Arquivo de Alcoolismo - Página 2 de 3 - Médicos de Portugal

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O fígado possui a capacidade de metabolizar, isto é, de destruir o álcool. As células do fígado conseguem transformar o álcool em produtos não tóxicos que depois são eliminados. Mas esta capacidade do fígado não é ilimitada.


O fígado pode tolerar uma pequena quantidade de álcool diariamente. Porém, se o consumo for excessivo pode levar à falência de praticamente todos os órgãos: no fígado, pâncreas, coração, alterações sexuais como impotência e a alguns tipos de cancro.


A ingestão de bebidas alcoólicas não está apenas associado a morte por doença. O número de mortes directa ou indirectamente associadas ao consumo de bebidas alcoólicas tem vindo a aumentar. Estima-se que de um a dois, em cada quatro ou cinco acidentes de viação, estejam directamente relacionados com o consumo de bebidas alcoólicas.


 


Doenças do fígado


No capítulo das doenças, podemos considerar três principais patologias, em virtude da ingestão exagerada de bebidas alcoólicas:


- A esteatose ocorre sempre em bebedores habituais. As células do fígado passam a estar cheias de gordura (lípidos). O fígado fica sensível a outros tóxicos e a manutenção do consumo promove a evolução para as fases seguintes;


- A hepatite alcoólica: nesta fase já existe inflamação que, se for ligeira, pode não causar sintomas. As formas mais graves condicionam sintomas, por vezes exuberantes, e podem mesmo levar à morte por falência do fígado;


- A cirrose hepática: o fígado normal fica substituído por fibrose (cicatrizes). Este processo é progressivo. Os hepatócitos vão morrendo e o fígado vai perdendo gradualmente a sua função. A cirrose leva à falência hepática, em o fígado deixa de ser capaz de desempenhar as suas funções. A situação é praticamente irreversível.


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O novo perfil de alcoólico dependente foi traçado durante o segundo dia de trabalhos do IV Congresso Nacional da Psiquiatria, a decorrer no Luso até 28 de Novembro. Também o tabagismo constitui um problema de dependência, com incidência forte na puberdade, onde tudo começa. O consumo da nicotina nesta fase pode ser um forte indicador de futura psico-patologia.


"A dependência ao álcool registou uma mudança de padrão. Há uma década os alcoólicos dependentes tinham entre 40 e 50 anos. Hoje estão na casa dos 20/30 anos e o consumo tem como objectivo obter um estado alterado de consciência', afirma Célia Franco, psiquiatra do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Coimbra.


Os novos alcoólicos jovens iniciam o consumo na adolescência, por volta dos 14 anos. Ao contrário dos adultos de meia-idade, não têm uma vida estruturada e uma personalidade definida, o que provoca graves prejuízos para a sua saúde mental. O álcool altera o funcionamento a nível neurológico e pode resultar em psicoses e comportamentos desadequados, sobretudo a nível familiar e profissional.


Portugal, como país produtor de bebidas alcoólicas, apresenta muita permissividade em relação ao consumo das mesmas. Segundo a psiquiatra, faltam estudos que analisem o impacto desta dependência e de outras, nomeadamente as drogas e o tabagismo, cujos consumos estão associados.


O consumo do tabaco é responsável pela morte prematura de 660 mil pessoas por ano dentro dos 27 estados-membros da União Europeia, representando 15% das mortes. É a principal causa de mortalidade e morbilidade evitável. Mais uma vez, é também a adolescência que despoleta esta dependência. Segundo Sara Mendes Moreira, psiquiatra do Hospital Geral de Santo António (Porto), ‘o início do hábito tabágico, muitas vezes, começa como um ritual de passagem para o mundo dos adultos. Há uma incidência crescente de co-morbilidade psiquiátrica nos adolescentes que fumam. O consumo de cigarro nesta fase parece ser um forte indicador de futura psico-patologia.


A especialista alerta para o facto do vício abranger cada vez mais mulheres jovens e defende uma intervenção preventiva na adolescência. Afirma ainda que a implementação da nova lei do tabaco (em vigor desde Janeiro) não reflecte o aumento de adesão às consultas de cessação tabágica.





