A Associação Portuguesa para as Doenças Congénitas da Glicosilação e outras Doenças Metabólicas Raras (APCDG) está a promover uma campanha de sensibilização para esta doença rara, em Portugal, e em todo o mundo, através de uma parceria com a Organização CDG Care.

“Com esta campanha pretendemos concentrar os nossos esforços na divulgação da doença por forma a conseguirmos dar mais informação e apoio aos doentes e famílias, e ao mesmo tempo estimular projetos de investigação científica que promovam o avanço do diagnóstico e tratamento para conseguirmos encontrar uma cura. Esta campanha representa por isso uma esperança para todos os doentes”, explica Vanessa Ferreira fundadora da APCDG.

A Campanha começa no dia 18 de Abril e termina no dia 16 de Maio – Dia Mundial da Consciencialização para as Doenças Congénitas da Glicosilação.

Os doentes CDG podem apresentar-se perante qualquer profissional de saúde ou especialidade médica, devendo estes estar alertados para a possibilidade destas doenças e inclui-las no diagnóstico diferencial.
Tratando-se de doenças raras e de apresentação semelhante a uma grande variedade de outras situações clínicas mais comuns, todas as ações de divulgação, junto dos profissionais e da população em geral contribuirão para reduzir a “odisseia diagnóstica” a que a maior parte dos doentes são sujeitos”

explicou a pediatra Luísa Diogo, da Unidade de doenças metabólicas do Centro Hospitalar Universitário de Coimbra.

As Doenças Congénitas da Glicosilação (CDG) são um grupo de doenças hereditárias que afetam a glicosilação, que é um processo pelo qual todas as células humanas acumulam açúcares de cadeia longa
que estão ligados a proteínas. Em conjunto, as proteínas e os açúcares a elas ligados denominam-se glicoproteínas. As glicoproteínas têm uma enorme variedade de funções muito importantes no corpo humano, e são necessárias ao crescimento e funcionamento normal de todos os tecidos e órgãos. A CDG é uma doença muito rara (estima-se que a sua prevalência se situe entre 1/50 000 e 1/100 000).

Os pacientes apresentam uma relevante afetação neurológica, atraso global do desenvolvimento, problemas cardíacos, hepáticos, oftalmológicos, imunológicos, entre outros. Estas doenças são altamente incapacitantes, com uma elevada taxa de mortalidade pediátrica, e com um impacto negativo significativo na qualidade de vida dos pacientes e famílias.

Fundada em 2010, a APCDG é uma organização não-governamental liderada e focada nos pacientes, empenhada em encontrar uma cura para as Doenças Congénitas da Glicosilação (CDG), através dos programas de investigação, educação, sensibilização, representação e defesa dos pacientes.





Todas as espécies animais sentem medo. Esta é mesmo uma condição indispensável para proteger o indivíduo do perigo. Quando o perigo está iminente é natural que o indivíduo seja invadido por uma sensação desconfortável que o impele a preservar a sua integridade física.


Apesar da ausência objectiva de perigo, o indivíduo sente uma aflição incontrolável e procura a todo o custo afastar-se da causa dessa ansiedade sem limites. Está-se então perante uma fobia, que herdou o nome da deusa grega do medo - Phobos.


O medo persiste e é desencadeado sempre que a pessoa está perante o objecto ou a situação temida. De tal forma que a simples hipótese de isso acontecer é, por si só, motivo de ansiedade, com repercussões graves no quotidiano e na qualidade de vida. A pessoa reconhece que o seu medo é irracional mas não consegue controlá-lo.


Ritmo cardíaco acelerado, disfunções gástricas, náuseas, diarreia, micção muito frequente, sensação de sufoco, rubor na face, transpiração abundante, tremores e desmaios são as manifestações fisiológicas da fobia. A depressão é, frequentemente, um desfecho destes quadros de fobia e ansiedade, às quais andam igualmente associados o abuso de álcool e drogas.


Não se sabe ao certo quantas pessoas sofrerão de fobia, mas estima-se que dez por cento da população seja afectada. Alguns estudos estabelecem uma margem maior, definindo entre três e dez em cada 100 pessoas o número que sofre de uma qualquer fobia. O que se sabe é que as mulheres são mais predispostas, mas não foi ainda encontrada uma explicação para esta tendência. Há uma excepção: a fobia social, sobre a qual se falará um pouco mais à frente, atinge igualmente homens e mulheres.


Sabe-se também que, em geral, é na infância e na adolescência que surgem os primeiros sinais da fobia, que se prolonga pela idade adulta quando não é tratada convenientemente.


 


Medo de tudo e de todos


Os transtornos fóbico-ansiosos constituem um grupo de doenças mentais em que a ansiedade é associada a um objecto ou situação. Com base nesta definição foram estabelecidos três tipos principais de fobias: fobia social, fobia específica e agorafobia, talvez a mais conhecida.


A fobia social traduz-se pelo medo de se expor a outras pessoas que se encontrem em grupos pequenos, podendo manifestar-se, por exemplo, em festas, reuniões, restaurantes.


Muitas vezes são restritas a uma única situação, como comer ou falar em público, assinar um cheque na presença de outras pessoas ou encontrar-se com alguém do sexo oposto. A mera possibilidade de estar a ser observado é geradora de ansiedade - o sangue sobe ao rosto, as náuseas e os tremores sucedem-se.


Associada a este tipo de fobia anda, geralmente, um quadro de baixa auto-estima e receio de críticas, o receio de ser julgado negativamente.


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A pergunta é pertinente. Todas as mulheres devem ter cuidados especiais enquanto estão grávidas. Idealmente, deveriam preparar a sua gestação antecipadamente. Quando existe uma patologia, todos os cuidados deveriam ser redobrados nesta fase. É o caso da diabetes prévia à gravidez. Como ultrapassar a patologia e viver a gestação como um verdadeiro estado de felicidade? É o que lhe dizemos neste artigo.


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