O fígado possui a capacidade de metabolizar, isto é, de destruir o álcool. As células do fígado conseguem transformar o álcool em produtos não tóxicos que depois são eliminados. Mas esta capacidade do fígado não é ilimitada.
O fígado pode tolerar uma pequena quantidade de álcool diariamente. Porém, se o consumo for excessivo pode levar à falência de praticamente todos os órgãos: no fígado, pâncreas, coração, alterações sexuais como impotência e a alguns tipos de cancro.
A ingestão de bebidas alcoólicas não está apenas associado a morte por doença. O número de mortes directa ou indirectamente associadas ao consumo de bebidas alcoólicas tem vindo a aumentar. Estima-se que de um a dois, em cada quatro ou cinco acidentes de viação, estejam directamente relacionados com o consumo de bebidas alcoólicas.
Doenças do fígado
No capítulo das doenças, podemos considerar três principais patologias, em virtude da ingestão exagerada de bebidas alcoólicas:
- A esteatose ocorre sempre em bebedores habituais. As células do fígado passam a estar cheias de gordura (lípidos). O fígado fica sensível a outros tóxicos e a manutenção do consumo promove a evolução para as fases seguintes;
- A hepatite alcoólica: nesta fase já existe inflamação que, se for ligeira, pode não causar sintomas. As formas mais graves condicionam sintomas, por vezes exuberantes, e podem mesmo levar à morte por falência do fígado;
- A cirrose hepática: o fígado normal fica substituído por fibrose (cicatrizes). Este processo é progressivo. Os hepatócitos vão morrendo e o fígado vai perdendo gradualmente a sua função. A cirrose leva à falência hepática, em o fígado deixa de ser capaz de desempenhar as suas funções. A situação é praticamente irreversível.
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