‘Trata-se da droga mais acessível e mais perigosa'. É desta forma que Vítor Santos, médico de família do Centro de Saúde de Sacavém, descreve o álcool. As consultas de psicoalcoologia têm como objectivo a intervenção terapêutica e a confrontação, aludindo à informação e mentalização do alcoólico. A desintoxicação, o tratamento de longo prazo e as inovações terapêuticas apresentam-se como os tratamentos mais utilizados para combater a doença. O álcool apresenta-se como uma das substâncias geradoras de demência na sociedade actual, com forte impacto na estabilidade pessoal e familiar, assim como na saúde do visado.


Também o stress pós-traumático aparece como uma das demências no masculino. Identificada como doença em 1980, nos EUA, a primeira consulta em Portugal foi criada em 1985 no Hospital Júlio de Matos. Num país com cerca de 14 anos de guerra colonial, calcula-se que cerca e 10 a 15 % dos ex-combatentes sofra deste tipo de stress.


Em 1999 a Assembleia da República publicou uma legislação específica para o tratamento de doentes que sofram de stress pós-traumático. Desde então tem-se desenvolvido uma rede de apoio, que se estendeu à aplicação de redes médicas e sociais mais especializadas, dirigidas às pessoas que sofrem as consequências das situações traumáticas mais comuns da sociedade civil, como abuso sexual, assaltos violentos, catástrofes naturais e acidentes de viação.


 


Consulta no masculino


A disfunção eréctil apresenta-se como uma doença vascular que tem aumentado com a esperança de vida. Está associada à hipertensão arterial, à diabetes, à depressão, ao tabagismo e colesterol, entre outros. Desde 1960 até aos dias de hoje vários foram os tratamentos utilizados para combater a disfunção eréctil, começando nos dispositivos de vácuo. Hoje, a terapêutica oral apresenta-se como a solução mais utilizada para combater a doença.


A roncopatia esteve também em destaque. Provocado por uma obstrução na passagem de ar, o ressonar também pode ser um sinal de existência de apneia do sono, que se caracteriza por provocar paragens respiratórias durante o sono. A roncopatia e a apneia estão relacionadas. A síndrome de apneia afecta 44% dos homens e 28% das mulheres. Esta doença aumenta também o risco de acidente cardiovascular. Calcula-se que 47% dos hipertensos sofram desta síndrome.


O cancro da próstata tem a sua maior incidência nos EUA e na Europa Ocidental. No sexo masculino, representa cerca de 11% do total do cancro na Europa e 9% do número de mortes. A idade é o maior factor de risco. A detecção deve ser feita precocemente em todos os homens entre os 50 e os 75 anos. No entanto, a idade do rastreio tem vindo a baixar. O PSA é o exame mais pedido para controlo do cancro da próstata, sendo a biópsia o exame complementar que faz o diagnóstico.


 





Nos últimos tempos, acompanhando o desenvolvimento da sociedade, apareceram, no homem, várias tendências de afirmação de identidade, como a metrossexualidade. A afectividade, o prazer e o culto do corpo são, hoje, reconhecidos e valorizados. ‘O corpo não é mais aquela entidade obscura, mas a sede da nossa existência', afirma Biscaia Fraga, do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, E.P.E. O porquê desta tendência estará em debate nas VIII Jornadas de Sacavém, nos próximos dias 20 e a 21, no Hotel VIP Executive, em Santa Iria da Azóia, Loures.


O novo paradigma de pai também estará em foco. A sociedade actual impõe uma exigência sócio-profissional que afasta os pais da tarefa de educar os filhos. Ao longo de séculos, a sociedade atribuía ao pai o papel de sustentar a família e à mãe o papel de criar os filhos e cuidar da casa. Com a emancipação feminina e a integração da mulher no mundo laboral, foram surgindo mudanças na dinâmica familiar, como a partilha de responsabilidades a nível do suporte financeiro do núcleo familiar e da educação dos filhos. Paralelamente, o homem foi entrando mais na família, partilhando as tarefas com a mulher e intervindo mais na vida do filho.


Para o segundo dia do evento, estarão em destaque várias patologias associadas ao homem, como a disfunção eréctil, o cancro da próstata, a roncopatia, a andropausa, e a doença mental no masculino. Sobre este último tema, serão abordadas três patologias muito frequentes: as demências, o alcoolismo, e o stresse pós-traumático. A incidência e prevalência dos vários tipos de demência são influenciadas pela perda da masculinidade. O stress pós-traumático está directamente associado à realidade lusa desde a guerra do Ultramar. Num país que teve três frentes de guerra durante 14 anos, e por onde passaram milhares de combatentes, estima-se que entre 10 a 15% dos ex-combatentes sofrem de stresse pós-traumático.


O alcoolismo está diluído no campo das dependências legais e proibidas. A sua acessibilidade e fácil armazenamento confere-lhe um cariz único. O uso de uma substância psicoactiva, como o álcool, é um acto inicialmente voluntário, embora a persistência de respostas involuntárias a estímulos internos e externos propiciem a história natural do alcoolismo e as recaídas em dependentes após períodos de abstinência. A recaída é, hoje, uma etapa desdramatizada do percurso do alcoólico. O drama, que assola muitas das nossas famílias, também será alvo de debate.


 


Faça o download do Programa (Documento associado.pdf)





O fígado possui a capacidade de metabolizar, isto é, de destruir o álcool. As células do fígado conseguem transformar o álcool em produtos não tóxicos que depois são eliminados. Mas esta capacidade do fígado não é ilimitada.


O fígado pode tolerar uma pequena quantidade de álcool diariamente. Porém, se o consumo for excessivo pode levar à falência de praticamente todos os órgãos: no fígado, pâncreas, coração, alterações sexuais como impotência e a alguns tipos de cancro.


A ingestão de bebidas alcoólicas não está apenas associado a morte por doença. O número de mortes directa ou indirectamente associadas ao consumo de bebidas alcoólicas tem vindo a aumentar. Estima-se que de um a dois, em cada quatro ou cinco acidentes de viação, estejam directamente relacionados com o consumo de bebidas alcoólicas.


 


Doenças do fígado


No capítulo das doenças, podemos considerar três principais patologias, em virtude da ingestão exagerada de bebidas alcoólicas:


- A esteatose ocorre sempre em bebedores habituais. As células do fígado passam a estar cheias de gordura (lípidos). O fígado fica sensível a outros tóxicos e a manutenção do consumo promove a evolução para as fases seguintes;


- A hepatite alcoólica: nesta fase já existe inflamação que, se for ligeira, pode não causar sintomas. As formas mais graves condicionam sintomas, por vezes exuberantes, e podem mesmo levar à morte por falência do fígado;


- A cirrose hepática: o fígado normal fica substituído por fibrose (cicatrizes). Este processo é progressivo. Os hepatócitos vão morrendo e o fígado vai perdendo gradualmente a sua função. A cirrose leva à falência hepática, em o fígado deixa de ser capaz de desempenhar as suas funções. A situação é praticamente irreversível.





Mas também na família a existência de um membro com esta infeliz situação de estar dependente de álcool e se embriagar com frequência constitui uma via para grande sofrimento, para agressões e outras brutalidades, para violações sexuais e, algumas vezes, para homicídios. A imprensa dá-nos, no quotidiano, notícias da tragédia que é a dependência do álcool.

Dada a dimensão desta tragédia nacio­nal, compreende-se bem a «alergia» e o desconforto de muitas pessoas, com experiências fortemente negativas, quando ouvem falar de vinho, de consumo moderado desta nobre bebida e dos bene­fícios que tal consumo moderado pode trazer à saúde humana.

Para muitas destas pessoas, generosas e empenhadas em conseguir reduzir o abuso do consumo de álcool, aquele que começa a beber vinho, de forma mode­rada, às refeições, está no cimo de uma rampa escorregadia e só irá parar no fim dessa rampa, ou seja, na dependência do álcool com todo o seu cortejo de malefícios – pessoais, familiares e sociais.

Mas esta visão não é realista.

O primeiro ponto que tem de ser considerado é conhe­cer, com rigor, que tipo de bebidas com álcool começaram a usar os que se tornam dependentes e de quais dessas bebidas abusaram para conse­guirem um desejado, previamente, estado de embriaguez, e durante quanto tempo até ficarem dependentes. E, muito especialmente, que condições sociais, fami­liares, profissionais ou pessoais levaram essas pessoas a procurarem no álcool a solução de problemas – bebo para esque­cer, confessam algumas – por meio de pequenos períodos de embriaguez até à depen­dência, tantas vezes irreversível e fatal no curto prazo.

Os Centros de Alcoologia certamente que fazem nos seus doentes este estudo, que é absolutamente fundamental para a compreensão da dependência de álcool e bom seria que os seus resultados fossem publicados para se saber a verdade e se acabarem os mitos criados à volta do vício da embriaguez e da dependência de álcool.

É certo que há uma influência cultural que está relacionada com maior ou menor disponibilidade de bebidas com álcool; por isso os bêbados à porta dos pubs em Londres beberam apenas alguns litros de cerveja e em lugares mais selectos muitas doses de uísque; o mesmo direi de noruegueses e suecos. Mas, na Bretanha Francesa, um estudo muito cuidadoso descobriu que a alcooldependência estava ligada ao «Calvados», uma bebida muito alcoólica típica da região, apesar de o bom vinho francês poder ser facilmente obtido, nos bares e ao copo. A habitua­ção e a dependência das velhas senhoras inglesas estão ligadas, maioritariamente ao gin e aos licores de uísque ou obtidos por fermentação de frutos.





Com base nos critérios anteriores, as drogas são classificadas em quatro grupos:

Grupo 1: ópio e derivados (morfina, heroína, ...);

Grupo 2: barbitúricos e álcool;

Grupo 3: cocaína e anfetaminas;

Grupo 4: LSD, canabinóides, tabaco, etc.


É interessante verificar que o álcool é classificado no Grupo 2 devido aos seus terríveis efeitos sobre a saúde, e a grande dependência física e psíquica que provoca quando consumido em excesso. Além do mais, se o álcool é considerado melhor que as drogas "duras" do Grupo 1 (heroína, por exemplo), não é por o seu abuso ter menores repercussões físicas ou psíquicas. De facto, o abuso de álcool poderá ter maior gravidade clínica que o consumo de heroína. A única grande vantagem do álcool, está tão somente na possibilidade cultural de muitas pessoas o conseguirem consumir sem abusar, enquanto com a heroína isto é praticamente impossível.

Além disto, também é verdade que o álcool, se consumido com muita moderação, poderá ter benefícios para a saúde, especificamente na prevenção das doenças dos vasos do coração e da arteriosclerose em geral. No entanto, para obter este benefício bastará beber cerca de um copo de vinho por dia (ou mesmo apenas um copo de vinho em dias alternados), não havendo maiores benefícios com maiores ingestões.




Abuso de Álcool

É fácil fazer-se o diagnóstico de abuso quando se vê alguém em estado de embriaguez. No entanto, é difícil fazer este diagnóstico quando a ingestão, embora menos maciça, é mais frequente e prolongada. Este tipo de consumidores geralmente trabalham e estão integrados na sociedade, mantendo um ligeiro ou moderado nível de alcoolémia ao longo do dia, e não entendem que têm um problema com o álcool. Muitos acidentes de trabalho e de viação, assim como muitos problemas de relação familiar e laboral são devidos a este tipo de consumo.

Mas então voltamos à mesma pergunta: o que é o abuso de álcool?

Abuso é para um homem adulto consumir diariamente mais de 24 gramas de álcool — ver como calcular o nº gramas em álcool que uma bebida contém e a taxa de alcoolémia produzida pela sua ingestão — o que equivale a 250 ml de vinho ou 3 copos de cerveja. Uma mulher adulta não deve ultrapassar os 16 gramas, o que equivale a 170 ml de vinho ou 2 copos de cerveja. Os menores e as grávidas não devem consumir qualquer quantidade de álcool.

Estas recomendações fazem-se partindo do pressuposto que nos dias em causa não se consomem bebidas destiladas (por exemplo, aguardente, conhaque ou uísque).





Este novo sistema de administração – SureClick – comercializado pela Amgen, visa melhorar a qualidade de vida, conforto e autonomia dos doentes, através de um dispositivo automático que simplifica o procedimento e aumenta o nível de segurança para doentes e técnicos de saúde.

“A anemia associada ao cancro diminui a qualidade de vida (QoL) dos doentes e poderá afectar o resultado do tratamento do cancro. A anemia é uma variável independente associada à diminuição da esperança de vida dos doentes com cancro e que, quando corrigida poderá ter um impacto positivo nos resultados do tratamento. Uma gestão adequada do problema deve ser entendida como uma componente crucial”, de acordo com o European Cancer Anaemia Survey (ECAS).

Segundo o estudo ECAS, o qual decorreu em 748 centros de tratamento oncológico em 24 países europeus, com 1000 médicos e 15367 doentes envolvidos, cerca de 67% dos doentes europeus com cancro sofrem de anemia.

A anemia associada ao cancro é comum nos doentes em regime de quimioterapia e radioterapia e resulta em consequências negativas a nível físico, psíquico, social e económico tanto para doentes, como para os prestadores de cuidados de saúde (familiares e técnicos).

Um dos principais sintomas da anemia no doente com cancro é a fadiga. De acordo com um estudo realizado nos E.U.A., conduzido por Gregory A. Curt, de uma amostra de 379 doentes oncológicos, 76% dos doentes entrevistados afirmaram ter fadiga durante o tratamento com quimioterapia. Destes, 30% confirmou sofrer de fadiga diariamente.

Ainda segundo este estudo, 91% dos doentes com fadiga referem que esta os impede de ter uma vida normal, e 88% destes alteraram os seus hábitos de vida devido à fadiga.

A pesquisa comprova que a fadiga torna mais difícil a participação nas actividades sociais e tem implicação na diminuição das capacidades cognitivas. Dos 177 doentes que estavam empregados, 75% alterou o seu regime laboral devido à fadiga.

Actividades como percorrer distâncias (69%), limpar a casa (69%), fazer exercício físico (67%) e actividades sociais com amigos e família (59%) requerem um grau de esforço muito grande para os doentes com cancro que apresentem este sintoma.

Embora a anemia seja muito frequente no doente oncológico e tenha impacto negativo não só no resultado do tratamento do cancro como também na qualidade de vida dos doentes oncológicos, segundo o estudo anterior é recomendado à maioria dos doentes anémicos apenas o repouso no quarto e relaxamento.

Ainda reportando a esse estudo, a 40% dos doentes não foi feita qualquer recomendação para corrigir o problema e apenas a 6% dos doentes foram prescritos medicamentos para o tratamento da anemia.





Esta obra pretende alertar a população em geral para os efeitos do álcool sobre o coração, que nem sempre são os mais desejáveis.

O consumo excessivo de bebidas alcoólicas pode conduzir a várias formas de insuficiência cardíaca, sendo a miocardiopatia alcoólica a mais comum. Por outro lado, provoca também o aumento do batimento cardíaco, a subida da pressão arterial, alterações no ritmo cardíaco e o aumento dos triglicéridos no sangue.

No entanto, como muitas outras coisas, desde que o álcool seja tomado sem excesso e em doses aceitáveis, pode apresentar alguns benefícios, existindo uma associação inversa entre o uso moderado de bebidas alcoólicas e as doenças das artérias coronárias.

Alguns dados e conselhos podem ser obtidos na consulta desta nova edição, nomeadamente, que Portugal é um dos maiores consumidores de álcool, que desde 1970 o consumo de cerveja aumentou 400%, bem como as diferenças entre bebidas alimentares, hidratantes, estimulantes, bebidas alcoólicas, fermentadas e bebidas alcoólicas destiladas, entre muitos outros.

Uma informação relevante, e que muitos consumidores de álcool não conside­ram, é a de que, e de acordo com o nutricionista, «quando estamos a falar de bebidas alcoólicas com 10 e 40% de álcool, referimo-nos ao mesmo tipo de álcool etílico que se compra nas farmácias, sem tirar nem pôr.

Um uísque, que tem sensivelmente 40% de álcool, equivale a dizer que quase metade da sua composição é do mesmo material que usamos para desinfectar feridas».



MITOS E FACTOS ACERCA DO ÁLCOOL


Mito: O álcool é um medicamento.

Facto: O álcool é um depressor do sistema nervoso, podendo fazer as pessoas sentir-se bem numa primeira fase, mas, a longo prazo, fá-las-á sentirem-se mal. No entanto, para homens acima dos 40 e para mulheres em pós-menopausa, um a dois copos por dia poderão ser benéficos.


Mito: Se beber durante as refeições, os efeitos do álcool são menores.

Facto: Pode ser verdade em termos de alcoolemia, já que a absorção do álcool é mais lenta, mas as lesões orgânicas po­derão existir na mesma se a ingestão de álcool for elevada.




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